09/03/11

Odivelas: Director Financeiro da CMO demite-se.


Manifesto do 12 de Março escrito por um Zé-Ninguém.

«Até o chão curvados,
Exaustos e curvados,
Vão um a um, curvados,
Os seus magros perfis;
Escravos condenados,
No poente recortados,
Em negro recortados,
Magros, mesquinhos, vis.»



PESSANHA, Camilo – Branco e Vermelho







De que somos feitos, afinal? Daquilo que os sonhos são feitos (We are such stuff / As dreams are made on…)?

Não! Somos pessoas de carne, osso e alma, para os que acreditam que temos uma alma para além da existência carnal…

Porque raios, então, somos tidos como ruído de fundo no processo de decisão politica? A nossa ignorância da realpolitk e outros assuntos que, todos gostaríamos de não saber, é demasiado para a nossa consciência? Não! É, simplesmente, demais para o nosso bem-estar…

E quando aquilo que não queremos saber dita o nosso conhecimento do quotidiano, o nosso ordenado, o preço que pagamos pelos combustíveis, pela comida, pela electricidade, pela água… Quando aquilo que não queremos saber diz respeito a tudo à nossa volta e, quais Penélopes, tricotamos o nosso dia-a-dia, enquanto aceitamos a clarividência de gente que não consegue ver para além do próprio umbigo? Manifestamo-nos?

Tenho 25 anos e não gosto assim tanto dos Deolinda! No entanto, que parvo que sou… Tenho 25 anos e ainda acredito que as coisas podem mudar! Nada pode mudar enquanto a minha geração não tomar o poder. Não falo da geração nascida em finais dos anos de 1980… Os que nasceram por essa altura e fizeram carreira nas juventudes partidárias não são melhores que os Varas, com a diferença de nem terem médico de família (como eu) para passarem à frente nas filas dos Centros de Saúde. Falo daqueles que não foram traumatizados por um 25 de Abril e conseguem manter a razão!

Vou para a Avenida da República no dia 12 de Março às 15 horas porque quero muita coisa! Não me transtorna o desgoverno Sócrates, mais do que me transtornaria qualquer outro republicano-maçon-capitalista que desempenhasse o papel de chanceler do reino, houvesse algum monarca que tomasse conta de nós! Revolta-me, sim, o fartar-vilanagem a que estamos entregues! Não somos mais uma nação soberana, tais as cedências aos Senhores da União Europeia e aos interesses privados… Nem o Estado tem, como deveria ter, a capacidade de manutenção da ordem pública, a não ser da máquina fiscal – a única coisa que funciona bem neste pais!

O Estado é de todos, portanto, não quero mais amizades com ditadores como o Kadhafi, o Eduardo dos Santos ou o Chávez! As empresas portuguesas que o queiram fazer, força! Afinal de contas, é nisso que consiste o princípio da livre-iniciativa no Estado de Direito Democrático: se não for ilegal, cada um cria riqueza como puder!

O Estado tem o dever de apoiar o Colectivo, para isso cobra impostos. Portanto, se EU pago impostos, tal como TODOS pagamos e, estamos a falar do ÚNICO ORGANISMO PÚBLICO QUE FUNCIONA NESTE PAÍS: será que o grande capital QUE CRIA RIQUEZA não deve pagar na justa proporção daquilo que a nação paga no seu todo?

E as Forças Armadas, garantia da soberania nacional, não merecem o respeito da sociedade civil? Se calhar, enquanto houver mais preocupação em formar carreiras do que em delinear um plano de acção para termos uma força militar moderna e capaz de intervir em qualquer parte do mundo em defesa dos interesses nacionais ou dos princípios morais que guiam as relações entre os Estados, os nossos heróis serão apenas os desportistas que, embora representem a nossa bandeira, não entregam a própria vida para defender o Colectivo.

Qualquer crise económica é acompanhada de uma crise social, do aumento da insegurança, da criminalidade. E não é só o pobrezinho que rouba um pão ou uma peça de fruta da mercearia… Esse, se apanhado em flagrante delito, de acordo com o Código de Processo Penal que a Nomenklatura alterou, vai de cana! NUNCA EM PORTUGAL HOUVE TANTA CRIMINALIDADE VIOLENTA NEM CRIME ORGANIZADO como hoje temos e, para lidar com isso, diminui-se o orçamento das forças de segurança e o número de efectivos das polícias – menos aqueles cinco blindados muito bons para lidar com distúrbios públicos que, segundo disseram, vieram para uma cimeira posterior à entrega…

E que dizer da Justiça? Eu, que vos escrevo, fui sentenciado a setenta dias de multa em 2010 (4€ por dia) por um tribunal, por ter sido apanhado a conduzir com álcool em 2007. Como não tenho emprego, tenho de protelar o pagamento com requerimentos… Mas há quem usurpe o cargo que ocupa e coloque ao seu dispor o Procurador Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça (quarta figura na hierarquia do Estado de Direito Democrático) para fugir às responsabilidades dos crimes que cometeu. E, como todos já tolerámos vários enganos com a mesma origem, fechamos os olhos em nome da estabilidade!

A nossa economia, tendo em conta a inexistência de um sector produtivo, é uma coisa qualquer que não uma economia. Uma reforma agrária seguida de uma Política Agrícola Comum destruíram o nosso sector produtivo! Os nossos minérios estão ao Deus dará, a lavoura é coisa para quem tem amor à terra e não amor próprio (quando sobrevoo Espanha ou França, vejo as terras cultivadas, vá-se lá saber porquê), a pecuária está entregue a mercados em que nem sequer participamos, as pescas são uma miragem (os navios foram abatidos para outros países virem delapidar os nossos recursos, muitas vezes, ilegalmente) e a produção primária de energia depende das melancias (verdes por fora, vermelhos por dentro; gente que com a queda do comunismo tomou de assalto o ambientalismo e mina o nosso modo de vida com as suas ideologias anti-capitalistas). A indústria parece que não se mentaliza da verdade inconveniente: os salários baixos, hoje, são a arma da Roménia e da Bulgária! Nós precisamos de salários decentes e produtividade (mesmo que isso implique trabalhar umas 12 horas por dia, pagas obviamente!) no sector da transformação. E se não há dinheiro para comprar serviços, como é que pode haver um sector dos serviços? O crédito fácil acabou… Está na altura de pagar o que devemos e não ganhamos para isso!

O cavaquismo deu-nos auto-estradas com fartura! E se uns pagam, porque raios é que outros não querem pagar? É por causa da interioridade? Sabem lá esse caramelos o que é estar longe do litoral?! 400Km da fronteira para o mar não é nada! É, quando muito, uma vantagem, tendo em conta que algumas das mais prósperas cidades europeias estão mais longe que isso e valem-se da proximidade com os portos marítimos para o comércio de mercadorias. Roma ou Londres estão tão longe do mar como Santarém! E se temos os Alfa Pendular há tantos anos e não remodelámos as linhas para que circulem como era esperado, para que raios é o T.G.V.? Se é para fazer investimento público em ferrovias, então, mudem a bitola ibérica para bitola europeia – só assim os passageiros que embarcam em Lisboa e as mercadorias que são descarregadas em Sines podem seguir para o resto da Europa sem trocar de comboio nos Pirinéus!

É correcto os P.I.N. serem mais importantes que a R.E,N, mas, as eólicas e o P.N.B. podem continuar a sugar os portugueses até à medula… Mesmo que paguemos quase metade da nossa factura da electricidade e grande parte dos nossos impostos para financiar a P.R.E., em alguns casos a QUINZE VEZES O VALOR DE MERCADO, nenhum líder político veio a público dar a opinião sobre isto! Ou seja, a conservação do ambiente, por causa da ditadura pseudo-ecologista baseada em mentiras, foi deixada para segundo plano, em nome de uma política energética que não oferece qualquer segurança económica ou ambiental!

NÃO HÁ POLÍTICAS DE APOIO À FAMÍLIA! Os portugueses não têm filhos porque não podem! Se em tempos de má memória um ordenado médio dava para sustentar uma família de quatro pessoas, hoje mal chega para uma! É nisto que consistem as conquistas de Abril? Quando, dado o nosso desequilíbrio demográfico, temos de contar com os imigrantes para sustentar a nossa Segurança Social (o tão querido Estado Social QUE A ESQUERDA DEFENDE E - EU TAMBÉM, mas não desta forma)? Que raio de Estado de Direito Democrático é este em que os mesmos Socialistas que redigiram a Constituição da República, vêm agora INCONSTITUCIONALMENTE reduzir salários aos trabalhadores?

E se em tantos países, em vez de pagar mais impostos, os trabalhadores descontam para um seguro de saúde privado – sistemas que, pelo menos, na Europa funcionam – sem que com isso percam o direito constitucional do acesso à saúde, porque é que tendo nós um Serviço Nacional de Saúde tão justo, centenas de milhar de pessoas (como eu) não têm um médico de família? E porque é que os hospitais, em vez de serem públicos ou geridos por privados, além das pessoas competentes que zelam pelos cuidados de saúde da população, têm de desviar recursos para pagar a Conselhos de Administração NOMEADOS pelos partidos que estão no Governo? Esses salários não seriam, por exemplo, melhor empregues em material de diagnóstico e horas de serviço aos médicos, para eles não terem de fazer part-times nos privados?

Eu aprendi a ler, escrever e a fazer contas… Infelizmente, não aprendi a parte das contas como deve ser! Mas, sei realizar operações básicas, tal como sei ler e escrever sem passar vergonhas. Mas tive colegas no Ensino Superior que não sabiam ler nem escrever em português! E chegaram lá. Como? Se estivesse numa qualquer engenharia (daquelas em que não se passa com exames ao Domingo) ficaria chocado se algum colega meu não soubesse resolver uma operação matemática elementar. Como andei a passear pelas Humanidades (Direito e Arqueologia), choca-me que haja gente a concluir licenciaturas sem saber ler nem escrever. E não os culpo! Afinal de contas, também me passeei por um ensino Básico e Secundário sem a menor exigência – que hoje é ainda menor para não afectar as estatísticas da O.C.D.E. – e vi as recompensas dadas ao mérito… DAÍ NÃO ME TER ESFORÇADO MAIS! Mas quando ouvimos os professores a protestar por serem avaliados, devemos pensar que o mais importante é como eles avaliam os alunos. Se o sistema os obriga a dar boas notas, é claro que têm de ser maus professores e, como tal, não querem ser avaliados! OS MELHORES PROFESSORES QUE EU TIVE, DESDE O BÁSICO AO SUPERIOR, NÃO TINHAM PROBLEMAS EM DAR AS NOTAS JUSTAS! E muitos deram-me más notas com toda a justiça… Sem a pressão de serem eles próprios avaliados.

Mas quando se chega ao Ensino Superior, não é o grau de exigência que é maior… É a capacidade de lidar com o status que conta! Porque se antes disso tivemos professores com medo daquilo que lhe calha em avaliação, nas Universidades os Professores são Senhores do destino dos alunos. E muitas vezes, tanto as aulas como as avaliações são deixadas para os mestrandos, doutorandos e pós-docs, uma forma digna de TRABALHO PRECÁRIO. É claro que só quem pode – ou quem tem artimanhas com as declarações de rendimentos – é que aguenta cinco anos de Universidade… Para ir trabalhar num call center ou numa empresa de vigilância.

Mas a cultura… Ai a cultura, essa coisa que, para os gauchistas deve ser acessível a todos. Essa forma esquerdista de educar as massas… Revolta-me como se gasta tanto dinheiro do Ministério da Cultura em subsídios a artistas e museus vazios e como infelizmente o património histórico, arquitectónico e arqueológico está na mesma dependência, aquilo que realmente é de todos está entregue à bicharada. Quando não aparece algum construtor civil – quantas vezes a obra é pública! – para cilindrar o património que é de todos - e se me é permitido, devo dizer que participei na escavação de um dos povoados fortificados do Calcolítico melhor preservados da Península Ibérica, que acabou cilindrado porque o presidente da Câmara de Redondo (dissidente do P.C.P., e nem por isso melhor pessoa) teimou em cumprir a promessa eleitoral de fazer uma estrada DESNECESSÁRIA por cima daquele povoado – fica simplesmente ao abandono. Mas, como é politicamente correcto, financia-se companhias de bailado cujos directores fazem o que querem do dinheiro, orquestras que tocam para plateias vazias, teatros que não conseguem chamar público (o estupor do La Féria consegue encher o teatro dele sem um tostão dos contribuintes, aquele capitalista!), filmes que ninguém vê e pintores e escultores que ninguém conhece. Vá-se lá saber o motivo pelo qual os filmes, peças de teatro, livros e exposições, noutros sítios não só partem da iniciativa privada, como rendem dinheiro e estimulam a economia. Deve ser obra do demo capitalista que leva os artistas a oferecer às pessoas a sua arte e as pessoas ( a massa ignorante que a esquerda quer educar) a procurar aquilo que lhes interessa…

Mas quem sou eu, António Lopes Pereira Gaito, nascido aos vinte e sete dias do mês de Janeiro no ano de mil novecentos e oitenta e seis da graça do Senhor, para questionar os caminho que esta elite (E O POVO QUE VOTA NESTES ESTAFERMOS) nos conduz? Eu que sou convictamente ateu, defensor da ciência exacta, do debate de ideias livre, da democracia, das liberdades individuais, da justiça dos Homens, de direita (assim me diz quem gosta de classificar as coisas para não se sentir perdido ou de catalogar tudo para saber aonde pertence) quem sou eu para colocar em causa o mundo em que vivo?

As veias onde o sangue me corre não contêm mais a pressão, tal é a revolta que trago. Eu, como milhares, quero outra coisa… Quero justiça! Se calhar, nem todos querem a mesma forma de a cumprir. Muitos estarão, concerteza, seduzidos pelas palavras de um certo alemão, ou dos seus seguidores (duvido que a maior parte dos socialistas ou comunistas alguma vez tenha lido Marx, senão, seriam outra coisa qualquer, menos aquilo que dizem ser), mas o derradeiro objectivo é universal: a tal sociedade livre justa e fraterna que foi postulada na Lei Fundamental por um indivíduo que, antes disso, vendeu (tal como outros anti-fascistas) os que a defendiam ao regime vigente.

Nem preciso da Justiça Divina – essa fica para os Homens de Fé, quando a hora chegar! Só quero a justiça terrena: a oportunidade de um trabalho digno, de um salário justo, de um meio socioeconómico em que possa constituir família e de um Estado que zele pelos interesses do Colectivo, não dos amigos do Bloco Central. É pedir demais? As grandes conquistas da Humanidade em termos de Direitos, Liberdade e Garantias consistem nisto! A Magna Carta, a revolução Francesa, a revolução Americana, a nossa Carta Constitucional de 1826… Como é que a Terceira República pode ser mais atrasada neste aspecto? Será precisa uma Quarta República? Então eu, que até tenho simpatias monárquicas, DEFENDEREI UMA QUARTA REPÚBLICA!

«E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico.» É de Garrett, em 1846 (Viagens Na Minha Terra), e não minha a interrogação. Eu, na insensatez dos meus vinte e cinco anos, interrogo os mesmos agentes que Garrett: quantos mais portugueses é forçoso condenar à miséria, à exploração salarial, ao endividamento, à desmoralização, ao terceiro-mundismo, à absoluta incapacidade de usufruir da dignidade que devia estar presente em todos os seres humanos, para satisfazer o voraz apetite da elite que manda sem ter sido eleita? Quanto mais pobres, desempregados, esfomeados, miseráveis, serão necessários até que alguém que possa fazer a diferença dê um murro na mesa e diga “basta!”?

EU SEI O QUE QUERO – E NÃO É ISTO! Eu quero mais e quero melhor…E tenho esse direito! E não quero mais pseudo-socialismo (é que nem ao produto original temos direito!) nem sociais-democratas (outra contrafacção da versão capitalista do marxismo). Quero outra coisa! Quero pessoas reais. Pessoas que dêem o nome e a cara por aquilo que defendem, mesmo que eu não goste! Pessoas que eu possa apoiar ou responsabilizar. Pessoas que mereçam o meu voto. Pessoas e não siglas! Quero uma política com rosto humano e não com interesses partidários! Quero as pessoas dos partidos e as que não são dos partidos… Não quero é os partidos e o que os rodeia. Quero o madrugar irreal do Quinto Império, ou na falta disso, a segunda melhor coisa: um caminho novo, uma respublica nova, um novo Portugal!

Por isto tudo e, sobretudo, por mais que as palavras não podem traduzir, às três da tarde de Sábado, dia doze do mês de Março, vou estar na Avenida da República, não só para oferecer o corpo à manifestação ou protesto… Não só para reivindicar aquilo que é meu, por direito inato… Mas para ser mais um no meio da multidão! Uma voz, uma mente e um corpo no meio de tantos outros. Porque eu sou mais que eu! Eu sou parte do todo que completo e faz de mim quem sou. Eu sou português! E sou humano! Não posso tolerar mais atentados contra a condição que me define. Porque não sou só eu o prejudicado – é o Colectivo que está em xeque! Quem cala, consente… E SÓ CONSENTE QUE GANHA COM A MISÉRIA DE TODOS!





Odivelas, 8 de Março de 2010

Mais um Zé-Ninguém








O texto acima foi escrito com o maior desprezo pelo Acordo Ortográfico.

António Lopes Pereira Gaito

08/03/11

Sem pavilhões, sem ATL ...

O programa "Nós e a Escola" dá voz à insatisfação dos pais e encarregados de educação de várias escolas de Odivelas que, com a retirada dos pavilhões monobloco, ficam agora sem espaços para as Actividades de Tempos Livres (ATL). E agora, qual a solução para quem deixa os seus empregos às 18h, e não tem onde deixar as crianças? Veja aqui a noticia.

Água?? Só se for a da chuva...



Hoje, e para não fugir aquilo que já começa a ser tradição no Concelho de Odivelas, os moradores de algumas zonas da Póvoa de Sto Adrião, só encontraram água nas torneiras perto das 11h... Não há problema, quem quiser tomar o seu duche matinal pode sempre ir dar um passeio à chuva... Mas é Carnaval! Ninguém leva a mal!

Cada vez há mais a pensar como nós?


Todos os dias aparecem mais pessoas a querer colaborar no CDS, uns com mais disponibilidade, outros com menos, uns que querem manter-se independentes, outros fazendo questão em se filiarem. Uma coisa é certa, cada vez são mais os que vêem no CDS a grande alternativa para Portugal.

Agora foi Samuel de Paiva Pires, um dos bloguers que contribuem para o Estado Sentido.

07/03/11

Odivelas - Mais uma "bronca" de Mário Máximo.




Fonte: Nova Odivelas.






Realmente - António Gaito


Pode haver luz.

MUNDO CÃO.

Ao longo dos anos habituei-me a ver muitas pessoas e famílias, sobretudo as que têm casas mais isoladas, com um quintal ou um jardim, a utilizarem o cão para as vigiar, guardar e proteger. Aliás é comum por todo o Portugal ver em muitas dessas casas placas a dizer: CUIDADO COM O CÃO.

Tenho para mim que os melhores testemunhas da eficácia deste sistema de segurança e vigilância, para além dos próprios “amigos do alheio”, são os tradicionais carteiros, os quais vêem nesta classe profissional (cão de guarda) os seus maiores inimigos e as razões dos seus maiores sustos e pesadelos.Contudo, aqui em Odivelas, Terra de Oportunidades, talvez para dar jus ao lema parece que tudo é diferente, ou melhor que alguns querem fazer com que tudo seja diferente; vejamos:

- Inaugurou-se há pouco tempo uma mansão para cães (Canil Municipal), a qual sem contar com os custos da compra do terreno, custou segundo algumas estimativas, mais de três centenas de milhares de euros;

- Para dar o apoio necessário aos animais, colocam-se nessa mansão, tal como é óbvio e necessário, tratadores e veterinários, com os custos inerentes a serem suportados pelo município (todos nós);

- Agora, como se não bastasse, em vez de se colocarem uns cães para proteger, guardar e vigiar a mansão (Canil Municipal), faz-se um contrato de vigilância humana no valor de quarenta e sete mil seiscentos e quarenta euros, colocam-se lá uns vigilantes humanos a proteger os cães e em vez de uma placa a dizer cuidado com o cão, coloca-se uma placa com o nome da empresa de vigilância/segurança.

Tudo isto num Concelho onde há pessoas e famílias sem casa, a passarem por inúmeras dificuldades de sobrevivência, sem médico, sem dinheiro para os medicamentos e onde, ironicamente neste momento, muitos dos seguranças/vigilantes das instalações municipais estão com 3 ou 4 meses de salários em atraso.

É por isso que há quem diga e defenda, que Odivelas é uma Terra de Oportunidade, e que há outros, como é o meu caso e cada vez somos mais, a pensar que este é cada vez mais um “mundo cão” e que por isso mesmo defendem que em Odivelas as pessoas devem estar sempre em primeiro lugar.

05/03/11

Falta de água em Odivelas – BASTA!

Já lhe perdi as contas, mas nos últimos 15 dias já faltou água em Odivelas umas 5 vezes. Hoje voltou a faltar, mas o mais grave é que a Câmara se mostra incapaz de resolver a questão dos SMAS. Passam-se os anos e apesar das inúmeras promessas, os sucessivos executivo deste município, todos da responsabilidade do PS e PSD, não conseguiram resolver esta questão.

Como se não bastasse todo este mau serviço vieram a público notícias de que o SMAS se prepara para aumentar em 142% taxa dos resíduos sólidos.

Por mim e pelo CDS chegou a hora de dizer: BASTA!

Mário Máximo – e vai mais uma!

Segundo notícias vindas a público no Nova Odivelas, na passada sexta-feira, Odivelas perdeu a oportunidade de receber um grande evento económico no qual estariam presentes mais de 100 empresários portugueses, todas as associações empresariais portuguesas e uma forte delegação oriunda da China.

Segundo o Nova Odivelas, a ineficácia, ou melhor, a falta de uma resposta atempada do Vereador das Actividades Económicas, foi a razão pela qual este evento da responsabilidade da AICEP (antigo ICEP), em vez de se realizar em Odivelas, se realizou em Sacavém.

A confirmação desta notícia, depois de tudo o que temos vindo a denunciar nesta área, só nos vem dar mais razão, o pelouro das actividades económicas tem que mudar de mãos.

Clique aqui e veja na página 3 a notícia onde também consta a opinião do Vereador Paulo Aido e a minha sobre mais este triste episódio.

Abaixo de cão.


Sempre tive, sempre gostei de animais e sou da opinião que devem ser respeitados e bem tratados, mas quando são melhor tratados que as pessoas, algo vai muito mal na nossa sociedade. É desse paradigma, face a episódios que se estão a passar em Odivelas, que escrevo no Mundo Cão.

Comunincado


Vigilantes com ordenados em atraso.



Ao tomar conhecimento que os trabalhadores da empresa de segurança e vigilância que a Câmara contratou para que exercer essas funções nos edifícios municipais estão com três meses de salários em atraso o CDS/PP não se pode mostrar indiferente a esta situação.

Nesse contexto, para além de se solidarizar com essas pessoas e com as suas famílias, tanto mais que apesar da situação todos estes funcionários têm continuado a cumprir exemplarmente as suas funções, não podemos deixar de demonstrar a nossa apreensão perante tal situação.

Nesse sentido vamos requerer à C. M. de Odivelas que informe:

1 – Qual o prazo de pagamentos acordado com esta empresa;

2 – Se está a cumprir com os prazos acordados e ao final de quantos dias está a liquidar as respectivas facturas;

3 – Quais os critérios e as razões que conduziram à contratação desta empresa;

4 – Que precaução adicional tomou aquando da contratação, sabendo que a empresa anteriormente prestava este serviço teve problemas semelhantes e segundo consta pertence aos mesmos sócios;

5 – Que garantia de segurança é que uma empresa, onde a fiabilidade e a confiança são condições essenciais, dá neste contexto;

6 – Quais as diligências que estão a ser feitas para que esta situação seja regularizada no mais curto espaço de tempo;

Concelhia Politica do CDS/PP - Odivelas

03/03/11

A demissão do Director Finaceiro da C.M. de Odivelas.


Segundo noticias, Sérgio Pipa, o Director Departamento de Gestão Financeira e Patrimonial, demitiu-se esta semana das funções que exercia na C.M. de Odivelas.

Lembro que este é a segunda pessoa que num curto espaço de tempo se demitiu desta função e que perante a situação financeira em que se encontra o Município, a qual tem sido denunciada insistentemente pelo CDS, urge que se esclareça as razões que levaram a esta demissão.

01/03/11

Rui Ribeiro - Mais um artigo no odivelas.com


Mais um texto de Rui Ribeiro já está publicado no Odivelas.com. Convido todos a ler o "Ide-velas: a queda das promiscuidades partidárias e o nascer de uma sociedade de meritocracia"

Odivelas - Mais um caso de Polícia.

Eventualmente este post é para maiores de 18 anos.

Nos últimos tempos as notícias sobre episódios violentos no Concelho de Odivelas têm-se a multiplicar, embora a Dr.ª Susana Amador, também aqui continue a fingir que nada de relevante se passa, a verdade é que elas vão acontecendo. Desta vez foi um segurança que levou com um balázio nos "tomates".

Textos que enganam.

"Público - Só oito municípios prescindem de IRS dos seus residentes
28 fev. 2011 ... Versão ultra-leve das notícias de última hora do Publico.pt ... Santarém, Setúbal, Portalegre, Vila Real, Cascais, Loures, Odivelas, ... Se, no caso das grandes cidades, aquela participação no IRS dos seus munícipes ..."

Este foi o texto que me levou ao engano. De facto o que o Público diz, é que há apenas 8 municípios que abdicam da receita do IRS das pessoas que neles vivem. É o caso de Ponte de Lima como eu tenho referido, e de mais 7, Albufeira, Alcoutim, Belmonte, Boticas, Gavião, Oleiros e Vieira do Minho. Diz mais o texto do Público, que há Municípios, esses sim que recebem pela medida grande e aí vem Odivelas.

Peço desculpa ao Público pelo lapso, mas ler as notícias na diagonal, às vezes dá nisto.

27/02/11

Reunião na Concelhia


Na próxima quinta-feira, 3 de Março, às 21.30h., haverá mais uma reunião na Concelhia do CDS de Odivelas. Nessa reunião será feito o balanço e a avaliação da actividade politica no Concelho e serão projectados os próximos passos.

A reunião, como habitualmente, decorrerá na sede da Concelhia, R. Alves Redol, 15-B em Odivelas e será aberta a TODOS, quer sejam membros da Comissão Politica, Militantes ou Simpatizantes.

Mariana Cascais no Fórmula Resolvente.


A deputada do CDS-PP na Assembleia Municipal de Odivelas, a Prof. Mariana Cascais, esteve esta semana no Fórmula Resolvente a debater a Regionalização. Na sua primeira intervenção, que é de tema livre focou a quetão da Petição para a abertura ao público do Mosteiro de Odivelas, para ver e ouvir pode clicar aqui.

25/02/11

Odivelas - A. Municipal de 24/02/2011 (3)

3ª Nota- Situção Financeira.

Como na última vez que aqui estivemos a debater esta questão não fiquei devidamente esclarecido, agradeço que nos informe como é que a Câmara calcula o prazo médio de pagamento a fornecedores.

Isto, só para que eu possa aprender como é que chega à conclusão que a Câmara não ultrapassou os 180 dias de prazo médio de pagamento.

Odivelas - A. Municipal de 24/02/2011 (2)

2ª Nota - Educação

Já aqui denunciámos várias anomalias com os equipamentos escolares, como por exemplo:

-Escola da Arroja – Entre outras coisas uma varanda para as crianças do JI sem a devida protecção (passou mais de um ano e continua na mesma).

- Escola Barbosa du Bocage – Entre várias coisas disseram que seriam feitas reparações no período das férias do Verão, ela começaram precisamente no fim desse período ou seja quando começaram as aulas. Foi dito depois que as obras terminariam no Natal e ainda lá estão.
Pior, é que estão de facto a fazer um telheiro, mas eliminação dos perigos estruturais como muros alto sem protecção e grades com extremidades pontiagudas lá continuam.

- Há um ano com o vento caiu um pavilhão numa escola da Pontinha, valeu não ter sido no período de aulas, na altura afirmou-se que iria ser feita uma inspecção rigorosa a todos os equipamentos semelhantes e passado um ano, com a idêntica sorte de não ser no período de aulas, caiu outro pavilhão com o vento.

Infelizmente não tenho tempo para enumera mais situações, como por exemplo a falta de leite, mas pela gravidade das questões e pela inércia demonstrada, começa a parecer-nos que este pelouro está em tão boas mãos quanto o das actividades económicas.

Odivelas - A. Municipal de 24/02/2011 (1)

1ª Nota - Actividades Económicas.

É para deixar aqui mais uma vez expresso, de forma clara, que exceptuando o caso de miséria extrema, da doença e da deficiência, o maior problema da actualidade em Portugal e em Odivelas é o estado da economia e o desemprego.

Perante os números, é para nós claro que um euro investido na manutenção de postos de trabalho e/ou na criação de novos, para além das receitas extraordinárias que isso poderá significar, representa uma elevada poupança em acção e apoio social.

Nesta matéria advertimos mais uma vez para a necessidade de se elaborar com a maior urgência um plano, com objectivos e uma estratégia bem definida, a qual possa permitir uma intervenção concreta, assertiva e eficaz.

Este sector, o qual é vital para o Concelho, não pode ficar vetado ao abandono, nem à mercê de medidas avulsas e precipitadas que nada adiantam. Cada dia que passa, sem que nada se faça, é mais um dia em que o desemprego aumenta e a angústia se acentua em muitas mais pessoas.


É aqui, perante a ineficácia verificada que está quanto a nós a grande questão e é tanto maior, quanto sabemos que até ao momento, passado que foi um ano e depois de várias insistências, a Comissão das Actividades Económicas ainda não recebeu a caracterização do tecido económico em todo o Concelho.

Isto é elucidativo e altamente preocupante!

24/02/11

Hoje há Assembleia Municipal


Eu e a Dr.ª Mariana Cascais lá estaremos para debater, entre outros pontos, a Actividade e Situação Finaceira do Município.

22/02/11

A imagem da semana 2.


Nota: Tal como a imagem da semana 1 a fonte é o Nova Odivelas (pag. 15).

A Bancada do PS ontem na A. Municipal.


Já aqui mencionei a inoportunidade de Eduarda Barros na sua intervenção, agora pode clicar aqui e ver a justificação que Miguel Cabrita tentou encontrar para justificar o voto contra do PS.

Bem-Vindo!


A Ex-Vereadora e agora despromovida a Deputada Municipal, veio ontem a público (Assembleia Municipal) dar as boas-vindas ao CDS na defesa do Património (caso do Sr. Roubado) e na luta pela abertura ao público do Mosteiro de Odivelas.

Disse a este propósito que estas são questões com que o PS à muito se preocupa e nas quais há muito trabalha; eu acredito e posso até nem ter dúvidas, mas os resultados alcançados, com grandes responsabilidades das pessoa em questão (foi Vereadora no anterior mandato), são os conhecidos - O Mosteiro está fechado e o Sr. Roubado está vandalizado.