30/01/11

A Política Melancia

Verde por fora, vermelha por dentro... É este o verdadeiro teor da política pseudo-ecologista que está a ser imposta e, com o acesso às mais variadas fontes de informação, as massas só são enganadas porque se deixam enganar, porque engolem tudo o que a classe política e a comunicação social lhes põe à frente.
Nos últimos tempos vi quase tudo... Desde dados inventados sobre as temperaturas globais, em total contradição com a realidade a serem difundidos pela comunicação social, até estudos largamente difundidos em que se defende a criação intensiva de baratas e gafanhotos para substituir a proteina animal das vacas e porcos que «contribuem para o aquecimento global», o mesmo aquecimento global que desde 1998 não existe!
A política de incorporação obrigatória de biodiesel no gasóleo vai implicar, a partir de Fevereiro, um aumento entre 2,4 a 5,8 cêntimos no preço por litro. Enquanto isso, o preço dos alimentos está mais caro em todo o mundo porque, para combater um problema inventado, campos de cultivo cerealífero foram convertidos para receber os subsídios à produção de milho e soja para biocombustíveis.
Cada família portuguesa paga o dobro do que devia pagar na factura da electricidade por causa do sobrecusto das renováveis que, por mais que se tente saber, ninguem neste desgoverno sabe dizer em quanto está a dívida neste momento. Os números oficiais para o ano de 2010 apontam para cerca de 2,5 mil milhões de Euros. E mesmo que haja água com fartura nas barragens ou o preço do carvão e do gás natural desça, a Produção em Regime Especial tem prioridade: o Megawatt das eólicas é pago entre seis a oito vezes o preço de mercado e a fotovoltaica a quinze vezes! Até chegamos ao cúmulo de oferecer electricidade a Espanha ou dissipá-la na terra porque as nossas barragens precisam de descarregar água, mas, a rede electrica é obrigada a receber a electricidade mais cara das eólicas. E, só em 2010, gasta-se mais com esta máfia das energias verdes que aquilo que se tenciona poupar com o corte anti-constitucional de salários na função pública.
Cada vez mais vozes se levantam contra este paradima energético, com particular destaque para Mira Amaral, mas, sem esquecer Ferreira Leite, Duque e outros poucos que veêm o que o desgoverno, os média e as massas não querem ver. Conforme o discurso ecologista foi perdendo força, os termos utilizados passaram de "efeito de estufa" para "aquecimento global", "alterações climáticas", "climate disruption" depois do climategate e, neste momento, até o presidente dos E.U.A. evita estes termos para falar em "segurança energética".
Como já me responderam que é preferível manter uma mentira (o alarmismo sobre a humanidade provocar alterações climáticas) para mudar os hábitos pouco ecológicos de consumo de energia ( A.K.A. anti-capitalismo), em vez de dizer a verdade às pessoas e tomar decisões correctas mas lentas, deixo apenas isto à vossa consideração: consoante os países, por cada emprego "verde" perde-se entre dois a seis empregos reais; por cada milhão de Euros em subsídios do Estado a formas de produção de energia que, de outra forma, não conseguiriam subsistir num mercado livre, os portugueses pagam uma média de sete milhões de Euros em impostos e taxas directos (sem contar com a factura energética a longo prazo que, ao ritmo actual, estará saldada daqui a uns setenta anos) e, para não ir mais longe, na lógica de um desgoverno incompetente, tira-se direitos há muito consagrados, ignora-se princípios constitucionais tidos como fundamentais e governa-se contra a vontade popular. Mas ainda não vi nenhuma medida de mitigação da crise que pusesse o dedo nesta ferida! Talvez porque, tal como noutros escândalos, empresas poderosas como EDP, Martinfer e outras tantas, controlam personalidades políticas deste país de maneiras que ainda não sabemos.
Lá para Março ou Abril, quando começar a pré-campanha para as legislativas antecipadas que, desde a eleição de Cavaco, se adivinham, havemos de começar a ouvir mais histórias sobre Freeport e submarinos... Desde a previsível dissolução da Assembleia até ao dia anterior às eleições, partidos e média passarão o tempo a chafurdar na bosta, mas, não acredito que alguém surja com este tema! Os submarinos farão as capas dos jornais e abrirão noticiários na televisão e, na embriaguêz da campanha, não haverá espaço para lembrar que os atentados aos direitos adquiridos dos portugueses serviram para poupar menos que aquilo que custam as más e corruptas políticas energéticas dos últimos dezassete anos!
Cumprimentos!
António Gaito

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