30/07/12

Póvoa Sto Adrião: Outra vez a falta de água!

Em pleno século XXI, numa vila da União Europeia, os habitantes da Póvoa de Sto Adrião continuam a ser presenteados com um problema para o qual parece não haver solução: a constante falta de àgua. Depois de no último sábado, em pleno Verão, ter faltado a àgua durante uma tarde inteira, eis que neste ínicio de semana, voltamos a depararmo-nos com o mesmo problema desde cerca das 12H.... Segundo os comentários dos habitantes, o problema teve origem numa avaria no mesmo local da anterior.... O mais estranho é o tempo que demora a resolver a "Avaria" com todas as suas consequências. Aguardemos pacientemente.... talvez ainda venha a horas de fazer o jantar...

26/07/12

CDS Torres Vedras com nova sede!


Mota Soares
Hoje estive em Torres Vedras para assistir à inauguração da nova sede concelhia, a qual foi inaugurada por Mota Soares e onde estiveram presentes vários elementos do Partido, entre eles António Carlos Monteiro (Secretário-Geral), Telmo Correia (Presidente da Distrital de Lisboa) e João Gonçalves Pereira (Deputado eleito por Lisboa), para além de vários de vários presidentes das Concelhias do Distrito de Lisboa e alguns de outras zonas mais distantes, como de Gaia e Ermesinde.

Num ambiente simples, ficou claro a marca de uma concelhia forte e dinâmica, por isso em meu nome e em nome da Concelhia de Odivelas, aqui fiva um voto de parabéns e de alento ao João Pedro Gomes.

Força Torres!

António Carlos Monteirom Telmo Coreia, João Pedro Gomes.

20/07/12

CDS - 38 anos!


19 de Julho de 1974, há 38 anos nasceu o CDS.
O início, lembro-me bem, foi difícil e muito duro. Campo Pequeno, Palácio de Cristal, Caldas, Alentejo, etc., foram locais a ferros e fogo.
As lutas que seguiram não foram mais fáceis, lembro que numa delas mataram a grande referência do Partido, Adelino Amaro da Costa.
Depois, comidos pelo centrão, quase fomos extintos, mas nunca desistimos. Embora em grande medida devido à brilhante acção de Paulo Portas, a verdade é que quando o País precisou, nós aparecemos.
Hoje aqui estamos, mais fortes que nunca, mas confesso que temos pela frente um desafio maior e talvez mais duro e complicado, é que o adversário está aí, é oportunista, traiçoeiro e não tem um rosto.
Viva o CDS!
Viva Portugal!

18/07/12

Odivelas Viva - O debate.

No final do mês passado participei num debate promovido pela Odivelas.com, onde tembém esteve presente o Vereador Paulo César. Para ver este debate, no qual ficou evidente a incapacidade deste executivo, liderado por Susana Amador, para resolver este problema que os próprios criaram, clique aqui. 

13/07/12

Odivelas: Estado do Município - 4 observações

Observação 1 – Factores externos.

Ontem em Odivelas foi o dia de debater, na Assembleia Municipal, o Estado do Município, no qual ficou claro para mim o total desnorte que paira no actual executivo.

Pior, tal como Sócrates falou durante meses a fio, com os resultados que se conhecem, dos factores externos, também em Odivelas, a Presidente Susana Amador e o PS continuam a "bater na mesma tecla". De facto não falam de outra coisa, o que tendo em conta o estado das finanças do município, faz prever o pior.

Para que fique claro, não é que entenda que os facores externos não têm importância e influência, claro que têm, a questão é que enquanto andamos a encontrar desculpas deste tipo, não estamos a focar-nos a agir em tudo o que depende de nós e essa deve ser a principal preocupação de um executivo. Entendo que mais que nunca, Odivelas tem que ter uma estratégia, tem que ser inclusiva e tem que ter capacidade de antecipação, coisa que este executivo nunca conseguiu, nem vai conseguir.


Observação 2 – Desemprego.

Segundo a Dr.ª Susana Amador o desemprego em Odivelas subiu 50% no último ano, sendo que a responsabilidade é deste governo e que a actual gestão municipal não tem responsabilidade alguma.

Lembro que:

1 - em 2009, em 2010 e 2011 solicitámos (CDS/PP) medidas para fazer face a um problema que nós próprios identificámos e que visavam precisamente fortalecer o tecido económico do concelho, tais como incentivos fiscais em sede de IMI e de Derrama e que as mesmas foram ignoradas e chumbadas pelo PS e PSD na Assembleia Municipal.

2 – solicitámos, uma vez que não existia, que fosse feita a caracterização do tecido económico do concelho, onde no mínimo fosse possível conhecer a tipologia de empresas, números de funcionários, sector de actividade e volumes de facturação. Ontem voltei a questionar por esta caracterização e pasme-se, ainda não há resposta.

3 – em 2010 apresentámos um conjunto de 100 propostas, as quais tinham como objectivo de dinamizar e revitalizar o Comércio Local e propusemos apenas que fosse criado um grupo de trabalho para as avaliar. PS e PSD ignoraram e chumbaram essa proposta.


Observação 3 – Dividas Municipais.

De facto a contabilidade pode ser muito criativa e podemos falar só dos números que mais nos convém.

Falou a Srª Presidente num esforço enorme em reduzir a divida, que tinha herdado uma imensidão e que a tinha reduzido. De facto nos documentos que nos são facultados com a situação financeira da Câmara isso aparenta ser uma verdade, mas esqueceu-se de dizer que por via da PPP que constitui, Odivelas-Viva, e cujo o montante não vem descrito nesses documentos, a Câmara está endivida em mais 63 ME.

Somando os dois números a divida da Câmara neste momento ascende a 115 ME, quer dizer que quase a duplicou.


Observação 4 -Dividas Municipais.

Queixou-se, aliás vem sendo um hábito desde o momento que o Governo deixou de ser Socialista, que as transferências de verbas, do poder central têm estado atrasadas e que isso é um grande problema.

Sinceramente, até porque sei o que isso custa, acredito que sim. Mas pergunta-se: será que alguém que está habituada a pagar aos seus fornecedores a mais de 6, 12, 18 e até 24 meses, tem autoridade para falar?

É casa para dizer: "com as dores dos outros, posso eu bem".

Nota: Para além destas 4 observações, há ainda a registar o facto de não ter sido informado, após ter questionado, qual o prazo médio de pagamentos a fornecedores neste momento.

Odivelas: Estado do Município


Coloco aqui cópia da minha intervenção de ontem, na Assembleia Municipal de Odivelas, onde se discutiu o Estado do Município.

Exma. Senhoras;
Exmo. Senhores;
  
Estamos aqui hoje para debater o Estado do Município, o que sem dúvida é um bom momento para se fazer um balanço do que têm sido estes quase três anos de mandato.
Todos sabemos que, por via de vários anos de gestão descuidada e irresponsável de muitos dos nossos governantes, o estado a que infelizmente chegou o País e no qual se encontra.
Todos sabemos que, devido a essa governação, a qual nos obrigou a solicitar um pedido de ajuda externa, quais são as consequências que isso está a provocar ao nível financeiro, económico e social, para as empresas, para as famílias e para as pessoas.
Todos sabemos que a concessão dessa ajuda foi a única forma do estado ter continuado a pagar as suas obrigações, incluídos vencimentos e pensões.
Todos sabemos que por isso, está este governo, mas sobretudo estão todos os portugueses, a fazer um esforço gigantesco para tirar Portugal da situação em que se encontra.
Odivelas não está num outro País, nem tão pouco está num local isolado de Portugal. Odivelas está em Portugal e por sinal, até bem perto de Lisboa. Por essa razão os Odivelenses e este Município, infelizmente, não passam ao lado desta dura realidade.
Isso não é só preocupante, digo mais, é duplamente preocupante.
É duplamente preocupante sim, porque se por um lado se vê o governo a encarar de frente esta situação, como se costuma dizer - “a pegar o touro pelos cornos”, a única forma possível de a podermos resolver, em Odivelas este executivo não o está a fazer.
Percebemos, até porque já sabíamos que nunca iriam ser concretizadas várias promessas megalómanas, as quias foram feitas na última campanha eleitoral, que essas não se realizem. Estou a falar do famoso OTECH (Parque Tecnológico de Famões), da reconversão do Mercado de Odivelas, do Metro Bus e poderia falar de muitas outras, como por exemplo a resolução da questão dos SMAS.
Mas percebemos, até porque já o tínhamos vaticinado, que essas promessas não se concretizem, mas não podemos compreender:
• Que se deixe o Património Municipal, nomeadamente o histórico, continuar ao abandono; por exemplo:
  • a Quinta do Espanhol ou a do Espirito Santo
  • o Túmulo do Rei D. Dinis,
  • a Quinta da Águas Férreas e as Fontes de Caneças,
  • o Senhor Roubado que já sugerimos que fosse retirado do local onde se encontra e colocado no centro de Odivelas;
  
• Que se tenha assinado há pouco tempo, no âmbito de uma nefastas PPP, um contrato que obriga a Câmara em mais 63 ME;
  
• Que se tenha negociado os terrenos onde estava o Odivelas F. C., sem que os interesses do município ficassem devidamente salvaguardados;
   
• Que se tenham promovido n iniciativas copy-paste, nas quias se gastaram escusadamente dezenas ou centenas de milhares de euros, sem que haja qualquer retorno, como foi por exemplo no caso do site “Odivelas vai às compras”.
   
• Que com cerca de 40 juristas nos quadros, se continuem a verificar a aquisição de serviços jurídicos a terceiros, os quais já ultrapassaram os 700.000,00 euros neste mandato e que de certa forma é uma provocação aos trabalhadores desta Câmara;
  
• Que se tenha ignorado os diversos apelos e propostas que aqui temos feito para a elaboração de uma estratégia para o desenvolvimento económico e que agora possamos estar à beira de um colapso, caso a quebra na Derrama, a qual esperamos que não se confirme, se venha a verificar;
  
• Que em vez de unir todos, população e forças vivas, por uma causa, “resolver os problemas de Odivelas”, a Sr.ª Presidente promova a divisão e a exclusão, com o objectivo único de proteger a sua carmesse política.
  
• Que este executivo e nomeadamente a sua presidente esteja mais “entretida” com a política nacional, do que com a local. E que em vez de tentar resolver os inúmeros problemas do Concelho e dos Munícipes, esteja mais preocupada em criticar e fazer oposição ao actual governo.
Caríssimos;
Por estas razões que aqui evocámos estamos, como já disse, duplamente preocupados com o futuro de Odivelas e apelamos, apelamos uma vez mais, porque as dividas não são, como uma vez alguém disse, “brincadeiras de crianças”, que nesta Terra (Odivelas), se deixe de governar como Sócrates o fez, ou seja “como se não houvesse amanhã”, isso não é seguro.
Apelo à Sr.ª Presidente e a todo este executivo que não pensem, nem façam, como Seguro - como se não houvesse ontem.
Hoje pagamos as asneiras de ontem e amanhã pagaremos as de hoje.

07/07/12

Odivelas: Reforma Auárquica.

Há um ano que andamos a alertar para o facto de ser necessário fazer um boa reforma autárquica no Concelho de Odivelas e Paulo Aido, Vereador na CM Odivelas, também o fez em devido tempo. Susana Amador, o PS e o PSD ignoraram, Odivelas e os Odivelenses vão pagar por isso.

A este propósito escrevi um texto, Susana, o "Zé" é que paga., que foi publicado ontem no Nova Odivelas, para o ler clique aqui.

Odivelas: Taxas Municipais

Na última Assembleia Municipal foi votado o regulamento de Taxas Municipais, onde algumas foram aumentadas de acordo com a inflacção e outras um pouco mais. Não concordo e o CDS-PP também não com este tipo de gestão, mas face à forma catastrófica como esta Câmara é gerida, por PS e PSD, entendemos que talvez não haja outra forma de tentar encontrar receitas, por essa razão a  abstenção foi o nosso voto.

Curioso foi observar os argumentos do P.S.. A certo momento um dos seus Deputados dirigiu-se à bancada da CDU e sugeriu que comparassem as Taxas Municipais em Odivelas com as de Almada e do Barreiro (salvo erro), pedi a palavra e solicitei ao meu colega António Ramos (o Deputado Socialista) que fizesse também essa comparação também com Ponte de Lima.  Foi só por uma questão de equidade.

06/07/12

Odivelas. Imprensa de hoje.



Nova Odivelas: Edição de Hoje

"Políticas Sociais em tempos de crise"






Na sequência do encontro denominado "Políticas Sociais em tempos de crise", no qual estiveram presentes o Ministro da Segurança e Solidariedade Social Pedro Mota Soares e o Secretário de Estado Marco António Costa, no passado dia 4, com o intuito de darem a conhecer o trabalho que têm vindo a desenvolver neste último ano, gostaria de deixar aqui a minha opinião.

Apesar de ser uma coligação, cada um com uma imagem muito vincada no e do seu partido, é bom verificar que se encontram a trabalhar num só sentido, com elevada sintonia. Os resultados que daí possam vir, conforme referiram, são “resultados para Portugal”.

Naturalmente, para transmitirem uma imagem da realidade, abordaram determinados assuntos que não tiveram, num passado recente, a resposta adequada, independentemente das razões, o estado social nesse momento foi deixado para trás. Falta de coragem política ou outros motivos?

Eu, particularmente, não gosto desta atitude, não devemos denegrir o trabalho dos nossos antecessores ou adversários. O trabalho da presente equipa, feito com rigor, lealdade e honestidade falará por si. Os seus nomes ficarão inscritos na memória dos portugueses.

Hoje, e tendo escutado os intervenientes de determinadas acções na esfera social, verifico que existe uma maior vontade e proximidade com a sociedade. Algumas adaptações, alguns cortes, ainda que, em determinados momentos pouco precisos, têm feito e conseguido, no seu global, montantes elevados que podem e têm sido canalizados para os mais desfavorecidos, refiro-me às instituições de índole social e aos reformados que “… tanta força de trabalho deram a Portugal”, palavras dos próprios.

Também sabemos, ainda que de uma forma ligeira, a grandeza dos lobbies da indústria farmacêutica. Temos uma certeza, os genéricos estão mais enraizados no consumo dos portugues e preço dos denominados fármacos de marca têm-se aproximado dos genéricos. Afinal era possível esta mudança e foi conseguida.

Por outro lado, a abordagem aos subsídios, em minha opinião, e com as devidas reservas, a praga do nosso País, que o têm tornado num subsídio-dependente. Durante muitos anos pagou-se de forma indiscriminada para não se trabalhar. Sem qualquer controlo, deram-se subsídios, em vez de se estimular o trabalho efectivo, que é diferente da “procura efectiva” de trabalho. Como os próprios disseram “as dificuldades levam à arte e ao engenho”, porque somos capazes.

Atendendo às graves circunstâncias de algumas famílias, as verbas anteriormente mal empregues, hoje são canalizadas para aquelas que passam por maiores dificuldades. No entanto, haverá ainda muito para se fazer e, estou certo, que esta equipa o fará. Um maior cruzamento de dados, fiscalização, em especial do RSI, em que os beneficiários do apoio social têm actividades laborais paralelas, não declaradas, bens próprios de médio/elevado valor, etc… , permitiriam melhorar o estado social.

Por outro lado, não se compreende, por que razão não se efectuam protocolos entre as Câmaras Municipais e o Ministério da Segurança e Solidariedade Social, de forma a que, os inscritos nos Centros de Emprego, alguns muito qualificados, possam desempenhar tarefas no Município em prol da comunidade. Afinal, auferem um rendimento pago pelo Estado, evitando desta forma a contratação e devolviam aos mesmos, o sentido de utilidade, desencadeando um equilíbrio emocional a esses beneficiários.

Por fim, é importante referir que, actualmente, as variáveis receita/despesa do Ministério da Segurança e Solidariedade Social potenciam-se inversamente o que, torna os actuais resultados mais grandiosos.

Assim, resta-me desejar ao Pedro Mota Soares e ao Marco António Costa a continuação de bom trabalho, sempre com a mesma determinação, rigor, empenho e, sem qualquer dúvida, dotados de uma grande mestria.


Hélder Pereira Salvado





01/07/12

Paulo Aido em grande!



Hoje o Paulo Aido conquistou mais uma vitória, o seu livro “A Primeira Derrota de Salazar” foi eleito, numa votação promovida pela BiblioHistória, o melhor romance histórico de 2011.

Lembro que Paulo Aido foi um dos nomes indicados por Odivelas, para a lista que pelo Distrito de Lisboa concorreu nas últimas legislativas à Assembleia da República.

29/06/12

Odivelas: Entrevista a Xara Brasil

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In - Nova Odivelas 28/06/2012


 


Odivelas - PS & PSD hipotecaram o Concelho.


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In - Nova Odivelas


Odivelas: Nota de Imprensa CDS/PP.

Nota de Imprensa
(Assembleia Municipal -28/6/2012)

No seguimento da Assembleia Municipal de ontem, na qual foi discutida a situação financeira da C.M. Odivelas, onde a descida de receitas é uma evidencia, o Deputado Municipal do CDS/PP e recém-eleito presidente da Comissão Política no Concelho teve uma intervenção que visou dois aspectos.

Xara Brasil
1º) Pagamentos a fornecedores – Neste ponto Xara Brasil reconheceu um esforço da Câmara para reduzir a dívida a fornecedores, o que nesta altura é sempre de louvar, contudo chamou a atenção para o facto de haver ainda montantes muito significativos por liquidar, de facturas com mais de 3 meses, de 6 meses, 1 ano e mais, situação que como é evidente provoca a estas empresas os maiores embaraços. Sobre esta questão afirmou “não podemos estar só a lamentar o facto dos funcionários públicos não terem subsídios e ver a Câmara com esta atitude originar, não só que muitas empresas também não os liquidem, como tenha inclusivamente dificuldade em pagar os salários”;

2º) Quebra da receita proveniente da Derrama – A quebra na receita proveniente da Derrama é enorme e assustador, aproximadamente 120.000,00 euros (61%). Isso poderá ser grave pela verba em questão, mas mais preocupante é o que poderá estar para vir. É que a confirmar-se uma quebra desta dimensão, isso poderá significar um perigo muito maior, ou seja, uma grande diminuição de postos de trabalho em Odivelas e o encerramento a curto e a médio prazo de muitas empresas.
Xara Brasil lembrou que desde de 2009 o CDS/PP tem vindo a alertar, em sede de Assembleia Municipal, para esta questão e para a necessidade de haver políticas correctas na área económica e terminou dizendo “a Câmara tem ignorado os nossos avisos, as nossas propostas e sugestões têm sido chumbadas, mas nós continuamos disponíveis para, por Odivelas, colaborar”.

26/06/12

Odivelas: "Acordo PS/PSD hipoteca Odivelas"

Num post escrito no "Odivelas Um Rumo", Xara-Brasil recordou a intervenção que fez na Assembleia Municipal no inicio deste mandato. Veio isto a propósito da parceria público-privada Odiveals Viva e do acordo PS/PSD para a constituição deste executivo.

Xara Brasil debateu a Odivelas Viva.





Xara Brasil participou em dois debates promovidos pela Odivelas TV, nos quais o tema foi a parceria público-privada (Odivelas Viva)  feita pela Câmara Municipal de Odivelas, a qual, para a construção de uma única escola e de um pavilhão, hipoteca o Concelho em cerca de sessenta e três milhões de euros.

No primeiro debate, onde se falou essencialmente dos números, para além de Fernando Painho do PCP, esteve também presente o Vereador responsável por esta PPP, Paulo César.

É de referir que os números avançados por Xara Brasil foram todos confirmados posteriormente na Assembleia Municipal.

Para ver o debate clique aqui.

23/06/12

Odivelas: PS e PSD hipotecaram em definitivo o Concelho.


PS e PSD, com a abstenção do MPT, hipotecaram em definitivo o futuro do Concelho de Odivelas.

Para construir o Pavilhão Multiusos e a Escola dos Apréstimos, duas obras que no seu conjunto, segundo vários especialistas, não custam mais de 14 M.E. (catorze milhões de euros), a Câmara Municipal não encontrou melhor forma que a constituição de uma parceria público-privada. Para isso fez a Odivelas Viva, que tem um capital social de 50 mil euros, onde a Câmara detém 49% e os privados, grupo MRG e outros, a maioria (51%).

Para a constituição desta sociedade a Câmara cedeu os dois terrenos onde estão edifícios, por um prazo de 25 anos.

Até aqui tudo parece normal, mas pasmemo-nos.

Para a construção deste equipamento a sociedade Odivelas Viva solicitou um empréstimo bancário de 22,5 M.E. (vinte e dois milhões de euros), o que já de si e face ao valor da construção não se entende, mas pior, para garantir este financiamento a garantida dada ao banco são as acções dos privados que valem 25.500,00 e pasme-se, os terrenos que pertencem à Câmara e ainda uma carta de conforto emitida pela mesma entidade. Ou seja a Câmara que é um accionista minoritário é que assume toda a responsabilidade do empréstimo.


Xara Brasil
Deputado na A.Municipal
Acrescente-se, que esse empréstimo é feito por um período de 25 anos, à época (2009) uma taxa altíssima (Euribor 3 meses, acrescida de um spread de 3,25%).

O processo não estava ainda terminado e esta semana chegou à Assembleia Municipal uma proposta para que fosse aprovado o arrendamento destes dois equipamentos, recorde-se, agora detidos pela Odivelas-Viva, à Câmara Municipal por um período de 24 anos.

Estas rendas, que os deputados do PS e do PSD, aprovaram vão totalizar ao fim dos 24 anos, o montante de 63 M.E. (sessenta e três milhões de euros).

O CDS/PP votou contra esta proposta e Xara-Brasil, que não se cansou de alertar par o facto desta proposta ser ruinosa.

Questiona-se:

1.    Como é que uma obra estimada em 14 M.E. (Milhões de Euros), vai passar a custar 63 M.E. (Milhões de Euros)?

2.    Como é que a Câmara, que tem uma posição minoritária na parceria público-privada, é a única entidade a assumir o risco no aval à C.G.D.?

3.    Porquê que, tendo sido o financiamento avalizado quase unicamente pela Câmara, hipoteca do terreno mais carta de conforto, a Câmara recorreu a uma parceria público-privada e não executou ela própria a obra?

4.    Porquê entregar aos privados, que neste caso não correm qualquer risco nem acrescentaram qualquer valor à Odivelas-Viva, as mais-valias proporcionadas pela receita dos 63 M.E.?

5.    Terá Susana Amador e o executivo PS/PSD legitimidade para hipotecar desta forma e durante tantos anos o futuro do concelho de Odivelas?

22/06/12

CDS/PP Oidivelas - As eleições de ontem.

 
Decorreram ontem eleições com o intuito de eleger os novos órgãos concelhios de Odivelas. Tal como foi anunciado só houve uma lista de qualquer forma é importante salientar que não se registou qualquer voto nulo ou em branco.

Os eleitos foram:  
- ASSEMBLEIA CONCELHIA:
  • Presidente: João Pela;
  • Vice-Presidente: Armindo Cardoso;
  • Secretário: Marisa de La Fuente.

  
- COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA:
  • Presidente: Miguel Xara Brasil 
  • Vice Presidente: André Carreira, Madalena Varela e Fátima Pires.
  • Secretário: Gonçalo Dinis;
  • Vogal: Carlos Fortes, Carlos Simões, Celeste Pignatelli e Carla Rodrigues.

- ASSEMBLEIA DISTRITAL: 
  • João Pela; 
  • André Carreira; 
  • Madalena Varela.

  
Nota: Também decorreram em simultâneo eleições para a Distrital de Lisboa, onde Xara Brasil também foi eleito. A lista encabeçada por Telmo Correia também em Odivelas 100% dos votos.

 

19/06/12

Eleições no CDS-PP (Concelhia Odivelas/Distrital de Lisboa)





Realizam-se no próximo dia 21/6/2012 eleições com vista ao apuramento dos novos orgãos concehlios de Odivelas e da Distrital de Lisboa.

Os militantes de Odivelas poderão votar no Centro Comercial Kaué, Loja 2, entre as 17 e as 22h.

Para consultar a composição das listas clique:

-
Aqui, Concelhia de Odivelas


VOTE!


29/05/12

Adolfo Mesquita Nunes esteve em Odivelas.

Adolfo Mesquita Nunes esteve na passada sexta-feira em Odivelas, no Fazer &Vencer, iniciativa organizada pelo Pensar Odivelas.

03/05/12

Odivelas: Cedência de terrenos ao Sporting C.P., intervenção de Xara Brasil

Exmo. Srs.;

Não vou fazer uma declaração de interesses, mas antes e porque é isso que se trata, uma declaração Paixão e Amor.

Dividi a minha infância, a minha adolescência e grande pate da minha juventude entre Odivelas (onde vivi e cresci), entre a(s) Escola(s) onde estudei e fiz inúmeras amizades e o Sporting onde passei horas e horas da minha dessas fazes da vida.

Para juntar a tudo isto acresce que fui jogador, dirigente e ainda sou sócio do Odivelas F.C. e para além de tudo ainda há questão política onde represento o CDS/PP.

Por tudo isto e porque vivi todas estas situações com uma enorme intensidade, este ponto não é para mim, como compreenderão, emocionalmente simples.

Mas estou aqui, aliás estamos todos aqui, porque fomos eleitos para defender os interesses do Concelho e dos Odivelenses, foram eles que nos elegeram para os representar e é isso que em consciência me sinto obrigado a fazer.

Devo em primeiro lugar relembrar que para esta a questão, a qual deriva do problema com que se tem confrontado o Odivelas F.C., sempre solicitámos que fosse feito um esforço, no sentido de ser encontrar em conjunto com todos os agentes, uma solução.

Mais, disponibilizei-me pessoalmente para colaborar, disponibilizei o CDS em Odivelas e a nossa bancada para essa colaboração. Não tínhamos que ser chamados, a Câmara só o faria e o Vereador Hugo Martins em particular, se o entendesse. Por ventura, não viram em mim ou em nós CDS qualquer valor acrescentado, o que aceitamos.

Não fizemos desta questão uma batalha política. Entendíamos que este assunto tinha solução e que qualquer ruído poderia ser prejudicial para a sua concretização.

Porque entendemos que neste momento a C.M. de Odivelas deu o assunto do Odivelas por encerrado e porque nos trás uma proposta que pela sua dimensão terá consequências brutais na política desportiva do Concelho, não só para os tempos mais próximos, como no mínimo, para os próximos 20 anos, chegou a altura de tirar ilacções.

A Câmara Municipal, teve na mão, com o apoio do Benfica, a possibilidade de encontrar uma solução para o Odivelas F.C.. Mas porque por um lado não soube e porque por outro não quis a colaboração de mais ninguém, numa atitude egocêntrica, própria de quem julga tudo saber, que tudo pode e que tudo consegue, falhou a possibilidade de recuperar o Odivelas F.C..

Pior, é que esta derrota, que é política para este executivo e sobretudo para Susana Amador, é uma perca brutal para todo o Concelho.

Fica aqui, neste processo mais uma vez comprovado que a metodologia de gestão deste executivo, já manifestada em tantos outros casos, está rebentar com este Concelho.



Consequência deste desastre, aparece hoje uma proposta para votar a cedência dos terrenos que estavam cedidos ao Odivelas F.C., ao Sporting.

Em primeiro lugar importa perceber desde logo como é que a Câmara, tendo um protocolo assinado com o Benfica, na qual está previsto a cedência de equipamento desportivo, negoceia em paralelo e fecha um acordo com o Sporting que prevê a utilização do mesmo espaço físico, num período que é coincidente?

Este procedimento é, sobre todos os pontos de vista, completamente incorrecto e não é digno de uma entidade que se quer de bem.

Pergunta-se ainda sobre isto: como é que a Câmara celebra e anuncia este acordo com o Sporting, sem que tenha cessado ou denunciado antecipadamente o acordo que tem com o Benfica. Quanto é que isto poderá custar à Câmara?

Sabemos que para algumas coisas o dinheiro não é problema para esta Câmara, mas este procedimento pode ter implicações que prejudicam as 3 entidades: Câmara, Benfica e Sporting. É que surgir, a partir daqui, um problema jurídico de difícil resolução e que se pode vir a prolongar no tempo, basta o Benfica querer.



Indo direito aos pontos do acordo:

1º) Aparece referido que o acordo é com o S.C.P., mas todo o futebol do Sporting está afecto à Sporting SAD, pelo que o S.C.P. não terá com isto as receitas provenientes de bilheteiras, de publicidade e de transmissões como é focado neste acordo. Por conseguinte está aqui um possível foco de conflito, o que não é bom para nenhuma das partes (Câmara e Sporting).

2º) Aparece referido que o Sporting equipará aquele espaço com um investimento de cerca de 4,5 Milhões de Euros, o que aparece resumido em dez simples alíneas, sem qualquer especificação ou descrição técnica, o que para um investimento desta envergadura é manifestamente insuficiente.
Como é que um dia mais tarde poderemos aferir se as obras foram feitas de acordo com o estipulado, se nem sequer vem descriminado por exemplo se são pisos de relva sintética ou natural e se a pista de atletismo é de tartan ou cinza?
Aqui está mais um potencial foco de desentendimento, o qual, mais um avez, não é bom para nenhuma das partes.

3º) Foi afirmado pelo Vereador Hugo Martins que a Câmara queria um parceiro com suporte financeiro, enfim que desse garantias.
Por muito que me custe e custa, o meu Sporting não está de tal forma desafogado, que dê por si só a garantia de vir a executar este investimento. Infelizmente não vejo onde está acautelado que esse investimento venha a ser efectivado.

4º) O que acontecerá caso o Sporting só faça uma parte do investimento, por exemplo, se fizer só os relvados?
Será corrido? Indemnizará a Câmara? Como será?
Nada está nada previsto, nem salvaguardado, poderá ser mais um foco de desentendimento.

5º) Diz que ao final de 20 anos o terreno e os equipamentos serão entregues à Câmara, mas não menciona as condições, em termos de qualidade e conservação, com que têm que ser entregues. 20 anos de utilização de um equipamento desportivo é muito tempo e isto também não está acutelado neste acordo que aqui é apresentado.

Por nós este contrato não será aprovado, não só porque é potencialmente perigoso para ambas as partes, não salvaguarda devidamente os interesses da ambos (Câmara e Sporting) e, mais importante, não satisfaz os interesses da política desportiva do Concelho.

Entendemos que tem que ser encontrada uma solução, quer seja com o apoio do Sporting, ou do Benfica, ou mesmo de ambos, ou sem nenhum deles, mas que terá que contemplar a continuidade do Odivelas F. C. ou a criação de um novo clube.

Apelamos a todos os membros desta Assembleia que tenham em consideração o que acabei de expor, porque todos temos responsabilidades enquanto eleitos. Odivelas e os jovens deste Concelho merecem que assim seja.

Bancada do CDS/PP – A.M.de Odivelas                     
Intervenção de Miguel Xara Brasil (2/5/2012)                 

11/04/12

Obrigado a todos. Vamos em frente!

Caríssimos;

Tomei Posse na Comissão Política do CDS/PP em Julho de 2010, há um pouco mais de um ano e na altura, se bem se lembram, aceitei esse desafio pelas seguintes razões:

1 - Porque entendi que o concelho de Odivelas, face à conjuntura política local, precisava de encontrar quem combatesse, sem medos e com tenacidade, a desgovernação do Município de Odivelas, assim como o compadrio, o cacique e as inúmeras irregularidades promovidas pelos responsáveis políticos municipais, tanto do PS como do PSD.

2 - Porque entendi que poderia colaborar activamente em Odivelas no sentido de ajudar a derrubar o governo do P.S., liderado por José Sócrates, que há anos se entretinha a conduzir o País para o abismo.

3 - Porque entendi que em Odivelas só o CDS o poderia fazer, mas que a Concelhia, tal como funcionava, jamais o conseguiria e por isso era imperioso reestruturá-la, qualificá-la, dinamizá-la e faze-la crescer, tanto no que se refere a notoriedade, como no que se refere a militantes.

4 - Porque entendi que era preciso, paulatinamente, criar condições para formulação de uma proposta credível e forte para as autárquicas de 2013.

Ao longo deste tempo dei o que soube e o que pude, evidentemente que posso ter cometido este ou aquele lapso, este ou aquele erro, mas fazendo uma análise à relação entre os objectivos traçados e a realidade actual, constacto:

1 – O conjunto de denúncias e de propostas feitas pelo CDS em Odivelas são hoje reconhecidas por muitos e com isso, a má governação do Município de Odivelas, protagonizada por PS e PSD, está colocada a descoberto;

2 – Nas Legislativas, as quais há época não era suposto que tivessem acontecido tão cedo, o CDS cresceu cerca 24% no Concelho de Odivelas e passou a ser a terceira maior força política (1ª vez na História) e com esse resultado colaborou para derrotar o P.S. e José Sócrates.

3 – Que a actividade política do CDS em Odivelas é hoje mais intensa, mais efectiva, mais dinâmica e mais visível, o que levou a que tivéssemos praticamente duplicado o número de militantes e a ter uma relação de muito maior proximidade com os Odivelenses.

4 – Que estão criadas as condições para encarar as autárquicas de 2013 com optimismo.

Perante esta constatação, onde a concretização dos objectivos é felizmente uma evidência, o CDS em Odivelas está hoje num outro patamar, está hoje confrontado com uma nova realidade e tem, sem qualquer dúvida, uma responsabilidade acrescida.

Foi neste sentido e também porque desde há um ou dois meses não tenho a mesma disponibilidade de tempo que senti a obrigação de fazer uma reflexão sobre a actual conjuntura. Nessa reflexão cheguei à conclusão que o programa a que nos propusemos está cumprido e que, como atrás mencionei, não tenho a mesma disponibilidade de tempo e ainda porque entendo que o CDS não pode perder tempo a preparar o caminhada final para as autárquicas de 2013, que deveria renunciar neste momento ao mandato que tinha na Comissão Política do CDS em Odivelas.

Termino esta carta agradecendo a todos, militantes e não militantes, que comigo colaboraram e que tornaram possível ter atingido os objectivos a que me propus e fazendo votos para que o CDS em Odivelas continue neste rumo de afirmação.

Com um abraço amigo,

Miguel Xara Brasil