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03/11/12

Marmelada de Odivelas - O renascimento de uma tradição.

Este foi o título de mais um texto assinado por Xara Brasil, Presidente do CDS/PP de Odivelas, para a coluna "Pode Haver Luz", que é publicada no Nova Odivelas.

Clique aqui para ler.

05/07/11

Pode haver luz (6)

O texto que escrevo mensalmente para o Nova Odivelas e que é colocado na Coluna "Pode Haver Luz" este mês tem como titulo "Como fazer copy-paste".

O texto está disponível no blogue Um Rumo, se o quiser ler basta
clicar aqui.

03/06/11

História de adultos contada a crianças.


História de adultos contada a crianças.

No outro dia, estávamos vários amigos de longa data a almoçar, todos com as respectivas famílias e o tema da conversa, dada a altura em que estamos e o facto de eu andar nestas andanças, era precisamente sobre política.

Numa mesa estavam os adultos (cerca de 20), na outra, um pouco distante estavam as crianças, cerca de 30 a 40, com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos. Às tantas fomos surpreendidos por um deles que chegou à nossa mesa e disse com um ar muito perspicaz “sabem, nós também estamos todos falar sobre política, mas estamos todos já com algumas dúvidas e por isso gostava que fossem lá explicar-nos quem é que deve ganhar as eleições e porquê”.

Todos rimos, ouviram-se umas piadas de ocasião e disseram – “Xara, tens que ser tu”.

Um pouco embaraçado, sem saber bem como havia de fazer para que todos, desde o mais novo ao mais velho percebessem, lá comecei.


“Imaginemos que estávamos todos a fazer uma viagem de barco. Tínhamos saído com o mar relativamente calmo, mas à medida que o tempo foi passando, tudo foi ficando cada vez mais perigoso e que pelo facto do comandante ter feito muitas asneiras a viagem ainda se tornou mais e mais difícil.

Tantas foram as asneiras que o barco começou a meter água, o que como sabem o poderia levar ao fundo. Mesmo quando o mar parecia mais calmo, porque o comandante Zé estava desnorteado, as asneiras sucediam-se e a água continuava a entrar.

Para piorar as coisas, o comandante Zé convencido que nada fazia de errado e como se não bastasse, mentia.

A tal ponto, que chegou a afirmar que a tempestade já tinha acabado. Mas, logo a seguir apareceu um temporal ainda maior.

Perante este cenário de medo, insegurança e falta de confiança no comandante, quando já havia mortos e feridos, quando alguns já tinham caído à água e outros se atiravam ao mar, apenas alguns, embora cambaleando, tentavam resistir, só os que estavam bem instalados e com coletes salva-vidas pareciam continuar na maior.

Enfim, era um cenário de terror e horror.

Às tantas o barco encontrou um pequeno rochedo, porque tinham pouca comida a bordo e algumas avarias muito graves, mesmo sabendo que não tinham dinheiro a bordo, o Zé resolveu atracar.

O rochedo, no qual era quase impossível viver e onde muitos daqueles que se tinham atirado ao mar já se encontravam, pertencia a um senhor a quem já lhes tinha sido contada a história desta maldita viagem e ao qual o comandante deste navio, o Zé, já tinha feito muitas promessas sem que alguma vez as tivesse cumprido.

Nesse rochedo estavam mais dois barcos:

Um que parecia ter acabado de chegar, lá dentro havia um enorme nervosismo, cada membro da tripulação dizia uma coisa diferente e, pese o facto do suposto comandante Pedro, os tentar acalmar e se multiplicar em inúmeras justificações, ninguém se entendia, nem sequer quanto à rota a tomar para chegar a bom porto.

Outro, onde cada um sabia muito bem o que tinha que fazer, qual a sua tarefa especifica e onde todos sabiam qual o porto onde queriam chegar, era dirigido pelo comandante Paulo.

Perante esta situação, imaginado que o Zé era Sócrates, que o Pedro era o Passos Coelho e que o Paulo é o Portas, qual dos comandantes e qual dos barcos escolherias para continuar esta viagem?”

Este é o cenário com que nos deparamos, estas são as alternativas que temos pela frente e no Domingo é o momento.


06/05/11

Pode Haver Luz (4) - O Caos.

Pode Haver Luz (4).


Num momento em que a esperança e as expectativas andam em baixa há que reflectir e fazer das dificuldades uma mais-valia. Só assim poderemos promover a mudança e com ela encontrar as soluções que nos permitam inverter esta tendência. Acredito que podemos voltar acender a luz da esperança.




O Caos.

A demissão de Sócrates, a marcação de eleições antecipadas e o pedido de ajuda financeira externa já num período de governo de gestão, motivam um conjunto de intervenções que nos fazem pensar que os nossos dirigentes se “passaram” de vez.

Senão, vejamos:

 O primeiro-ministro que comanda a Nação há seis anos, afirma sistematicamente que a culpa é do P.S.D. e da demais oposição (lol);

 Passos Coelho diz que se for poder subirá o IVA para 27%;

 O líder do P.S.D. confidenciou que, afinal, tinha falado com Sócrates antes da apresentação do PEC IV em Bruxelas (lol);

 O primeiro-ministro afirma sistematicamente que a necessidade de pedir ajuda externa ao F.M.I. é da responsabilidade exclusiva do P.S.D. e da oposição por terem inviabilizado o PEC IV (lol);

 Sócrates, que disse jamais governar sujeito a um acordo de ajuda financeira com o F.M.I., candidata-se novamente à chefia de um governo, sendo certo que, caso consiga ser eleito, só poderá governar de acordo com as regras do F.M.I.;

 Entretanto, Passos Coelho convida Fernando Nobre - antigo mandatário do B. E. e ex-candidato à Presidência da República - para liderar a lista do PSD no Distrito de Lisboa;

 Este que, até há bem pouco tempo, “pregava” em nome da cidadania, diz que só exercerá o cargo se vier a ser Presidente da Assembleia da República, declinando exercer a cidadania no lugar de Deputado (lol);

 Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, que afirma e reafirma constantemente a sua condição de democrata e republicano, que andou com Sócrates ao “colo”, coloca agora todos os partidos no “mesmo saco”, o que o faz sugerir aos portugueses uma greve ao voto nas próximas eleições (lol);

 Em vez de termos Teixeira dos Santos a liderar a negociação com a “troika”, temos o ministro Silva Pereira a dirigir o processo (imagine-se!) e ainda somos surpreendidos pela ausência do nome do Ministro das Finanças das listas de candidatos do P.S. à Assembleia da República;

 Freitas do Amaral que foi Ministro de Sócrates, dá uma entrevista na televisão em que o arrasa e mostra admiração pela capacidade de resistência de Teixeira dos Santos;

 Otelo, o rosto do 25 de Abril e da extrema-esquerda, vem agora afirmar que Portugal precisava de uma pessoa com a inteligência de Salazar;

 Edmundo Pedro, outro abrilista convicto, afirma que já se arrependeu de ter feito o 25 de Abril.

Assiste-se a uma esquizofrenia dos políticos e a uma falta de lucidez às elites governativas, num momento em que os portugueses se encontram angustiados e ansiosos por conhecer o destino do País e por quantos anos terão de viver em crise.

Parece certo que o caos saiu à rua… Mas a escolha das lideranças e o destino de Portugal pertence a cada um de nós e ninguém duvide que a receita passará forçosamente por cinco vectores:

1º) Justiça Social;
2º) Rigor na despesa do Estado;
3º) Desenvolvimento económico;
4º) Trabalho;
5º) Valorização do esforço e do mérito.

É verdade que o caos parece ter tomado conta do País, mas recordo-me de ter ouvido de Amaro da Costa uma expressão em que continuo a acreditar: “não tenham medo, por trás deste caos está um Grande Povo e um Grande País”.