04/05/11

Assunção Cristas ontem à noite:

"Esta noite ficámos a saber o que não está no acordo do Governo com o FMI. Não ficámos a saber o que está no acordo! As omissões foram imensas, basta pensar nos impostos ou no TGV. Mais um exemplo da forma de atuar de José Sócrates. Amanhã esperamos mais detalhes, vindos da missão CE/BCE/FMI, claro."


Entre o corralito e o funeral do Euro

Viva!

Não posso deixar de comentar este artigo : http://cdsodivelas.blogspot.com/2011/05/el-curralito.html. E isto não é uma crítica! Pelo contrário, a comparação que é feita, peca por defeito. Se nós não pagarmos o que devemos, a corrida aos bancos que houve na Argentina será uma mera anotação histórica, comparada com o cortejo fúnebre do Euro. Passo a explicar...

Para nós, cidadãos comuns, não parece haver necessidade de distinguir entre políticas económicas, financeiras e monetárias... Também não pensamos muito em inflação ou "índice de preços ao consumidor", salvo quando queremos comprar algo e o preço aumenta mais que o nosso ordenado. Mas, se queremos entender porque razão, por exemplo, o meu pai sustentava a minha casa, nos anos oitenta, sem que a minha mãe precisasse de trabalhar e, hoje, um casal mal consegue alimentar um filho com dois ordenados, temos de pôr de parte a preguiça mental e perceber onde fomos enganados!

Ao contrário da norma historiográfica, vamos começar pelo presente: já fui a favor de uma reestruturação da nossa Dívida Pública. Mas, nós não temos o privilégio da Islândia que tem uma moeda própria e pode dar-se a esse luxo. Nem os motivos que nos levaram a este estado são os mesmos de outros países: por exemplo, só recentemente os credit default swaps ameaçaram a nossa capacidade de financiamento. Portanto, vamos fazer um exercício de compreensão, analisar o nosso estado actual, apontar os motivos de estarmos assim e, no final, fazer a distinção entre a situação da Argentina e a de Portugal. Pois é esse o motivo deste artigo: demonstrar que aqui não pode acontecer o mesmo - só pode acontecer algo pior!

Como tenciono apresentar os argumentos de forma clara, não vou incluir mais hiperligações, podendo, quem quiser, pesquisar outros artigos da minha autoria neste blog ou no Quarta República.

Continuando a contrariar a norma historiográfica, vamos começar por hoje, primeira semana de Maio. Estamos na fase final de negociação com duas instituições internacionais: o F.M.I. e a Comissão Europeia. O Fundo Monetário Internacional, como o nome indica, tem a ver com a "moeda" - e isto é importante para perceber o problema real com que nos deparamos. A Comissão Europeia é um órgão que nenhum europeu elegeu, mas, reúne o poder executivo e parte do poder legislativo da União Europeia - o Parlamento Europeu, eleito democraticamente pelas nações da U.E., tem vindo a perder poder conforme a União vai passando de espaço de livre circulação de pessoas, bens e capital, para uma Confederação de Estados cada vez menos soberanos e democráticos.

O F.M.I. é, no fundo, um banco composto por países associados e, no nosso caso, durante o governo de Salazar pagámos a cota de adesão com ouro - a moeda da altura e tema que abordarei mais à frente. O objectivo desta instituição era evitar as flutuações do valor da moeda nos países membros - quanto maior a estabilidade da moeda, mais fáceis as importações e exportações -, ou seja, ajudar os países em dificuldades para que nas trocas internacionais pudesse haver confiança nos pagamentos. Para quem não percebe isto, podemos dar o exemplo do Zimbabwe: é um país com hiperinflação, ou seja, todos os dias é impressa uma quantidade tal de Dólares do Zimbabwe que, diariamente, a moeda desvaloriza na ordem das dezenas pecentuais - já tive nas mão uma nota de 5.000.000.000 com o focinho do Mugabe - portanto, se hoje uma cerveja custar um milhão de Dólares do Zimbabwe, amanhã pode custar três milhões. Ninguém vai aceitar pagamentos numa moeda que se desvaloriza desta forma... O que o F.M.I. faz é injectar liquidez no sistema financeiro para impedir a desvalorização da moeda porque o valor de uma moeda fidúciária - termo que vou explicar à frente - mede-se, entre outras variáveis, pela quantidade de reservas em divisa estrangeira.

A Comissão Europeia, depois do descalabro da Grécia, criou o Fundo Europeu de Estabilização Financeira. E a maior parte do apoio que vamos receber, vem deste fundo. Pois, importa saber que este fundo foi criado com as contribuições dos Estados Membros - incluindo Portugal. Porém, este fundo é inútil porque o que faz é distribuir moeda - nem sequer é um instrumento socialista de distribuição de riqueza porque a moeda que é distribuida não tem qualquer valor real. Traduzindo por miúdos, o Banco Central Europeu imprimiu Euros que os vários países injectaram neste fundo, ou seja, da mesma forma que se eu cultivar o maior tomatal da Europa e puser mais tomates no mercado, o preço do tomate diminui, a criação deste fundo - que pretendia estabilizar o Euro - diminuiu o valor da moeda que pretendia estabilizar. Na minha terra chama-se a isto um tiro no pé...

Mas porque é que o Euro desvaloriza? Pelo mesmo motivo que todas as moedas emitidas por países, actualmente, desvalorizam: porque não valem NADA! Aquela nota de 20€ que os caramelos como eu têm na carteira, dobrada e escondida para o caso de ser precisa, só vale o papel em que está impressa! Até ao século XIX, o papel-moeda era emitido pelos países, pelos bancos comerciais e por qualquer pessoa que tivesse reservas de metal precioso e podia ser trocado pelo equivalente nalgum desses metais. As moedas de metal eram cunhadas com uma percentagem de metal precioso que lhes conferia o valor. Durante o século XX, até à presidência Nixon, vigorou o sistema Breton-Woods: só os países podiam pedir a conversão de moeda em metal precioso. Hoje, nenhuma moeda tem equivalência em ouro, prata, platina, bronze, cobre, níquel, paládio, estanho, em nada! Enquanto antes, se eu tivesse uma reserva de metal precioso, emitia uma nota sobre uma parte desse metal que, quem quisesse podia reclamar em troca, hoje, se formos ao banco, dão-nos Euros em troca de Euros. Os bancos centrais ficaram com o monopólio sobre a impressora de notas e, se for preciso, imprimem dinheiro. O problema é que o dinheiro é fiduciário, ou seja, vale pela fidutia - a confiança no valor que está impresso. Se houver criação de riqueza - minerais a ser extraidos, hortícolas a ser apanhados, peixe a ser pescado, animais a ser criados - e não for impressa mais moeda, o valor da moeda aumenta: é preciso menos moeda para comprar a mesma quantidade de bens; se a criação de moeda pelo banco central acompanhar a criação de riqueza, há mais bens e mais moeda, portanto, o valor desta é estável - uma heaven currency ou moeda forte como foi o Marco Alemão; se houver mais moeda ser impressa que a riqueza produzida, a moeda desvaloriza porque, embora haja mais bens para ser comprados, há ainda mais moeda para os pagar - isto é a verdadeira inflação!

Outra coisa que muitos europeus não sabem é que os bancos só são obrigados a manter 2% dos depósitos à ordem. Chama-se a isto uma "reserva fraccionária". Por cada 100 Euros que as pessoas têm na conta à ordem, 98 Euros já foram emprestados pelo banco a outra pessoa. Isto permite a expansão monetária pelo crédito: embora os vossos 100€ estejam no activo do banco, aparecem mais 98€ no passivo, portanto, há 198€. E isto perpetua-se até não ser matematicamente possível emprestar mais dinheiro, ou seja, criar mais moeda - porque isto é um processo de criação de moeda, além daquela que é emitida pelo banco central. Quando já não há mais moeda para criar, porque a matemática é a ditadora dos economistas, entra-se em recessão, ou seja, a economia em vez de crescer, diminui até ao ponto em que a moeda em circulação corresponde à riqueza existente.

Aqui temos um dos pontos onde temos vindo a falhar... Num mercado verdadeiramente livre, os bancos sem liquidez (sem dinheiro disponivel no imediato para fazer face aos compromissos imediatos) e as empresas que não dão lucro têm de falir! Limpa-se o tecido empresarial das ovelhas negras e afecta-se recursos financeiros e mão-de-obra para os sectores mais produtivos. Mas, enquanto nos E.U.A., até as más empresas são apoiadas pelo Estado, em Portugal, até as boas empresas são abandonadas! Claro que os bancos comerciais são um caso à parte: os bancos comerciais compram Obrigações de Dívida Pública, ou seja, emprestam dinheiro ao Estado, para apresentarem essas Obrigações como activos junto do Banco Central Europeu; como, mesmo não tendo dinheiro, têm as Obrigações que valem o mesmo, o B.C.E. imprime Euros para emprestar aos bancos, tendo como garantia de pagamento essas Obrigações. O resultado disto é que o Estado tem tido dinheiro para o que precisa e os bancos também! É este o verdadeiro motivo de os Estados tentarem salvar os bancos à custa do resto dos cidadãos... Há, porém, aquilo a que se chama externalidades, ou seja, as consequências: além de o Estado estar cada vez mais endividado - e quanto mais endividado, mais juros são pedidos para o financiar -, a moeda desvaloriza. Acompanhem o raciocínio: o B.C.E. imprime dinheiro para emprestar aos bancos, mas, esse dinheiro ainda não está a circular, portanto, os preços dos bens continuam iguais; os bancos vão emprestar esse dinheiro às empresas, mas, esse dinheiro ainda não está no mercado, portanto, as empresas vão pagar a matéria-prima e os salários ao custo do momento; quando os fornecedores de matéria-prima e os empregados receberem, esse dinheiro entra no mercado, logo, há mais moeda a circular - ou seja, se para a mesma riqueza produzida há mais moeda, o valor da moeda diminui. A conclusão é que os fornecedores e os empregados ficaram a perder porque, ao receberem a moeda recém-criada, esta desvalorizou instantanemente - o poder de compra diminuiu. Mas, como nos factores de produção é preciso reflectir os custos do crédito mais a desvalorização da moeda, o preço do produto ao consumidor aumenta mais que o ordenado dos empregados e que o custo da matéria-prima.

A inflação, portanto, não é a treta que nos impingem pela comunicação social! O aumento dos preços dos produtos NÃO É INFLAÇÃO! A inflação é, ao contrário do que a maior parte dos economistas tenta impingir, o aumento da massa monetária, ou seja, da moeda a circular. O aumento dos preços tem a ver com o "índice de preços ao consumidor" - o aumento anual dos ordenados tem por base a "taxa de inflação"que, na verdade, é o "índice de preços ao consumidor". Se este índice é calculado com base num cabaz de produtos considerados essenciais, o seu valor corresponde ao aumento de preço desses produtos. Vamos agora ser francos e colocar-nos no lugar dos governantes: se precisamos de apresentar uma coisa a que chamamos "taxa de inflação" baixa, o que vamos fazer é escolher os produtos que aumentaram menos e fazer os cálculos a partir daí! Trocando por miúdos, se a moeda a circular aumenta 10%, a inflação é de 10%, mas, se calcularmos o aumento do preço de um cabaz de produtos convenientemente escolhidos, e vamos supôr que esse aumento é de 3%, os ordenados vão aumentar 3%, ou seja, 7 pontos percentuais abaixo da taxa de inflação real - os ordenados aumentam, mas, o poder de compra diminui!

Portanto, o crescimento da economia tem sido feito à custa do aumento da moeda em circulação - inflação - e da perda de poder de compra dos cidadãos!

Pegando, finalmente, na situação da Argentina. Em 2001 havia hiperinflação, ou seja, a moeda que era impressa, ainda antes de chegar ao mercado, já estava desvalorizada - lembremo-nos que o Euro só desvaloriza quando chega às mãos dos fornecedores e dos empregados. Se, no espaço de um dia, o nosso dinheiro pode passar a valer, vamos supor, metade, não vamos guardá-lo no banco! Se houver hiperinflação, assim que recebermos os ordenados, vamos comprar bens com um valor estável (como metais preciosos) para nos assegurarmos que não perdemos aquilo que temos. A consequência é uma corrida aos bancos!

Vamos voltar à "reserva fraccionária". Não me dei ao trabalho de saber qual era a percentagem que os bancos argentinos tinham de manter em reserva, mas, fosse ela qual fosse, não havia dinheiro para dar às pessoas que fizeram depósitos à ordem. Os bancos não tinham liquidez, ou seja, não tinham moeda disponível para entregar às pessoas que queriam levantar o dinheiro que lhes pertencia. Isto não é capitalismo! Isto, que os bancos praticam com a conivência dos governos e sob a ignorância dos cidadãos, é ROUBO!

Da mesma forma, cada vez que o banco central, no nosso caso o B.C.E., imprime moeda, está a roubar-nos, já que a moeda desvaloriza com o aumento da massa monetária e o poder de compra diminui!

Conforme disse no princípio deste artigo, já fui favorável à reestruturação da nossa Dívida Pública. Para quem não sabe o que isso significa, é uma forma simpática de dizer que não podemos pagar agora, portanto, vamos pagando conforme pudermos... As consequências disso são as mesmas que qualquer um de nós pedir dinheiro a alguém e dizer que não paga - se voltarmos a precisar, fecham-nos a porta. Mas, além disso, a falta de crédito vai impedir-nos de comprar muitas coisas e vender outras tantas - tal como há setenta anos, podemos voltar a ter senhas de racionamento para bens de primeira necessidade!

Portanto, quando ouvirem falar em reestruturação da Dívida, embora pareca uma grande ideia das mesmas mentes socialistas que nos trouxeram a este ponto, lembrem-se do que isso implica! E não, não foi o capitalismo, essa coisa malvada, que nos depenou... Eu sou um libertário, convictamente capitalista, e abomino o sistema monetário, financeiro e económico que temos! Porque é um sistema misto: há livre iniciativa e propriedade privada - capitalismo - , mas, a moeda é monopólio do Estado e a banca trabalha com o dinheiro dos depositantes - num verdadeiro mercado livre isto seria criminoso! - além de a economia ser planeada pelos Estados e pela Comissão Europeia - socialismo.

Depois de explicar os motivos que me levam a responder ao artigo sobre o corralito, parece-me que posso justificar o que disse ao princípio: se Portugal não pagar, há-de ser pior que o caso da Argentina. A Argentina tinha uma moeda própria, podendo imprimir moeda à vontade, independentemente da desvalorização que isso implicasse - certo dia nem isso pôde ser feito porque já não havia papel! Como grande parte do valor de uma moeda fiduciária depende das reservas próprias mantidas pelos bancos e, não tendo estes possibilidade de restituir a totalidade do dinheiro aos depositantes, a forma de impedir uma maior desvalorização da moeda e a falência dos bancos foi a proibição de os depositantes fazerem levantamentos.

Portugal não pode imprimir moeda - estamos na Zona Euro. Os nossos bancos precisam de se financiar junto do B.C.E. e de outros bancos internacionais - as Obrigações de Dívida Pública são uma garantia de pagamento e, se o Estado disser que não as paga, os bancos não as podem apresentar como garantia. Grandes bancos europeus, além de muitos países, precisam do dinheiro que devemos para evitarem eles próprios dificuldades e, alguns, falências! Se Portugal não pagar o que deve, isso significa o fracasso do Euro! A receita que os nossos políticos têm apresentado para sair da crise é pedir mais e gastar mais - e vai resultar durante alguns anos, portanto, para ultrapassar as dificuldades imediatas, precisamos de confiança dos credores para nos continuarem a emprestar dinheiro. É claro que dentro de poucos anos estaremos numa situação pior!

Na verdade, precisamos que o Estado e os bancos continuem a poder financiar-se e isso só é possível se pagarmos o que devemos! Além de ser a opção moral... Portanto, no meu entender, a questão não é pagar ou não! Claro que temos de pagar! A questão é: e depois?

Depois, esperemos que a Espanha ou a Bélgica caiam... Não desejo mal aos castelhanos, galegos, bascos e catalães ou aos flamengos e valões (quer enfrentassem a separação definitiva ou reforçassem a unidade nacional, seria sempre bom para eles, além de terem mais capacidade económica que nós para superar uma crise como a nossa). Simplesmente seria uma boa oportunidade para enterrar o Euro. Ou então, ter a coragem de abandonar a zona Euro.

Não defendo um regresso ao Escudo como o conhecemos. Defendo uma moeda com base em metais preciosos que qualquer pessoa possa emitir - não significa que qualquer um possa cunhar moedas em casa, mas, se fossem em metais preciosos, não seria ilegal. Defendo a obrigatoriedade de os depósitos à ordem nos bancos serem mantidos integralmente, podendo a expansão monetária pelo crédito ser feita a partir de outros depósitos e aplicações financeiras, com o consentimento dos clientes.

Quanto à eventual corrida aos bancos em caso de não pagamento da nossa Dívida, não seria só em Portugal. Seria algo nunca visto à escala europeia, já que bancos em Espanha, França, Itália e Alemanha têm uma grande quantidade das nossas Obrigações. A alternativa seria uma quarentena do Minho ao Algarve - pessoas, bens ou dinheiro, nada entraria nem sairia. Podemos, portanto, enfrentar as dificuldades de cabeça erguida e decidir se queremos mais do mesmo ou se queremos algo diferente. Mas, essa escolha só é possivel se pagarmos o que devemos...

Não tendo um banco central para emitir moeda, pagar as dívidas e os portugueses sofrerem as consequências, as alternativas são pagar ou deixar que o resto da Europa sofra as consequências do nosso desfalque... E por favor, não me façam pensar naquilo que o resto dos países europeus fariam para evitar um colapso total da economia europeia. Guerras já foram desencadeadas, países já foram invadidos, milhões de pessoas já morreram por motivos menores!

Falhámos. Parte da culpa foi nossa, outra parte foi do sistema que alegremente perfilhámos enquanto houve proveito. Agora, resta-nos manter o nosso orgulho, levantar a cabeça, pagar o que devemos e fazer um portuguesíssimo manguito à economia mista em que estamos inseridos. Temos de discutir se queremos uma economia socialista ou capitalista - não podemos é continuar a ter o pior dos dois mundos!

Cumprimentos!

António Gaito

Onde chegará o CDS-PP?

Há muito que afirmo, desde que soube que haveriam eleições no próximo dia que o CDS iria ter um excelente resultado no próximo dia 5 de Junho. Esta minha convicção era baseada em:

- O CDS-PP fez um excelente trabalho nas últimas duas legislarturas;
- O CDS-PP tem tido uma postura e uma coerência que o credibilizaram junto da população;
- O CDS-PP tem tido uma postura altamente construtiva, critica sim, mas sempre ou quase sempre de forma construtiva e com propostas alternativas;
- O CDS-PP tem sabido prever e avisar os Portugueses sobre as consequências das más decisões;
- O CDS-PP foi o partido que mais e melhor trabalho tem feito na Assembleia da República;
- O CDS-PP tem uma equipa renovada, jovem e cujo o talento é reconhecido por todos;
- O CDS-PP tem sabido apresentar em todas áreas as melhores propostas e os melhores projectos;
- O CDS-PP tem o líder mais bem preparado, mais competente e mais credível.
- Não conheço ninguém que nas últimas eleições tenha votado CDS-PP (e foram muitas que o fizeram pela primeira vez) que me tenha expressado o seu arrependimento, bem pelo contrário;
- Todos os dias sentia que havia mais pessoas interessadas no trabalho do CDS-PP e a querem juntar-se a nós.

A partir da  queda do Governo e do Congresso de Viseu tenho sentido um cada vez maior número de pessoas aproximarem-se de nós, a quererem colaborar, a dar a cara e a dizerem que desta vez vão votar CDS. A questão é que a cada dia que passa, no local mais imaginável, vindo de pessoas que nunca pensei que o fizessem e cada vez em maior número oiço cada vez mais pessoas com a mesma ideia e sentimento.

Neste momento não sei onde poderemos chegar, mas para mim é claro, para além de em minha opinião Paulo Portas ser claramente o Primeiro-Ministro que Portugal precisa, tal como disse Nuno Melo, a probabilidade disso se vir a realizar aumenta a cada dia que passa.  Caro Paulo, não precisa de se preparar mais para aceitar o repto da Teresa Caeiro, já está preparadíssimo e mais que isso, Portugal inteiro já o sente preparado.

Eu acredito!



Nota: Neste blogue pode ver inúmeros relatos das manifestações a que tenho assistido. 



Dia de ontem - Post 2

Depois de uma grande jornada em Odivelas, agora numa jantarada onde estavam pessoas da Covilhã, de Salvaterra, do Algarve e obviamente de Lisboa, só posso dizer que o entusiasmo em torno do CDS está a ser vivido a nível nacional.

Dia de ontem - Post 1

Em muitas das freguesias do Concelho de Odivelas, Póvoa, Pontinha, Famões e Odivelas, as quais visitei hoje, há cada vez mais pessoas a pensar como nós. Mais do que isso, desta vez muitos mais vão votar CDS, estou certo.

03/05/11

Rua Direita.

Porque não escreveria melhor transcrevo na integra um post do Pedro Pestana Basto colocado no Cachimbo de Magritte.





Rua Direita tornou-se num blogue a seguir com regularidade!

Resultado da Gestão Socialista e Social-Democrata (1979-2011)

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Portugal e o Futuro - As Entrevistas - Informação - Entrevista e Debate RTP 1 - Multimédia RTP

Portugal e o Futuro - As Entrevistas - Informação - Entrevista e Debate RTP 1 - Multimédia RTP

El corralito

Imagens da destruição e dos motins em Buenos Aires (Centro da Cidade)
Este post é dedicado a todos os que defendem ou possam pensar na ideia "não pagamos". Isso foi o que fez a Argentina em Dezembro de 2001e para isso criou uma lei que se chamava o corralito, clicando aqui poderá ver o que significa, os antecedentes e as consequências.

02/05/11

As mentiras de Sócrates: O Magalhães


Caros amigos,
Chegou a altura de não deixarmos passar as mentiras que José Socrates nos tem tentado impingir ao longo destes últimos anos. Começo pelo tão famoso computador Magalhães. Ainda este fim-de-semana ouvi o nosso estimado primeiro-ministro, lembrar, com o seu ar mais convincente de como este instrumento se tinha tornado indispensável para os alunos do 1º ciclo. Não fosse eu mãe e encarregada de educação conhecedora da realidade e caíria que nem um patinho, perante tanta convicção. Vou contar-vos a minha experiência como E.E: Em 2009, andava o meu filho mais velho no 3º ano quando me foi enviado um papel para casa para encomendar o Magalhães. Antes de o fazer, resolvi enviar uma mensagem ao professor a perguntar o que é que estava no programa escolar reltivamente à utilização do Magalhães na sala de aula. Simpáticamente, o prof. respondeu-me: D. Carla, o que eu sei é o que está no site da DREL. E o que é que estava no site da DREL? Instrucções para os profs encomendarem o Magalhães... Quanto ao programa escolar, nem uma virgula... Como o computador demorou quase todo o ano lectivo a chegar, e o rapaz no prazo de um ano iria beneficiar do programa e-escola, resolvi não o encomendar...
2010: No inicio do 2ºano escolar, volto a receber um papelinho para encomendar o Magalhães, desta vez para o meu filho mais novo que se mostrou muito entusiasmado em ter o computador. Resolvi encomendar e o mesmo foi entregue antes do Natal. Após uma semana de grande entusiasmo, o meu filho passou a interessar-se por outros "brinquedos", para além de utilizar o computador que habitualmente utilizamos em casa. Alguma vez, desde aí, o Magalhães foi utilizado na sala de aula? Nunca!!
Conclusão: o que foi de facto o computador Magalhães para o governo socialista?? Caros amigos, tenho pena, mas sou da opinião que, embora o príncipio fosse excelente, o mesmo foi apenas uma poderosíssima campanha de marketing que custou milhões de Euros ao Estado. E por aqui me fico, sem me alongar, na adjudicação directa do fabrico do mesmo à JP Sá Couto...

Por estas e por outras, tenho a dizer-vos, ESTE É O MOMENTO!

Hernâni Carvalho - Sobre os vigilantes.

Agora foi a vez de Herrâni Carvalho em Reunião de Câmara abordar este assunto, a sua intervenção pode ser vista aqui.

 

01/05/11

Paulo Portas hoje em Almada (2).

P.Potas discursando em Almada

"Setúbal foi em tempos uma terra difícil para o CDS, mas os tempos mudam e hoje faço toda a baixa setubalense sózinho de uma ponta à outra, sou muitas vezes interpelado, mas por pessoas que me vêm saudar e gostava hoje de ver Sócrates fazer o mesmo.

Estou certo que vai ser desta que conquistaremos o segundo Deputado por Setúbal."

P. Portas hoje em Almada (1).

Este foi um 1º Maio diferente, para além de se assinalar o Dia do Trabalhador, aconteceu que se comemorava também em simultâneo o Dia da Mãe e se assistia à beatificação de João Paulo II.

Com grande pena minha não pude acompanhar a Beatificação de João Paulo II, participei no almoço de Almada e lanchei com a minha Mãe.

Do almoço e do discurso do Dr. Paulo Portas, o qual para não variar foi mais uma vez brilhante, retive duas mensagens:

1 - Qualquer empresa que veja aumentar a sua produtividade e os seus resultados por via da força de trabalho deverá encontrar formas de compensar os trabalhadores.

2 - As pequenas e micro-empresas pela sua dimensão não podem estar sujeitas às mesmas regras e obrigações que as grandes empresas.



Paulo Portas no programa Quem Tramou o Peter Pan

Almada - Mais uma enchente!

Xara Brasil na conversa com Teresa Caeiro.

O CDS é a solução que Portugal precisa e Paulo Portas o Primeiro-Ministro que o País necessita.




"Até agora ainda não ouvi uma única pessoa a dizer que se tinha arrependido de votar no CDS nas últimas eleições, bem pelo contrário, dia após dia há cada vez mais pessoas a pensar como nós e não só a pensar, mas também mobilizadas para ajudar e a dizer que no dia 5 de Junho votarão CDS-PP."

Estou certo que o CDS possui o melhor líder, a melhor equipa e o melhor projecto. Já o disse e reafirmo, o CDS é a solução que Portugal precisa e Paulo Portas o Primeiro-Ministro que o País necessita."




Teresa Caeiro disse em Odivelas.

"Votar nos mesmos é manter a situação. Os partidos não são clubes de futebol, pessem no vosso futuro, no dos vossos filhos, dos vossos netos e votem conscientemente."


                               
"Ontem lancei o desafio a Paulo Portas para se assumir como candidato a Primeiro-Ministro, pois entendo que entre os três possíveis é o que reúne mais qualidades, é o que tem o melhor projecto, o que tem a melhor equipa, é o mias fiável e por isso mesmo é o que dá mais garantias às pessoas.

Chegou a hora de a grande maioria das pessoas deixar de ver os partidos como um clube de futebol! O que está aqui em causa, caros amigos, não é um jogo de futebol! O que está em causa é o nosso futuro e o dos nossos filhos. Votar nos mesmos é manter a situação onde agora chegámos pela mão dos socialistas e do Eng. Sócrates."


30/04/11

Paulo Aido tomou café com Teresa Caeiro.

"O voto útil tornou Portugal num país inútil"

Pauli Aído
Paulo Aido que Vereador eleito na condição de Independente em Odivelas, foi proposto pela Comissão Politica de Concelhia de Odivelas para a lista de candidatos à Assembleia da República pelo Distrito de Lisboa, afirmou que aceitou desde a primeira hora, sem olhar ao seu lugar na lista colaborar no Projecto que o CDS tem para o Portugal. Sublinhou dizendo, "neste momento ninguém se pode demitir de intervir e participar, o Páis precisa de todos". 


Terminou a sua intervenção dizendo "O CDS-PP é um partido de valores com um projecto sólido e com soluções concretas, cada um tem que votar no melho e mais consistente projecto, o voto útil tem tornado este, um país inútil."

Fátima Pires também esteve com Teresa Caeiro.


É importante que Odivelas contribua também para o crescimento do CDS a nível nacional.

Fátima Pires, que Xara-Brasil a baptizou de militante número em Odivelas, agradeceu a presença de Teresa Caeiro em Odivelas, salientando a disponibilidade que tem tido ao longo dos anos para com o nosso Concelho e solicitou a todos que perante as dificuldades que Portugal atravessa e as soluções que o CDS apresenta nos ajudem a passar a mensagem. Encerrou a sua intervenção afirmando, "é importante que Odivelas contribua também para o crescimento do CDS a nível nacional."

Madalena Varela também deu o seu testemunho.


Madalena Varela

Depois de Carla Rodrigues, uma das pessoas que muito tem colaborado connosco nos últimos tempos ter escrito há momentos um post sobre a conversa de ontem com Teresa Caeiro, foi agora a vez de Madalena Madalena Varela também o fazer no Odivelas Um Rumo.

29/04/11

Ainda a visita de Teresa Caeiro


Tivemos ontem o privilégio de conviver e poder escutar uma das mais brilhantes mulheres da política em Portugal. Se a imagem que nos chega da Dra Teresa Caeiro, via comunicação social, é a de uma mulher dedicada, coerente e competente, ontem durante a conversa informal que tivemos com ela, foi possível confirmar a sua clarividência sobre a situação do país e também, sobre qual o rumo a seguir.
A Dra Teresa Caeiro personificou ela própria a imagem que o CDS-PP tem vindo a consolidar: coerência, trabalho (expresso em várias iniciativas que comprovam ser o grupo parlamentar do CDS-PP o mais produtivo e trabalhador), dedicação, atitude positiva e construtiva de quem se põe ao serviço do seu país, procurando e propondo soluções concretas que visam ajudar Portugal a sair o mais depressa possível desta crise, para a qual fomos levados pelo Eng. Sócrates.
Lembrou-nos e bem, a Dra Teresa Caeiro que, são as nossas vidas que estão em jogo e, por isso, há que de uma vez por todas, analisarmos com objectividade quem, de facto, defende os interesses dos Portugueses e quem está melhor preparado para conduzir o destino de Portugal. Chegou a hora de a grande maioria das pessoas deixar de ver os partidos como um clube de futebol! O que está aqui em causa, caros amigos, não é um jogo de futebol! O que está em causa é o nosso futuro e o dos nossos filhos. Votar nos mesmos é manter a situação onde agora chegámos pela mão dos socialistas e do Eng. Sócrates. Tal como disse o vereador Paulo Aido, neste mesmo encontro, até aqui o “voto útil” transformou Portugal, num país “inútil”.
Chegou a hora de darmos a nossa confiança a quem de facto a merece, a quem trabalhou para a merecer, por isso no dia 5 de Junho, caros amigos, chegou a hora de dar o nosso voto de confiança ao CDS-PP!

Odivelas, á conversa com Teresa Caeiro

No seguimento do post anterior aqui ficam as imagens que testemunham a forma simpática, informal e descontraída como decorreu a conversa de ontem com Teresa Caeiro.





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Paulo Portas assume!

À mesma hora que Teresa Caeiro confirmava em Odivelas, perante vários militantes, simpatizantes, amigos e apoiantes  ter lançado a Paulo Portas o repto de se assumir como candidato a Primeiro-Ministro e justificava a razão por que o tinha feito, o próprio Paulo Portas respondia afirmativamente a este desafio.



Casa cheia para falar com Teresa Caeiro.


Paulo Aido, Teresa Caeiro, Xara Brasil e Fátima Pires

Apesar de ter sido uma noite europeia de futebol  (e que noite!) a esplanada da Casa de Chá do Centro de Exposições de Odivelas encheu para ouvir, falar e tomar um café com Teresa Caeiro.

Foi uma noite fantástica, num ambiente super informal em que se falou da actual situação do País, da campanha eleitoral e das eleições que aí vêm.

"Casa Cheia", ambiente informal e atento.

A quantidade de "caras novas" em torno deste projecto faz-nos acreditar que de facto há cada vez mais pessoas a pensar como nós e que a solução para Portugal passa claramente pelo CDS-PP.

Agradeço desde já em nome da Concelhia do CDS de Odivelas e da Teresa Caeiro a presença, o apoio e a disponibilidade.


Nota: Hoje ou amanhã editaremos as fotografias.