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24/11/10

Efeitos da Greve

Não há dúvida que o modo como se diz as coisas é muito importante.
Embora compreendendo os motivos da Greve Geral, respeitando quem a fez e reconhecendo os motivos que levaram tantos profissionais a aderir, como mãe e encarregada de educação custou-me ver o regozijo do lider da Fenprof, que alegremente (como se de um aluno inconsciente se tratasse) declarava "Hoje não há aulas!", "Escolas de todo o país estão encerradas (...), a norte, sul e ilhas!". Que eu ouvisse (e admito que não tenha ouvido tudo) nunca referiu os motivos pelos quais os professores aderiram a mais uma greve, nem nunca se referiu directamente à classe que representa.
É bom para o país que não haja mais um dia de aulas nas escolas públicas?? Somado aos dias em que também não há aulas porque falta água, gaz, professores, ou simplesmente porque é dia de S. Martinho e "vamos passar todo o dia a fazer um magusto"...
Confesso que não consigo perceber o motivo de tanta alegria. Para mim, qualquer dia em que os meus filhos não tenham aulas por qualquer um destes motivos e que o país desinvista na formação das gerações futuras, só pode ser motivo de tristeza e de preocupação.

31/05/07

Greve Geral, mas pouco


Não sei se a adesão à Greve Geral convocada pela CGTP e alguns sindicatos afectos à UGT teve ou não o apoio de 12,8 %, como o Jornal Digital refere, ao citar fontes do Governo, ou, pelo menos 47 % até às 14.ooh, como refere a CGTP, de acordo com o Diário Digital. Greve aquém das expectativas afirma o Diário de Notícias.

O que sei é que nunca vi, em 30 anos de democracia em Portugal uma Greve Geral ter a adesão de menos de 50 % dos trabalhadores. Já o Editorial do DN de 3ª feira, 29/5, dizia que seria «uma greve geral decidida nos meios de transporte».

Em Odivelas, passou quase completamente despercebida. Só se deu por ela nos transportes (sobretudo no Metro e pouco na Carris - na Rodoviária não se deu por nada) e no lixo e aqui e acolá, em escolas e nas Autarquias. A Rep. Finanças, Biblioteca e alguns serviços camarários, extensão da JF Odivelas, na Memória, não se deu por ela ou não chegou a existir.

A continuar, com greves sucessivas, com metade dos portugueses a condenar a sua existência, conforme se refere no inquérito levado a efeito pelo DN, em que se diz expressamente que

A greve geral convocada para hoje pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) divide Portugal ao meio. Se 44% dos portugueses concorda com esta greve, 42% discordam. Os restantes, não têm opinião sobre o assunto.

O maior apoio à greve vem do Grande Porto e do Sul do País, onde 56% e 50%, respectivamente, concorda com a decisão da CGTP. Na Grande Lisboa, a popularidade da greve é menor (47,5%), mas é no Litoral Centro e no Interior Norte onde o apoio é mais fraco (37,5% e 35,5%). Em termos etários, os mais idosos mostram-se pouco tolerantes e só um terço a apoia. É entre a meia idade que a iniciativa da maior central sindical do País recolhe maior apoio (51,3%), não muito longe dos mais jovens (47,1%). Curiosamente, segundo esta sondagem, é das classes altas que vem o maior apoio (48,8%), enquanto nas baixas não vai além dos (42,1%).

Ora, o que se pretende é um grupo de sindicalistas (CGTP) possa paralisar o país sempre que lhe apeteça ou lhe seja conveniente para os seus apetites eleitorais. Até quando?