15/10/12
14/10/12
ATT: CDS Açores CC: Artur Lima.
Nem sempre os resultados são o que esperamos e também nem sempre, muito menos em política e no CDS, espelham o resultado de todo um enorme trabalho. Por essa razão e porque sei do enorme empenho de Artur Lima e de toda a sua equipa nos Açores, aqui deixo ficar em meu nome pessoal e da CPC de Odivelas uma mensagem de parabéns pela entrega a uma causa.
Um abraço a todos.
Odivelas - Dois anos não chegaram.
Duas propostas apresentadas pelo CDS/PP e que foram aprovadas no final de 2010, na Assembleia Municipal de Odivelas, encontram-se ainda por realizar.
Uma solicitava ao executivo que fizesse um estudo sobre a caracterização do tecido empresarial do Concelho, o qual desse a informação do nº de empresas, sector de actividade, tipologia, nº médio de funcionários, volume de facturação, etc., etc., e tinha como objectivo proporcionar dados reais para a elaboração de uma estratégia para o desenvolvimento económico do concelho. No momento de discussão da Derrama este era um documento importante, mas infelizmente, passados que são dois anos, a Câmara ainda não apresentou esse estudo.
O outro ia no mesmo sentido, mas estava relacionado com as questões urbanas e permitia-nos a obtenção de elementos nessa área e também uma melhor base para discutirmos a questão do IMI. A conclusão é a mesma, dois anos não chegaram.
Em Odivelas a Câmara PS/PSD anda devagar, devagarinho.
12/10/12
Odivelas - Assembleia Municipal 1ª Intervenção
Na Assembleia Municipal de Odivelas, onde, por ventura para desviar atenções, mais se fala de política nacional, do que da política local. Assim vi-me forçado a desdobrar a minha intervenção em duas partes:
Parte 1.
Tive que lembrar telegraficamente o estado em que o PS deixou o País há pouco mais de um ano, como:
1 - Deficit de 11%, 7 às claras, mais 4 escondidos;
2 - A quantidade de PPP e a forma como foram feitas;
3 - As taxas de juros que estavam a ser aplicadas a Portugal;
4 - O facto de terem, por via dessa gestão, ido, com uma mão à frente e aflitos, pedir dinheiro para os salários, para as pensões, para a saúde, etc.;
5 - O facto de ter sido o PS a negociar, ponto por ponto, o memorando.
Lembrei que mesmo perante as enormes dificuldades foi possível no espaço de pouco mais que um ano:
1 - Que mesmo não tendo sido atingido os objectivos do deficit (4,5%), o que não considero positivo, mesmo assim foi possível baixá-lo significativamente, aproximadamente para metade;
2 - Que já foi possível inverter a Balança Comercial, sendo que hoje passados 70 anos, é positiva. Sendo certo que devido à redução do consumo se deveu parte da redução das importações, também é certo que o aumento das exportações, superior a 11%, teve um papel determinante.
3 - Que o País tem hoje uma credibilidade que estava partida e isso já se fez reflectir nas taxas de juro que já desceram cerca de 75%.
O que perguntei foi: como é que se pode ser a favor da redução do deficit, uma vez que quando se aumentam impostos são contra, mas quando se corta alguma despesa cai o Carmo e a Trindade.
Parte 2
Questionei também, porque isso no meu entender é que a minha função neste órgão, sobre assuntos relacionadas com o Concelho:
![]() |
| Qtª do Espírito Santo |
1 – Como é que se sentem os Deputados Municipais quando são anunciadas pela Sr.ª Presidente, na Comunicação Social, mediadas dadas como certas, tal como as relacionadas com IMI e Derrama, antes de serem aprovadas na Assembleia Municipal. Neste seguimento, perguntei também qual o respeito que tem a Dr.ª Susana Amador sobre este Órgão.
2 – Solicitei ainda que me informassem em que estado está o processo de insolvência do Odivelas F. C., uma vez que a Câmara deu o processo como terminado, cedeu os terrenos ao Sporting C. P., mas segundo várias informações, no passado mês de Agosto, o Administrador Judicial enviou cartas aos credores no sentido de renegociar a divida.
2 – Solicitei ainda que me informassem em que estado está o processo de insolvência do Odivelas F. C., uma vez que a Câmara deu o processo como terminado, cedeu os terrenos ao Sporting C. P., mas segundo várias informações, no passado mês de Agosto, o Administrador Judicial enviou cartas aos credores no sentido de renegociar a divida.
3 – Aproveitei ainda para questionar pelas respostas aos requerimentos que foram feitos há já alguns meses, assim como por cópia do acordo feito com uma entidade privada, para a recuperação da Quinta de Espírito Santo, propriedade comprada há bastante tempo pela C.M., por 1.000.000,00 e que agora se encontra em elevado estado de degradação.
11/10/12
Orientem-se !
Susana Amador é uma pessoa simpática, bem apessoada e veste bem, qualidades e atributos que decerto não a convertem em Midas, transformando em ouro o que toca, mas com tempo e treino talvez possa descobrir outras vocações quem sabe ali está escondida uma oradora de sexualidade.
A felicidade das pessoas passa pelas condições de vida, a forma como encara o dia a dia, também pela sua vida sexual. Afinal a biologia ensina-nos que desde a célula ao homem existem três funções primárias essenciais, a assimilação (alimentação), a orientação e a reprodução.
Susana resolveu tratar a reprodução no dia 27 do mês passado com o II Encontro Municipal sobre Sexualidade Saudável, subordinado ao tema “Se não sabe, porque é que pergunta?” e podemos perguntar se com os problemas que a Câmara oferece aos odivelenses, será caso para tal pergunta.
Vejamos, sem falar ainda do IMI, aumenta as taxas em 140% na conta da água, à dor de cabeça para chegar a casa, à insegurança, aos condicionamentos de trânsito, às limitações e cheiros nauseabundos dos líquidos a escorrer dos camiões do lixo para a via, também dos contentores colocados à porta de casa, quando não nas curvas, até a um aspecto caótico da paisagem urbana, os odivelenses chegam a casa cansados e sem vontade de se dedicarem à sexualidade. Será caso para dizer que Susana está a empatar o sucesso sexual dos fregueses por condicionamento psicológico e cansaço.
Sabemos que a Câmara Municipal de Odivelas está empenhada, poderia não ser grave se o endividamento fosse feito de forma correcta com parcimónia de forma transparente, mas não!
Mas vamos a um belo exemplo da gestão de Susana Amador no nóvel Jardim da Amoreira na Ramada no que toca à orientação.
Como sabemos, a paisagem tem um valor associado a um edifício, tal como as acessíbilidades, proximidade de serviços e qualidade das infra-estruturas. Seria caso para dizer que o Jardim da Amoreira seria uma excepção no tecido urbano de Odivelas, pelo investimento que está à vista, mas...
É cansativo e até perigoso circular de automóvel pelo bairro, quando existem contentores de lixo nas curvas, com sinalização que lá está mas mal colocada. Tanto custaria fazer bem como mal, mas Susana prefere mal. Se é para perguntar, podemos perguntar qual é a norma nacional ou internacional que coloca um sinal rodoviário paralelo à via em vez da sua posição perpendicular? Porque será que se enchem os arruamentos de sinais paralelos à via, afastados 4 metros do lancil e para ajudar se colocam árvores à frente? Um erro pontual? Não, é geral!
Que lógica terá, ocultar sinais de perda de prioridade com outros de passadeira?
Será moda colocar bandeiras de autocarro afastadas 4 metros escondidas atrás de árvores e em cima de passadeiras, reforçando a sinalização com outra perfeitamente supérflua de transporte público?
Porque será excepção a nível internacional, usar os sinais de encaminhamento de toponímica (já se dá por desconto a insuficiente leitura por mau dimensionamento), como suporte de publicidade?
Se não fôr pedir muito, porque será que as saídas de garagem aparecem camufladas, colocando em risco os transeuntes?
Claro que depois de chegar ao destino o cidadão, confrontado com o estaleiro à moda de Stª Engrácia, chega a casa cansado, revoltado e sem vontade de resolver a sua sexualidade, será caso de mandar a reclamação para a Susana Amador?
Assembleia Municipal - às 20.00h.
Hoje a partir das 20.00 há mais uma Sessão da Assembleia Municipal. Lá estaremos, eu e a Dr.ª Mariana Cascais.
04/10/12
Recordando & Prevendo.
Coloco aqui o link para a intervenção que fiz há cerca de 2 anos, em 2010, na Assembleia Municipal de Odivelas, a qual já foi feita no seguimento de uma proposta apresentada pelo CDS/PP em 2009. Na próxima semana haverão desenvolvimentos interessantes sobre este e outros assuntos semelhantes.
03/10/12
Instituto de Odivelas: Moção do CDS aprovada em Assembleia Municipal (2).
![]() |
| Mariana Cascais - Deputada do CDS na A. Municipal |
A bancada do CDS/PP na Assembleia Municipal, pela mão da sua Deputada Mariana Cascais, apresentou uma moção, a qual demonstra a enorme perca poderá significar para Odivelas, vários níveis, o encerramento do Instituto de Odivelas, tal como está a ser equacionado pelo Ministério da Defesa.
Argumenta esta Moção que um hipotético encerramento, para além, dos inquestionáveis prejuízos que representa na dinâmica do centro histórico da cidade de Odivelas, quer estejamos a falar do ponto de vista educacional, cultural, social ou económico, significa também para o País uma perca a vários níveis. Entendem os centristas que este equipamento pode ser uma mais-valia em termos de política externa (forma alunas oriundas de países de língua portuguesa que serão no futuro quadros superiores e decisores desse países), num modelo de ensino que tem dado excelentes resultados em termos académicos e ainda na obra social que lhe está umbilicalmente ligada que é promovida pelas antigas alunas.
Esta Moção que foi aprovado com os votos do CDS, PSD, PS e MPT será entregue a várias entidades da Administração Central, entre os quais o Presidente da República, Líderes das Bancadas Parlamentares da Assembleia da República, Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa.
Para ver esta Moção clique aqui.
Instituto de Odivelas: Moção do CDS aprovada em Assembleia Municipal.
MOÇÃO
Anexação do Instituto de Odivelas Infante D. Afonso no Colégio Militar de Lisboa
O Instituto de Odivelas Infante D. Afonso é escola há 112 anos. Foi fundado precisamente em 1900 pelo Infante D. Afonso de Bragança e, é hoje um estabelecimento de ensino - ainda que dependente do Estado-Maior do Exército – que forma e educa filhas de militares, de militares da Guarda Nacional Republicana, da Polícia de Segurança Pública de todas as patentes, e da comunidade civil em geral.
A instituição é também reconhecida como um importante instrumento de política externa porque forma alunas oriundas de países de língua oficial portuguesa, futuros quadros superiores e decisores desses países, seguramente determinantes nas relações sociais, económicas, culturais e, porventura, também políticas entre os Estados que falam a mesma língua.
Assim é: a ligação entre alunas perdura por décadas, fora do estabelecimento, muito por força das características do próprio projeto de ensino do Instituto de Odivelas que vai para além do estudo e aprendizagem, mas antes se enquadra num âmbito pedagógico com horizontes sociais precisos e em áreas curriculares universais.
Este ano lectivo, frequentam o Instituto de Odivelas 284 alunas que se preparam em diversas valências, sempre imbuídas dos atributos de carácter, em especial a integridade moral, espírito de disciplina e noção de responsabilidade. A instituição -que funciona em regime de internato e externato - promove cursos com as competências essenciais e as orientações programáticas e metodológicas fixadas pelo Ministério da Educação. Também ministra sólida formação humanística e técnica de forma a facultar às alunas os conhecimentos e a cultura indispensáveis à frequência do ensino superior e, se for caso disso, ao ingresso nos cursos de formação dos Quadros Permanentes das Forças Armadas.
Ao Instituto de Odivelas é-lhe reconhecido elevada qualidade desde sempre.
É-lhe ainda reconhecida capacidade na gestão de um espaço com quase 6 hectares, da maior importância na zona histórica da cidade de Odivelas.
É inquestionável que à instituição se deve a maior dinâmica daquela área urbana, com influência directa no comércio e serviços locais, bem como, mais recentemente ao apoio de alguns eventos de carácter sociocultural.
Sabe-se que a sua capacidade ainda se encontra distante de esgotada e, nos últimos anos tem crescido.
E às suas antigas alunas todos podemos agradecer trabalho social meritório, particularmente no que resulta do Banco Alimentar Contra a Fome.
Pelo que se expõe, porque a cidade antiga de Odivelas ficaria sujeita à desertificação e ao anonimato e porque não foi anunciada qualquer alternativa para a utilização do espaço que integra Património Cultural do Estado configurado numa obra gótica de relevo na área metropolitana de Lisboa, a Assembleia Municipal de Odivelas, reunida no dia 27 de Setembro, entende:
I. Que será contraproducente que o Instituto de Odivelas Infante D. Afonso venha a ser integrado no Colégio Militar, em Lisboa, saindo da cidade de Odivelas, 100 anos depois de ter sido fundado;
II. Que a personalidade e o estatuto do Instituto de Odivelas só fazem sentido no espaço a que se vincularam, o Mosteiro de S. Bernardo e S. Dinis, de Odivelas;
III. Que só o Instituto de Odivelas encerra atualmente, num momento de crise que se agudiza e se prolonga, competência para preservar o Mosteiro de Odivelas;
IV. Que este estabelecimento de ensino, pela sua história, já faz parte da identidade do concelho e é por si só um ativo cultural que tem um valor acrescido, uma vez que transporta consigo, sempre o nome do Concelho e da Cidade, o que por exemplo não acontece com o Colégio Militar ou com os Pupilos do Exército;
Esta Moção será enviada:
A Sua Excelência, o Presidente da República;
Aos Líderes das Bancadas dos Partidos com assento na Assembleia da República;
O Sr. Primeiro-ministro;
O Sr. Ministro da Defesa Nacional;
Ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas;
Ao Chefe do Estado-Maior do Exército;
Ao Sr. Diretor do Instituto de Odivelas Infante D. Afonso;
Ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas.
02/10/12
Odivelas: sobre a gestão PS/PSD.
É caso para dizer que há cada vez mais pessoas a pensar como nós, ora clique aqui e veja porquê.
29/09/12
OBRIGADO, VAMOS EM FRENTE!
Obrigado a todos e foram muitos os que hoje estiveram connosco na Tomada de Posse dos novos Órgãos da Concelhia de Odivelas.
Obrigado também a todos aqueles que gostariam de ter estado presentes, mas que por razões diversas, lhes foi impossível.
Agradeço de forma muito especial a todos os que têm colaborado connosco ao longo dos anos, das formas mais variadas, e, naturalmente de forma particular, aos que comigo têm estado nos últimos tempos. Sem TODOS, o trabalho que já foi desenvolvido e que tão bons resultados tem dado, inclusivamente já sermos a terceira maior força política no Concelho, não teria sido possível.
A TODOS dedico a mensagem que o Presidente do Partido, o Dr. Paulo Portas, teve o cuidado de me enviar esta tarde, a qual é certamente extensível a todos vós. É uma mensagem simpática, mas mais importante, onde é reconhecido o trabalho que tem sido desenvolvido e simultaneamente um incentivo para continuarmos esta caminhada.
Estou certo que impulsionado com esta força, com o grande PROJECTO que temos para Odivelas, o qual se preocupa, como aliás tem que ser, com as PESSOAS, com o PRSENTE e com o FUTURO, vamos atingir os resultados que Odivelas precisa, para que os Odivelenses, saiam do buraco onde nos enfiaram.
VAMOS EM FRENTE!
Mensagem de Paulo Portas:
Meu Caro Miguel,
Tal qual tive oportunidade de te
transmitir previamente, compromissos inadiáveis de última hora impedem-me de
estar hoje presente, como gostaria.
Não queria, porém, deixar passar este
momento sem te dirigir uma palavra de encorajamento e enviar um forte e
merecido abraço.
A nossa empreitada, e a tua em
particular, não é fácil. Estar na vida pública é cada vez mais uma tarefa de
alto risco e já pucos têm a coragem e, sobretudo o patriotismo para o fazer. E
mais ainda quem, como tu, com uma vida profissional preenchida, enfrenta sempre
com abnegação e espírito de missão as tarefas que te são confiadas.
Força Miguel. Eu e o CDS contamos
contigo. Odivelas sairá seguramente a ganhar!
25/09/12
24/09/12
CDS Odivelas: Tomada de Posse
Realizou-se há pouco tempo as eleições para os novos órgãos da Concelhia do CDS/PP de Odivelas, onde uma lista renovada, liderada por Miguel Xara Brasil, venceu e por essa razão vai ficar responsável pelo destino do partido, aqui no Concelho, por um período de dois anos.
Na base deste resultado, está o trabalho desenvolvido nos últimos dois anos, o qual obteve resultados significativos e que tem que ser continuado, mas sobretudo o projecto para Odivelas, o qual é determinante para o futuro do Concelho e que vai ser sufragado nas próximas eleições autárquicas, em Outubro de 2013.
É cientes da importância deste projecto, o qual aponta os caminhos para que seja possível melhorar a qualidade de vida dos Odivelenses e valorizar este nosso Concelho, que no próximo Sábado, dia 29, às 17.30h, no Jardim da Amoreira, na Ramada (Junto à Av. Amália Rodrigues) os novos elementos vão ser empossados.
Neste sentido, porque queremos dar continuidade a uma política de proximidade e de apelo à participação de todos, enderecemos-lhe o convite para estar presente neste momento, o qual certamente marcará o início de uma nova etapa para o Concelho de Odivelas.
Contamos Consigo!
Nota 1: Por questões logísticas agradecemos que confirme por esta via a sua presença, não se esqueça que contamos consigo.
Nota 2: Para mais informações: www.cdsodivelas.blogspot.pt
23/09/12
Xara-Brasil em Sintra
Xara-Brasil esteve ontem à tarde em Sintra (concelho nosso vizinho), onde presenciou à Tomada de Posse dos novos orgãos concelhios do CDS/PP.
Em nome pessoal e de toda a C.P.C. de Odivelas, desejou a Silvino Rodrigues (Presidente reeleito) e a toda a sua equipa, as maiores felicidade e o maior sucesso para este novo mandato, o qual terá pela frente as Autárquicas de 2013, acto em que o partido deseja ter uma boa votação.
Em nome pessoal e de toda a C.P.C. de Odivelas, desejou a Silvino Rodrigues (Presidente reeleito) e a toda a sua equipa, as maiores felicidade e o maior sucesso para este novo mandato, o qual terá pela frente as Autárquicas de 2013, acto em que o partido deseja ter uma boa votação.
Nesta iniciativa, entre muitas outros, estiveram presentes o Sercretário-Geral do Partido, António Calos Monteiro, o Presidente da Distrital de Lisboa, Telmo Correia e os Presidentes das Concelhias de Lisboa e Vila Franca, João Pedro Gonçalves Pereira e Filomena Rodrigues.
22/09/12
A Passagem ao Acto Delinquente e a Patologia do Imaginário
(continuação)
3 - O Equilíbrio das Tensões Internas
O delinquente mantém o investimento no mundo exterior, continuando a
interessar-se pelas coisas de uma forma geral, as coisas do mundo e a vida.
Todavia, a decepção, o conjunto traumático das experiências precoces confirma
a falha ao nível do narcisismo primário
e a ausência de uma função de contentor, de limite, exercitado pelo ambiente, o
Ego do sujeito renuncia o Super-Ego e alia-se cada vez mais ao Ideal do Ego, o
qual o prende, levando o sujeito a refugiar-se na identificação com o agressor
como uma forma privilegiada de se proteger das angústias, sob uma forma
especular e ilusória, uma espécie de véu, levando-o a acreditar que desta forma
não será mais agredido. Numa identificação ao agressor, agora é ele quem
agride, mas coloca-o num jogo de ataques e contra-ataques sempre renovados.
Uma outra particularidade dos delinquentes, em especial com patologia narcísica, consiste na
tríade das defesas maníacas pelo facto de se sentirem muito ansiosos,
confrontando-se continuamente com a sua fixação num registo muito arcaico. Na
opinião de Segal, H. o aparecimento das defesas maníacas não significa,
necessariamente, um fenómeno patológico, elas têm um importante e positivo
papel a desempenhar, na medida em que ajudam o Ego a superar o sofrimento e a
protegerem-no do desespero total. Quando o sofrimento e a ameaça diminuem, as
defesas maníacas podem gradualmente dar lugar à reparação.
As defesas maníacas serão usadas contra qualquer experiência de ter um
mundo interno ou de conter nele quaisquer objectos valorizados, bem como contra
qualquer aspecto da relação entre o Ego e o objecto que ameace conter
dependência, ambivalência e culpa.
A relação maníaca com
os objectos é caracterizada por uma tríade de sentimentos: controlo, triunfo
e o desprezo. O controlo sobre o objecto é uma forma de negar a sua
dependência, de não a reconhecer e, contudo, de arrastar o objecto de modo a
preencher uma necessidade de dependência, uma vez que o objecto é completamente
controlado, sendo, até certo ponto, um objecto com o qual o sujeito pode
contar. O triunfo é uma negação dos sentimentos depressivos de valorizar
e de se importar, está ligado à omnipotência e apresenta dois aspectos
importantes: Por um lado, o ataque primário feito ao objecto na posição
depressiva com o triunfo experimentado ao derrotar esse objecto, em especial
quando o ataque é fortemente marcado pela inveja, na medida em que estes
sujeitos vivem na bidimensionalidade. Por outro lado, o sentimento de triunfo é
aumentado como parte das defesas maníacas porque mantém afastados aqueles
sentimentos depressivos, tais como ansiar, desejar o objecto e sentir a falta
dele. Por fim, o desprezo pelo objecto é novamente uma negação do facto
de valorizá-lo, agindo como defesa contra a experiência de perda e de culpa. O
objecto de desprezo não é digno de culpa, e este desprezo, experimentado em
relação a esse objecto torna-se uma justificação para outros ataques contra
ele. Este sujeito que sofreu a perda traumática do objecto idealizado, ou uma
decepção traumática é impedido de efectuar uma internalização ideal, já que não
adquire a estrutura interna necessária, e o seu funcionamento mental permanece
fixado num self-objecto arcaico, onde a personalidade será, durante toda
a vida, dependente de certos objectos. Assim, este sujeito está constantemente
à procura daquele bom objecto que ele clivou e projectou.
A idealização do bom objecto parece motivar uma espécie de procura
incessante desse objecto como substituto do segmento que lhe falta na estrutura
psíquica para manter sozinho o equilíbrio. A sua escolha objectal é
precipitada, domina a primeira impressão. A esta escolha, vamos chamá-la de
eleição narcísica, não só porque o sujeito se reflecte no brilho do objecto
escolhido, se aquece no seu brilho e participa na sua grandiosidade, mas também
porque o objecto representa um duplo narcíseo – O Ideal do Ego, funcionando
como um refúgio para o narcisismo perdido na primeira infância, como um lugar
onde a crença na sua própria perfeição podia ser conservada. Sobre o duplo narcíseo,
quando o tempo e a realidade lhe mostra as diferenças, irrita-se, decepciona-se
e abandona para não se sentir, novamente, a dor do abandono.
Jacobson actualizou o conceito de Ideal do Ego de acordo com a sua
reformulação de narcisismo. O Ideal serve como uma arena na qual pode ter lugar
a fusão entre imagens do Eu Ideal e do objecto Ideal. Todavia, o medo de perder
o objecto e a negação deste medo, faz com que o sujeito nunca se coloque numa
posição de tirar proveito duma verdadeira relação objectal e de se oferecer a
ele. O objecto nunca corresponde ao idealizado, porque o objecto esperado nunca
é encontrado. Este conjunto de desespero e de raiva invade o sujeito, é o rosto
da decepção relacional. Ainda que o sujeito proceda desta forma defensiva e hipervigilante,
não lhe é possível evitar a angústia, levando ao aparecimento dos sintomas
fóbicos, provenientes de uma vivência triangular edipiana insuportável, onde a imago
materna é sentida como devoradora, absorvente ou persecutória, e/ou
abandonante, tratando-se de um processo de edipificação falhada, provocando um
mau estar generalizado. Assim, o futuro delinquente, constrói-se na convicção
de que as tensões internas, onde existe o predomínio e imaturidade do Id, com
um Ego fraco e um Super-Ego
lacunar são perigosas, não integradas, e em que essas mesmas tensões devem ser
expulsas para que não inundem o sujeito de sofrimento.
Desta forma, é com a passagem ao
acto que o sujeito encontra o refúgio para a descarga das tensões internas, na
qual existe a carga excessiva de afectos, angústias insuportáveis, sentidas ou
dificilmente contidas. A incapacidade de imaginar, apelando ao seu teatro
mental e aos seus intervenientes para representar a violência, resulta do
fracasso da habilidade do seu psiquismo em conter e elaborar a mentalização
pelo simbolismo. Quando estas tensões psíquicas são internas ou de fonte
externa, parece que o meio natural é a forma mais adequada para as diminuir,
para as transformar em emoções identificatórias, alguns pensamentos são perdidos
e aquela tensão é descarregada. A vantagem deste tipo de funcionamento mental,
desde que a capacidade de representar é curto-circuitada,
é permitir ao sujeito evitar o sentimento de certas angústias ou afectos
dolorosos, o desprazer como a culpabilidade ou o afecto depressivo. Por outro
lado, a desvantagem reside no facto de colocar o sujeito em constante conflito
interno, na medida em que este tipo de conduta impulsiva passa a ser habitual,
generalizada e estendida, representando a persistência de um desejo não
realizado.
20/09/12
19/09/12
A Passagem ao Acto Delinquente e a Patologia do Imaginário
2 - Passagem ao Acto
Em primeiro lugar, importa clarificar que o termo passagem ao acto e acting- out não têm o mesmo significado, ainda que por diversas vezes o mesmo seja utilizado como tal. Por isso mesmo, alguns autores defendem-no de diversas formas. De acordo com Freud, na passagem ao acto o paciente repete em vez de recordar. Esta situação fá-lo sustentar a teoria que ao repetir o sujeito se recorda. Longe de ser um curto-circuito da mentalização ou de uma expressão corporal impulsiva que serve para conter as subidas de excitação disruptivas, a passagem ao acto da transferência é uma forma de retorno do recalcado, uma forma de actualizar o passado que se produz em vez e em lugar da rememoração. Como escreve Freud “a repetição é a transferência do passado esquecido”. A passagem ao acto é a ilustração de uma propriedade fundamental da pulsão, a compulsão à repetição que, incitando à descarga, reduz a falência da elaboração psíquica.
Por sua vez, Lacan, no seminário sobre a angústia, instaurou uma distinção entre passagem ao acto e acting out. Para ele, o acto é sempre um acto significante, que permite ao sujeito transformar-se a posteriori. A passagem ao acto, trata-se de um “agir inconsciente”, de um acto não simbolizável pelo qual o sujeito descamba para uma situação de ruptura integral, de alienação radical. Identifica-se então com o objecto “a”, ou seja, com um objecto excluído ou rejeitado de qualquer quadro simbólico. Por sua vez, o acting out, não é um acto, mas uma procura de simbolização que se dirige ao outro. Como o próprio refere, é um disparate destinado a evitar a angústia.
Para Laplanche et Pontalis a passagem ao acto é um “termo empregue em psicanálise para designar as acções bem frequentes apresentando um carácter impulsivo comparativamente em ruptura com os sistemas de motivações habituais do sujeito, relativamente isolado dentro do curso das suas actividades, tomando frequentemente uma forma de auto ou hetero-agressividade".
Por certo que existem inúmeros exemplos para explicar a passagem ao acto. Desde aquele sujeito que por se sentir ameaçado pelo outro age como forma de rivalizar, uma espécie de inveja, sendo esta expressa de forma circunscrita e simbólica, na medida em que existe um desejo inconsciente de se tornar como o Outro, “anões que se querem sentir homens grandes”, num momento de elevação narcísica, ou então, aquele que age ao sentir-se inundado por um sentimento inconsciente de culpabilidade, sendo que a acção funciona como uma obrigatoriedade imposta pela rigidez do Super-Ego.
Numa outra vertente, quando a representação do Outro não existe, o Id está a céu aberto, num Super-Ego lacunar, construído à semelhança da imago arcaica, o Outro como lugar do significante e de onde recebemos a nossa mensagem está do lado de fora. É invasor, é persecutório e submete o sujeito, pela alucinação, aos seus caprichos. Aqui não existe a entrada da Lei Paterna no momento da estruturação psíquica na infância, o que faz com que o sujeito não consiga fazer articulações, substituições de sentido simbólico. Então, qualquer iminência de buraco, qualquer iminência de separação dos laços imaginários da ancoragem que fragilmente sustentam o sujeito aponta para o perigo da aparição de uma destituição subjectiva, de um desarranjo nas imagens às quais estão ancorados. Certo é que, independentemente da tonalidade de ancoragem que queiramos dar à propensão do agir, este é feito com o objectivo de descarregar as tensões psíquicas, podendo este ser contínuo, tal qual como o conflito, ou então, uma solução acidental e rara.
18/09/12
A Passagem ao Acto Delinquent e a Patologia do Imaginário.
Helder Pereira
Salvado (Psicólogo Clínico, 2004)
Introdução
A realização deste artigo tem por
objectivo a reflexão sobre os aspectos psicodinâmicos na incapacidade de
determinados sujeitos representarem no palco do seu teatro mental a violência,
a agressividade justificado pela frequência da passagem ao acto, como forma de
equilíbrio do jogo interno, numa solução económica, procurando eliminar a
angústia, fugindo desta forma à depressão numa espécie de pensamento
operatório, uma mente branca. Partindo da opinião de Williams (1984), podemos
entender a violência como a "não
digestão" psíquica, ou se preferirem, uma espécie de " curto-circuito" que existe
entre os três "actores"(Id, Ego
e Super-Ego), no jogo das suas
relações intra e interpessoais.
Na opinião de Mailloux (1971), certos
sujeitos podem apresentar condutas semelhantes, no entanto, a sua organização
mental é radicalmente diferente. Esta passagem ao acto não é específica de
determinada estrutura ou organização
mental, já que pode ser praticada por sujeitos neuróticos ou psicóticos, de
forma constante ou numa espécie de loucura transitória. Assim, podemos dizer
que este agir pode estar inscrito numa estruturação de personalidade ou numa
aestruturação, conforme refere Bergeret.
De acordo com Coimbra de Matos (2002),
para melhor compreendermos a delinquência importa referir um aspecto
importante. O termo delinquente diz respeito à criminologia, referindo-se à
transgressão da lei, das normas da sociedade. Todavia, muito frequentemente
associa-se o termo delinquente ao anti-social, o que de facto não corresponde à
verdade, na medida em que o delinquente transgride a lei, enquanto que, o
anti-social rejeita a sociedade e nem sempre se torna delinquente, limitando-se
por vezes ao isolamento. Do ponto de vista da compreensão psicodinâmica, os
traços mais característicos na delinquência são a inconstância da relação de
objecto, onde o objecto interno, além de ser altamente persecutório, é
constantemente projectado e perseguido. A falha de interiorização do bom
objecto, origina um sentimento de depressão inconsciente, compensada por um
comportamento de instabilidade e de fuga para a frente e, nos melhores casos, a
recriação de objectos como prolongamento e acabamento do objecto bom parcial e
interno. Outra característica é a intolerância à frustração e a incapacidade de
suportar a ansiedade imposta pela realidade. O seu dinamismo psíquico é caracterizado
pela não elaboração mental consumindo toda a energia pulsional pelo agir.
Todos nós partilhamos da ideia
defendida por Coimbra de Matos (2002), na qual, toda a criança, na sua estruturação mental
e para um desenvolvimento afectivo normal precisa de amor, consideração e
apreço de modo a estabelecer a vinculação e, posteriormente, ser capaz de a
representar pela evocação. Qualquer falta a este nível conduz a um sentimento
depressivo de falta ou insuficiência, a qual, se não for preenchida, provoca
uma insuficiência narcísica. Por isso, as carências ou perdas precoces no
decorrer da infância têm um prognóstico sombrio.
Neste sentido, a ameaça da perda
do objecto dá origem a uma raiva e a um índice de desespero que motiva a
mobilização para uma organização defensiva baseada na negação, clivagem e
projecção, organizando-se em redor das estratégias de fuga, longe do objecto.
Esta mobilização defensiva procura proteger o sujeito da angústia de perder o
objecto ou de ser narcisicamente ferido. O Ego procura desesperadamente negar
esta ameaça. Esta negação toma, habitualmente, e no caso do delinquente, a
forma mais benigna da negação da importância do objecto ou negação da sua
dependência sobre ele, tornando-se ambivalentes. A negação da necessidade deste
auxílio, fá-lo não procurar apoio e raramente vai em direcção a um objecto
seguro, contentor das suas angústias, com o temor de ser novamente rejeitado ou
ferido. Mais vale abandonar do que ser abandonado, uma vez que para este
sujeito o estar com e estar em têm o mesmo significado.
A carência
ou perda dos três aspectos acima referidos, e necessários para a compleição
narcísica, têm incidências psicopatológicas diferentes. Assim, a falta de
amor, por indiferença ou rejeição da parte do objecto, conduz,
preferencialmente, ao bloqueio afectivo e à atitude agressiva: - raiva
narcísica; a falta de consideração, com atitude possessiva da parte do
objecto, e esmagamento dos desejos e dos direitos da criança, tende a produzir
um desenvolvimento masoquista: - atitude passiva; por fim, a falta de apreço,
por desvalorização e, algumas vezes, troça por parte do objecto, provoca uma
deterioração da auto-imagem, reflectindo-se numa lesão narcísica principalmente
ao nível do falonarcisismo, da auto-imagem sexual. É aqui que o sentimento de
inferioridade vai afectar mais o amor próprio, verificando-se o confronto
violento entre dois narcisismos, como refere Bergeret.
No seguimento da linha de
pensamento do autor acima referenciado, e na sequência das relações
interpessoais, o acumular de experiências traumáticas, não só punições, como
também humilhações e privações, gera no sujeito a agressividade, ou possibilita
o aparecimento de condutas hostis que podem levar à destruição, não só dele como do outro. Um
sujeito magoado, ressentido e carente – deflação narcísica – reage com maior
facilidade à agressão, às ameaças e ofensas, já que, o medo, a crueldade e a
raiva narcísica assim lho impõem. O Homem, porque se conhece, e conhece o
outro, necessita de amor. A frustração da expectativa de receber amor, apreço e
reconhecimento, é de entre todas, aquela que mais hostilidade e revolta provoca
no sujeito. Se num determinado momento não se verifica a entrada de amor, mas
somente saída, então o sujeito vive numa economia afectiva, resultando na
transformação afectiva do amor em ódio. A violência é o destino daquele que não
é amado. Quando o desejo de consideração não é realizado, ao Homem narcisicamente
frustrado, desponta-lhe a ira. Ferido no seu orgulho desenvolve a raiva como um
enorme ressentimento, que para além de um duradouro, violento e indomável
desejo de vingança, provoca a retracção narcísica e a rotura relacional. A
representação do objecto apaga-se, quase desaparece, e daí o vazio, a desertificação
do mundo interior, o esbatimento ou semi-perda do objecto interno.
Em resultado das carências e
perdas afectivas referidas anteriormente, estas levam à agressividade e à baixa
auto-estima, tendo aquelas, origem na frustração afectiva e narcísica, e como
reflexo, a agressão e a humilhação, aparecem juntas e potenciam-se mutuamente.
Mantendo a mesma linha de perturbação, o mal amado e, consequentemente
agressivo e violento, nem sempre mostra a sua agressividade. É, então portador
e agente de um núcleo violento oculto. O sujeito só toma consciência e se
apercebe do efeito nefasto dessa violência ao longo do tempo. Como Coimbra de
Matos refere “É
como se respirasse um gás tóxico mas inodoro e não irritante”.
Conselho Nacional CDS/PP
O Conselho Nacional do CDS/PP que decorreu no passado Sábado, no qual participei, tal como todos, com a perceção do problema que estava em causa, foi da maior utilidade para o Partido e para o País. As conclusão a que se chegou foi, na minha opinião, a que o País precisava e a que a grande maioria dos Portugueses desejavam.
É preciso encontrar medidas alternativas capazes de garantir os compromissos que Portugal assumiu e manter uma estabilidade de governativa, para que todo o esforço e sofrimento feito pelos portugueses neste último ano, o qual já deu alguns resultados, não tenha sido em vão.
Nota: Para além da forma positiva com que todos os Conselheiros participaram, nunca é de mais relevar a extraordinária atitude do Presidente do Partido, Dr. Paulo Portas, que para além de se ter predisposto a escutar o Partido, incentivou a que todos se prenunciassem sem qualquer reserva.
14/09/12
12/09/12
Odivelas: Retirada de Pelouros ao Vereador Hugo Martins
Comunicado
12/9/2012
Retirada de
Pelouros ao Vereador Hugo Martins
Segundo notícias vindas a público, a Câmara Municipal de
Odivelas emitiu um comunicado a informar que o Vereador Hugo Martins -
supostamente acusado de se recusar a fazer o teste de alcoolémia e de agredir um
militar da GNR, após um acidente de viação - vai deixar de deter dois dos três pelouros
que lhe foram delegados no início do mandato.
Neste
seguimento, entendemos emitir o seguinte comunicado:
1.
Estranhamos a justificação - "mesmo quando tais impactos decorram de acontecimentos da esfera da sua
vida privada"- uma vez que na última Reunião da Câmara (ocorrida no
passado dia 05 de Setembro de 2012), a Presidente do Município, Susana Amador,
afirmou: “tratar-se de um assunto
privado que sucedeu fora de qualquer representação da autarquia e
inclusivamente com uma viatura particular”.
2. Estranhamos também a fundamentação
dada para a demora na tomada de uma decisão: Revela-se que a Presidente
aguardou que o Vereador Hugo Martins terminasse o período de férias para ouvir
a sua versão sobre os factos.
3. Entendemos que um assunto desta
gravidade impunha um diálogo imediato entre ambos e uma reunião extraordinária
entre todos os Vereadores que compõe o Executivo camarário.
4. Não compreendemos, nem aceitamos que,
com base nas justificações fornecidas, se afirme que a “ligação entre o seu conteúdo funcional e os factos publicamente
noticiados” sirva, por um lado, para retirar dois pelouros ao Vereador Hugo
Martins e, por outro, mantenha as condições para que continue a deter um
pelouro.
5. Em nosso entender, esta posição da
Câmara Municipal de Odivelas é a todos os níveis inaceitável, porque: ou
Vereador Hugo Martins mantém a presunção da inocência até prova em contrário e
permanece com as competências que lhe foram delegados; ou se considera que não
tem condições políticas e têm de lhe ser retirados todos os pelouros.
6. Consideramos que perante estes
factos, a Câmara Municipal, com base nesta argumentação, tomou uma decisão que
em nada dignifica o Concelho, a Democracia e a Classe Política, tanto mais que
ela implica a manutenção do custo com um Vereador e do respectivo gabinete, o
que é a todos os níveis inadequado, injustificado e incompreensível.
Da Comissão Política Concelhia do CDS/PP-Odivelas
O Presidente,
Miguel Xara Brasil
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















