28/04/07

Demissão de Vice-Presidente da Câmara de Odivelas

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Odivelas vem, por este meio, demonstrar a sua preocupação perante a instabilidade política que afecta neste momento o Executivo da Câmara de Odivelas, com o anúncio da demissão do Vice-Presidente Vitor Peixoto.

Sobre este tema há a referir o seguinte:
  • O CDS-PP de Odivelas confirma o que por diversas vezes denotou, nomeadamente na reunião que teve com a Sra. Pres. de Câmara sobre a Análise de 1 Ano de Mandato, com a existência de conflitos latentes que demonstravam claros desalinhamentos estratégicos e operacionais;
  • Teme o CDS-PP de Odivelas que este conflito, em conjunção com o publicitado “mau-estar” com a Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, possa trazer instabilidade ao dia-a-dia dos odivelenses e ao próprio funcionamento do Executivo Camarário;

Assim, espera o CDS-PP de Odivelas que se solucione rapidamente esta crise (Demissão de Vice-Presidente da CM Odivelas e Instabilidade na JF Odivelas) e que este Executivo Camarário possa retomar o seu normal funcionamento, e em particular possa cumprir com algumas das promessas tidas aquando da Campanha da Eleições Autárquicas de 2005, nomeadamente:

  • Finalização do Processo do PDM do Concelho de Odivelas – comprometimento ainda do anterior Executivo e restabelecido pelo actual;
  • A Recuperação Financeira do Munícipio – onde se aguarda o relatório interno 2ª fase de pormenor de apuramento de responsabilidades e que estava previsto para Janeiro de 2007;
  • Contrução do Jardim Municipal de Odivelas – obra prometida e que seria realizada em menos de 1 ano de Mandato por algumas forças políticas deste Executivo;
  • Conselho Municipal de Juventude – comprometimento pessoal da Srª Presidente e aprovado em Assembleia Municipal ainda em 2005, mas que ainda não saiu do “papel”;
  • Resolução da forma de gestão e partilha dos SMAS Loures e Odivelas;
  • Requalificação das AUGIs;
  • Modernização e Localização do Tecido Empresarial;
  • Entre muitos outros;

Acima de tudo, considera o CDS-PP de Odivelas que este Executivo continua a não ter uma noção bem pensada no que diz respeito à Identidade do Concelho. O trabalho até agora apresentado quanto às linhas estratégicas do PDM de Odivelas, ilustram isso mesmo, isto é, um conjunto avulso de medidas sem um cariz identitário e de ligação clara entre freguesias no Concelho.

A Comissão Política Concelhia
CDS-PP Odivelas

04/04/07

Serviços Municipalizados: A desculpa dos desculpados

O tema dos Serviços Municipalizados está de novo na ordem do dia nos Municípios de Odivelas e de Loures. A falta de solução para um problema de há largos anos continua (desde a criação do Município de Odivelas).
É uma saga que tem trazido claros problemas no serviço ao Concelho de Odivelas, pois as falhas de gestão nos SMAS repercutem-se ainda mais sobre Odivelas, considerado uma espécie de “filho” não desejado pela Administração, mas com quem tem de conviver.

Neste aspecto há duas fases importantes, que se estão a discutir de momento, para o futuro dos SMAS: a partilha de responsabilidades (custos e proveitos) entre Odivelas e Loures e o seu modelo de gestão.

Recentemente fui convidado a assistir a um debate bem organizado pela rádio local sobre os SMAS, o qual foi muito importante para perceber ainda mais da história das partilhas entre os dois munícipios e a forma como os diversos intervenientes políticos locais se posicionam perante problemas que eles próprios criaram. É caricato ver que em resumo PS, PSD e CDU se acusem mutuamente, indiquem casos passados sobre o que o seu “vizinho” fez, resolvam apontar o dedo para Loures e façam Odivelas de “coitadinha”. Deste conjunto de acusações, apenas posso concluir que se desculpam, pois querem ser desculpados por tudo o que “não fizeram” em prol dos odivelenses. Se nalguns casos há uma clara incompetência, noutros há a típica atitude portuguesa de “assobiar para o lado, e esperar que alguém resolva”. Em conclusão, pouco ou nada fizeram, pois muitos nem quiseram!

Agora chegou a fase onde se chegou ao limite, e os odivelenses questionam mais uma vez pela melhoria de nível de serviço, que em épocas festivas denota a clara ineficácia do sistema actualmente em vigor.

A partilha (custos e proveitos) dos SMAS, entre o que é de Odivelas, e o que é de Loures, é naturalmente algo complexo, mas que tem de ser discutido aprofundadamente. Parece-me apenas que os negociadores de Odivelas entraram “envergonhados e com medo”. Não percebi porquê, pois quando se entra numa negociação, se um dos lados mostra parte fraca, o outro coloca logo a sua “ancoragem” elevada (técnica de negociação). Pois bem, e sabendo que estou a simplificar, as contas têm obrigatoriamente de andar por um conjunto de variáveis: população de cada concelho, quilómetros de infra-estruturas existentes (será que existe esse levantamento?) e número de colaboradores afectos às limpezas dos resíduos solídos. Tendo estas variáveis em cima da mesa, penso que o facto do Governo estar como mediador desta “fórmula de partilha” me parece a mais ajustada (teve bem a Sra. Presidente de Câmara em requerer este mediador), pois só assim se chegará a um fim, caso contrário as “rivalidades locais” seriam ainda maiores. Agora há que rapidamente pôr termo a esta fase negocial, se não, nas próximas autárquicas continuaremos a ter este tema na senda política do concelho.

A fase seguinte dos SMAS será o seu modelo de gestão. Essa “guerra” será certamente mais fraticida, pois todos sabem que o prejuízo dos actuais SMAS é por má gestão, e talvez por outras “razões que a razão desconhece”. Se olharmos para Oeiras, os lucros constantes demonstram uma eficácia exemplar, e que convida as forças políticas tradicionais (PS, PSD e CDU) de Odivelas a procurarem estar na linha da frente para alcançarem os famosos lugares de gestão.

Os modelos partilhados entre os dois Munícipios, actualmente discutidos não resultarão certamente, pois as “feridas” intermunicipais, com o caso da negociação, serão difíceis de sarar, e a discussão entre quem tem 3 lugares em 5, na Administração, será uma luta contante pelo “poleiro”. É por esta razão, que o CDS-PP é favorável à existência dos SMAS Odivelas, sabendo que a partilha de recursos seria o desejável.

Acima de tudo, independentemente de Odivelas ter os seus próprios SMAS, o CDS-PP é defensor de uma gestão com parceria público-privada, isto é, a gestão dos SMAS deverá ser uma equipa/empresa profissional capaz de rentabilizar os activos e capaz de garantir níveis de serviço garantidos aos odivelenses. Esta equipa/empresa profissional de gestão seria remunerada pelos seus níveis eficazes ou não alcançados, isto é, tal como em várias empresas privadas e públicas, o que conta são os resultados alcançados a vários níveis, e neste caso contariam naturalmente os ganhos de produtividade, de nível de serviço (água, resíduos, etc.), resultados financeiros, etc. Com isto, a CM Odivelas poderia assim assegurar que a influência política, não interferia na gestão de um serviço que deverá ser constante, do ponto de vista estratégico, e não ziguezaguiante, conforme as eleições.

Em jeito de conclusão deste meu resumo (muito haveria por dizer ...) sobre o tema dos SMAS, relembro que os políticos locais (e não só) não se devem esquecer que foram eleitos pelos cidadão, e por isso acima de tudo devem servir e não servir-se. Não procurem o “lucro pessoal fácil”, procurem a sustentabilidade dos SMAS, pois ganham todos, inclusivé os próprios políticos.

Rui Ribeiro
Presidente CDS-PP Odivelas

Revista Figura - Entrevista David Martins - Pres. JP Odivelas

A figura esteve à conversa com o recém-eleito líder da JP Odivelas. David Martins fala dos projectos da Juventude Popular para o concelho, aponta as diferenças relativamente à direcção anterior e aborda, ainda, a crise interna do CDS-PP (...)

http://www.revistafigura.com/index.php?option=displaypage&Itemid=504&op=page&SubMenu=

Protocolo de Delegação de Competências: A divisão das Juntas com a Câmara

As Juntas de Freguesia têm um papel vital na vida dos munícipes onde em coordenação efectiva com a Câmara Municipal poderão definir e alinhar implementações quer em termos estratégicos, quer em termos operacionais, nomeadamente na execução das políticas de proximidade ao munícipe.

Odivelas tem sido um bom exemplo disso com a criação do Protocolo de Delegação de Competências da Câmara nas Juntas de Freguesia. Este protocolo permite assim delegar às Juntas a gestão de um conjunto de recursos, desde ajardinamentos, até aplicação de pequenas obras, etc.

Se até aqui estamos todos de acordo no bem que a delegação de Competências traz aos odivelenses, a forma da sua execução prática já nos divide, isto porque, não existe um controlo efectivo de que as verbas para determinadas funções são efectivamente gastas nesse determinado fim.

Considero que, a bem da verdade, a dotação que a Câmara Municipal dá às Juntas ao abrigo deste Protocolo de Delegação de Competências necessita de ter efectividade prática sobre os recursos. Assim, há a necessidade de garantir que os fundos dados para jardins são aplicados em jardins, que os fundos dados para sinalização são de facto aplicados em sinalização, etc. Os fundos não podem ser redireccionados para outras actividades, quando as dotações têm fins concretos e específicos. Não podemos ter dúvidas que os dinheiros públicos são utilizados em fins adequados, por muito boas que sejam as intenções das Juntas de Freguesia.

Actualmente o procedimento realizado pelas Juntas é de que recebem uma verba, e gerem-na da forma que bem entendam. Naturalmente que o princípio da Delegação de Competências é automaticamente traído.

Neste âmbito existem assim dois pontos a clarificar: a forma como são construídos os pontos e ponderações do Protocolo e a forma de Auditar a sua Execução.

No primeiro plano, e tendo por base o que ocorre hoje, verifica-se que as diferentes verbas não têm o destino directo a que se destinavam, pelo que neste ponto há assim que rever se as ponderações e as rubricas (jardins, colaboradores, manutenções, etc.) são as mais correctas.

Num segundo plano, a Câmara tem de Auditar a execução do Plano de Delegação de Competência, por forma poder futuramente optimizar e melhorar o próprio plano, bem como ter a certeza que os dinheiros públicos, oriundo dos impostos dos odivelenses, é aplicado correctamente.

Só assim se consegue alinhar as definições Estratégicas emanadas da Câmara Municipal, com a sua Operacionalização pelas Juntas de Freguesia.

Ana Nobre

06/02/07


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim

22/12/06

Informação e Opinião

(...) Por outro lado, segundo um inquérito à utilização das tecnologias de informação e comunicação pelas famílias portuguesas, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, referente ao período entre 2002 e 2006, concluiu-se:

1. Em Portugal, apenas 45% dos agregados têm computador;

2. Essa percentagem é maior em Lisboa, onde atinge 53%;

3. O que diz respeito à utilização de Internet, o valor ronda os 35%, o que deixa Portugal apenas à frente da Grécia e ao lado de Itália, mas atrás dos demais países da EU, onde 54% das pessoas usam Internet;

4. Com banda larga, 24% dos lares.

E com estes dados, pensemos no conceito de Choque Tecnológico...

Artigo completo em Diário de Odivelas.

15/12/06

O discurso deve ser Elevado – Odivelas não precisa de emissários assanhados!

Como preâmbulo deste artigo, queria deixar claro que, ao contrário de outros, a minha profissão não é ser político (apesar de gostar de fazer política), que niguém da minha família trabalha na política, não têm quaisquer cargos de cariz político, nem a nível nacional, nem a nível local, desde a criação do Município de Odivelas. Vejo a política como o meio de servir Portugal, não de me servir!

Aparentemente criei ultimamente algum incómodo nalguns sectores políticos instalados de Odivelas, nomeadamente o PSD local que envia emissários para desviar atenções. Será por eu ter constatado inverdades, ou apenas por ter apresentado factos.

Se quisesse continuar na guerra de palavras e trocadilhos, e não das ideias com os emissários, então poderia ser muito irónico e continuar a baixar o nível, para tal bastava-me ser bem mais sarcástico. É muito fácil escrever desta forma quando não se tem argumentos, por isso podia inclusivamente intitular artigos de forma fácil como “Descemos ao mercado”, ou à semelhança de um slogan de uma marca automóvel poderia intitular “O peixe mostra a sua guelra”. Ironizando ainda mais um pouco, concluiria facilmente que afinal o cardume existe, e que quando se toca no coral que não está para servir o oceano, mas a servir apenas o cardume, sai sempre um peixe miúdo, em vez do peixe coordenador, rapidamente a desafiar quem pretende colocar e mostrar como um coral pode servir todos e não alguns. Mas, não é isso que me traz hoje aqui a escrever o artigo.

Quando se está de forma séria em tudo aquilo que se faz, nomeadamente na política, e quando alguém invoca alguma injustiça, contrapôe-se com apresentação de trabalho realizado ou com apresentação de provas credíveis e suportáveis. Não se faz a velha técnica da política de levantar poeira e procurar desviar atenções. Quando não se tem como justificar o injustificável: Grita-se. Ou em bom português se chama de “calçar o pé de chinelo”. Pois comigo não contem para isso... já no passado o tentaram, até de outras formas mais intimidatórias ...

Para quem não se lembra ou não sabe, o trabalho do CDS-PP na Assembleia Municipal sempre foi em prol de Odivelas e não de interesses meramente políticos, ou menos claros. Prova disso foram as variadas tentativas do CDS-PP em auditar processos, como crescimentos abruptos em construção nalgumas urbanizações, concursos estranhos, entre outros, mas que outras forças políticas não quiseram esclarecer. Como muitas vezes referi na Assembleia Municipal: “Quem não deve, não tem que temer, basta esclarecer!”.

Outros casos que demonstram o que é estar na política de forma séria, foi o facto de ter votado favoravelmente por várias vezes propostas de outras bancadas, nomeadamente da força política mais à esquerda de então, mas que visavam com essas propostas o bem de Odivelas e dos Odivelenses. Não foi por serem propostas alheias que não as votei, ao contrário de outros.

Finalmente, resta apenas referir algum do trabalho proposto pelo CDS-PP nos últimos anos: a criação da Tarifa Familiar para o Saneamento, com o objectivo de apoiar as famílias numerosas; a criação do Conselho Municipal de Juventude, que se espera entrará em vigor em breve; a melhoria das Condições das zonas circundantes e interiores dos Centros de Saúde, nomeadamente de Famões e Pontinha; proposta de reabilitação das Zonas Ribeirinhas do Concelho em conjunto com a Criação de Quintas Temáticas, realizando assim uma melhoria na qualidade de vida do Concelho – proposta que se começa a falar agora; incentivos a Jovens Empresários e Empresas que se queiram instalar em Odivelas, entre muitos outros.

Como vêem, é com apresentação de trabalho que costumo distinguir: quem fala muito, de quem executa. Não sei se é deformação profissional, por ser engenheiro, mas é uma característica pessoal.

Aqueles que andam por aí assustados por que se andam a divertir, dou-lhes uma dica pessoal: tudo aquilo que faço na política tem de ter divertimento, já bastam os problemas do dia-a-dia.

De resto, acho sim divertido os outros também, o que é sempre positivo, pois estiveram 7 anos consecutivos a gerir um Concelho de uma forma “instalada”, gastando e gastando, sem sequer perceberem que o que gastavam também era deles, e mais, era da sua responsabilidade. Depois com grande demagogia dizem que fazem Jardins, Piscinas, Pólos Empresariais, Centros de Saúde, entre outras promessas, em menos de 365 dias. Agora depois da Auditoria às contas do Município dizem algo do género “não sei de nada, eu estava cá, mas não tenho qualquer responsabilidade”, ou então dizem muito coitadinhos “lamentamos é que a situação financeira não permita aos nossos vereadores fazerem mais do que aquilo que fazem”. Mas será que não foram eles também que criaram essa situação? Mas será que não há imaginação suficiente para fazer actividades sem fundos? Se não fazem nada, podem demitir-se, pelo menos contribuiem para as poupanças orçamentais!

Finalmente, convém referir que felizmente sei escrever, posso comentar, e até dar notas, pois dou aulas. Não nasci ensinado, por isso estudei, estudo, aprendo com a vida, e com todos aqueles que sabem discutir ideias e ter responsabilidade nos actos. Mas, acima de tudo, procuro divertir-me.

Rui Ribeiro
Pres. CDS-PP Odivelas

12/12/06

Portugueses da Bola

No Passado lutou-se - de armas na mão - sempre para ser(mos) independentes dos outros. Hoje, oferece-se - por uma bola de futebol? - a nacionalidade portuguesa.

I
1 de Dezembro de 1640.
Um grupo de nobres patriotas portugueses, conjura, na clandestinidade, um plano para derrubar o representante real da magestade estrangeira e reestabelecer a independência de Portugal, do jugo espanhol, na pessoa de Filipe III (IV de Espanha).

2 de Dezembro de 2006.
Um grupo de lunáticos portugueses pretende oferecer a nacionalidade portuguesa a uma pessoa que é apenas conhecida por algumas pessoas e por ter jeito para dar pontapés na bola. Refiro-me, é claro, não a Deco que já teve a nacionalidade oferecida, mas, a um tal "Pepe". Porque o coitado só sendo português é que pode jogar na "selecção portuguesa".

Há 366 anos, os conjurados da Restauração, como há mais de 600 anos, o monge-guerreiro e Condestável do Reino, saiu dos claustros para pegar em armas, tal como há mais de 850 anos o infante D. Afonso teve de lutar contra a sua mãe, que grávida com uma irmã sua no ventre, abandona o pai para se amancebar com dois irmãos galegos, lutou com outros nobres fidalgos, do então Condado Portucalense, para estabelecer um Reino, um Povo.

No Passado lutou-se - de armas na mão - sempre para ser(mos) independentes dos outros.

Hoje, oferece-se - por uma bola de futebol? - a nacionalidade portuguesa.

II
Qualquer visitante que escolha Portugal pode obter a nacionalidade portuguesa e um livre acesso a um passaporte europeu, com a maior das facilidades. Basta querer-se. Não é necessário ser-se digno e merecedor. Digam o que disserem, a nacionalidade continua "em saldo"!

É com frequência que se apodam os portugueses de "racistas" e "xenófobos", mas, é para esta terra que vêm e escolhem ter a nacionalidade, de um país de que se queixam, mesmo quando não ficam nem pretendem ficar por cá!

Portugal pode e deve acolher os estrangeiros que nos visitam com urbanidade, sem que isso deva necessária e imediatamente conceder uma autorização e permanência de residência.

O País tem de poder integrar quem esteja disposto a ser integrado e não permitir quem não quer ser integrado. E ser integrado significa fazer parte do que é nosso. E não impôr modos e estilos de vida que não têm nada a ver connosco, com a nossa cultura.

O relativismo cultural - semente do multiculturalismo - é uma forma indirecta de imposição de culturas minoritárias, étnicas, muitas das vezes.

Apregoam-se loas ao multiculturalismo, mas quando os portugueses de origem, digamos assim, ou se quiserem os Euro-Portugueses, forem uma minoria na sua sua própria terra, e não tiverem a quem pedir ajuda, restar-lhes-á o exílio da sua ditosa pátria, nas, muito felizes palavras de Lvis Vaz de Camões.

Texto escrito para a Coluna às Direitas, do Diário de Odivelas.

07/12/06

Odivelas: Um Concelho com Muito Futuro, mas ...

Sim, há sempre um “mas...”.

Odivelas tem tudo para vencer, depende antes de mais de todos os odivelenses contribuirem para tal, mas depende acima de tudo de quem lidera e gere os destinos do Município.

Leia todo o artigo em: http://www.novaodivelas.pt/sitemega/view.asp?itemid=1174&catid=108

Ana Nobre

04/12/06

Avaliação do Executivo no 1º Ano: 7 valores, apesar da Positiva da Sra. Presidente

Um ano depois das eleições autárquicas pode-se fazer um primeiro balanço do Mandato de Executivo da Câmara de Odivelas.

No que diz respeito ao PS, verifica-se que há um grande da Sra. Presidente da Câmara em “arrumar a casa” e que em boa hora pediu uma Auditoria à Situação Financeira do Munícipio. Tem muito mérito também de saber ouvir e aceitar como potencialmente válidas medidas e sugestões de quem não é do seu partido. Individualmente destaca-se com nota positiva.

Para que não restem dúvidas quanto a declarações por mim realizadas a alguns órgãos de comunicação recentemente, e tal como muitas vezes o fiz publicamente, independentemente de serem ou não do meu partido político, quando verifico que há mérito nas pessoas sou dos primeiros a dar os parabéns.

Contudo considero que a Sra. Presidente não é acompanhada pelos seus pares, ou porque têm pouca experiência e não foram talhados para a função, ou porque têm a experiência antiga e hábitos que provaram estar errados, ou porque ainda gostariam de ter outro protagonismo e por isso consideram que não podem promover em demasia a Presidente.

Em termos de PSD, aqueles que aparentemente fizeram uma coligação de oportunidade e que durante a campanha eleitoral por vezes excederam alguma linguagem contra a actual Presidente, o caso é mais bicudo.Por um lado há um vereador que procura desenvolver algum trabalho, tendo por isso mesmo caído em desgraça no seu partido a nível local. Confirma aos órgãos sociais tudo aquilo que o CDS-PP ao longo dos tempo tem referido quanto à forma de estar dos dirigentes do PSD perante o passado e o futuro. Há também os outros vereadores do PSD que preconizam a política do “nada fazer para secar a árvore”. É engraçado comparar as promessas feitas há um Ano nas quais se faziam Piscinas, Centros de Saúde, Jardins, Pólos Empresariais, tudo em menos de 365 dias, e o que realmente fizeram.
Fico sem perceber se estão só por estar em coligação, se estão mas depois se houver uma Auditoria ao seu trabalho não assumem as suas responsabilidades, ou se estão na fase da procura de alcançar um lugar não na Vereação, mas como Deputado.

Assim, com esta equipa, temo que a Sra. Presidente esteja muito pouco acompanhada por uma equipa que não formou, mas que dadas as conjunturas políticas teve de aceitar: quer internamente no seu partido, quer com o parceiro casuístico de coligação.

Por estas razões, e porque a obra feita é muito pouca, resumindo-se a acções meramente operacionais do dia a dia da vida de uma Câmara, evitando-se tomar medidas de cariz estrutural, que o Concelho de Odivelas tanto necessita, a este Primeiro Ano de Mandato do Executivo dou os 7 valores em 20. Contudo ainda há muito tempo para o término do seu “Curso”, faltam ainda mais 3 anos, pelo que se neste primeiro ano há um chumbo que não lhe permite ir a “Exame”, há ainda muito tempo para fazer o seu estudo.

Rui Ribeiro
Presidente CDS-PP Odivelas

17/11/06

Artigo - "Responsabilidade na Política e dos Políticos: Odivelas e o País"

A Proposta para o País
Sobre este tema muito se fala, muito se promete e aparentemente poucos o fazem. É por isso que considero que se deveria definir uma espécie de Código de Ética ou Lei de Serviço Público.A realidade é que as coisas não podem continuar assim!
(...)
Veja o artigo completo em: http://www.novaodivelas.pt/sitemega/view.asp?itemid=1103&catid=108

Ana Nobre

Nova Odivelas - "Balanço do primeiro ano de mandato"

(...)
Rui Ribeiro, do CDS-PP, compreende que “passado um ano de mandato, o que verificamos é que continua tudo na mesma”, uma angústia que levou ontem a uma reunião privada com Susana Amador. Assinala o responsável que este mandato “andou muito à volta de acções operacionais como a remoção das viaturas ou a alteração do regulamento do consultório veterinário – que são aspectos importantes – mas que do ponto de vista estratégico não trouxe nada de global para o Concelho”. Daí que as áreas que o partido considera como realmente importantes são: “os benefícios à criação de empresas dentro do Concelho para jovens empresários, tratar da questão da mobilidade e das acessibilidades e avançar com o PDM”.
(...)
http://www.novaodivelas.pt/sitemega/view.asp?itemid=1107&catid=134

Diário de Odivelas - «Presidente. de Câmara encontra-se numa posição de gestão isolada»

Em comunicado enviado do Diário de Odivelas, a Comissão Politica Concelhia do CDS/PP dá a conhecer as conclusões da reunião que efectuou com a Presidente da Câmara, Susana Amador

http://www.diariodeodivelas.com/151106cds.htm

Revista Figura - CDS-PP de Odivelas dá nota negativa ao executivo de Susana Amador

O presidente dos populares de Odivelas reconhece algum mérito a Susana Amador, nomeadamente, por ter “solicitado a auditoria interna”. No entanto, diz que “falta ainda cumprir algumas promessas, feitas na campanha autarquica”.

http://www.revistafigura.com/index.php?option=news&task=viewarticle&sid=1543

16/11/06

RNA - CDS-PP de Odivelas dá nota negativa ao executivo de Susana Amador

“Numa avaliação de um a 20, dou-lhe sete, porque não houve hipótese sequer de chegar ao 10, porque na realidade é um aluno muito mal preparado e talvez só quando está a chegar ao exame é que estuda”, conclui Rui Ribeiro.

http://www.rna.pt/site/modules.php?name=News&file=article&sid=23519

31/10/06

Eu Voto D. Dinis

Pelo que fez no seu reinado, pela sua visão a longo prazo e porque está umbilicalmente ligado a Odivelas, eu voto D. Dinis.

Veja o artigo completo em: http://www.diariodeodivelas.com

17/10/06

O BURACÃO DE ODIVELAS (diariodeodivelas.com)

"Espero sinceramente que a culpa não morra solteira e que esta auditoria não sirva somente para que seja feita “uma caçada a algumas bruxas desalinhadas”, isso não nos leva a lado nenhum."
Miguel Xara Brasil
Nota: Leia o artigo completo em: http://diariodeodivelas.com

14/10/06

Paulo Portas em Odivelas - TSF

Portas considera «abertura pouco responsável»
Paulo Portas criticou as prováveis alterações à lei da imigração, nomeadamente o fim das quotas vinculativas e o fim da exigência do contrato de trabalho, considerando esta «abertura pouco responsável». Num debate, o ex-líder do CDS-PP lembrou a pressão imigratória que a Bulgária e Roménia vão trazer.

http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF174243

Paulo Portas em Odivelas - Agência Financeira

"Portas diz que abertura da imigração é pouco responsável"
O ex-líder do CDS-PP, Paulo Portas, acusou o Governo de preparar uma «abertura pouco responsável» da lei da imigração, tornando as quotas indicativas e deixando cair a exigência de um contrato de trabalho.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=731570&div_id=1731

11/10/06

Paulo Portas em Odivelas - Rádio Nova Antena

Portas critica nova Lei da Imigração
O antigo líder do PP considera que nenhum país pode comportar-se como se fosse a Caritas do mundo e ninguém pode receber toda a gente. Portas esteve, ontem à noite, no CAELO, em Odivelas a debater a imigração. Diz que é preocupante a abertura que o Governo está prestes a demonstrar com a nova lei da imigração, ao promover uma quota de entrada que deixa de ser vinculativa.Exige ainda que o Executivo de Sócrates acabe com uma situação que o comentador chama de esquizofrénica: a de exigir segurança social a imigrantes que o próprio Estado nem sequer reconhece.

http://www.rna.pt/site/modules.php?name=News&file=article&sid=22422

Paulo Portas em Odivelas - Agência Lusa

Imigração: Portas acusa Governo de preparar "abertura pouco responsável" da lei


Odivelas, 11 Out (Lusa) - O ex-líder do CDS-PP Paulo Portas acusou terça-f eira à noite o Governo de preparar uma "abertura pouco responsável" da lei da im igração, tornando as quotas indicativas e deixando cair a exigência de um contra to de trabalho.

http://www.lusa.pt/print.asp?id=SIR-8413923

Paulo Portas em Odivelas - TVI

"Paulo Portas critica políticas do Governo"
O antigo líder popular acusa o Executivo de preparar uma «abertura pouco responsável» da Lei.

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=731641

05/10/06

Paulo Portas em Odivelas: Debate "Segura e Imigração"

CONVITE

Debate “Segurança e Imigração: Causa ou Efeito”
com Paulo Portas

10 de Outubro de 2006 – 21Horas

Local: Odivelas, Parque Maria Lamas, Auditório CAELO (junto CTT)
Contamos com a sua presença

http://cdsodivelas.blogspot.com cdsodivelas@gmail.com

01/10/06

Câmara de Odivelas deve 70 milhões de €uros, mais do dobro apresentado


A Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Odivelas vem por este meio demonstrar a sua preocupação perante o cenário negro sobre a Situação Financeira do Munícipio de Odivelas.

Sobre este tema há a referir o seguinte:
  • As Responsabilidades Políticas são integralmente do PS e PSD em virtude de serem estas as 2 forças políticas que há mais de 8 anos lideram o Munícipio. A este assunto, ambas as forças políticas dizem “não queremos aproveitamento político”, isto é, pretendem fugir inteiramente às suas responsabilidades;

  • As Responsabilidades Directas, e até se identificar concretamente quais as áreas mais responsáveis pelos indícios de ocultação de informação financeira, são certamente do Dr. Manuel Varges e do Dr. Fernando Ferreira, pois são eles os máximos responsáveis destes anos de Gestão Camarária;

  • O CDS-PP por várias vezes em Assembleia Municipal questionou os Relatórios de Actividades e Situação Financeira do Município, reforçados pelos diversos pareceres da Inspecção Geral de Finanças que desde 2003 denotavam precisamente a falta de organização e a “(...) morosidade, por parte dos serviços, na disponibilização de elementos solicitados;”

Resta agora questionar a Sra. Pres. de Câmara Municipal, Drª Susana Amador o seguinte:
  • Irá a Sra. Presidente até às últimas consequências, apresentando queixa às Instâncias Judiciais sobre os responsáveis directos deste aparente indício de contabilidade pouco clara?

  • Continuará a Sra. Presidente a contar no seu Executivo com vários dos Responsáveis Políticos da Situação? Se sim, não estará a indicar que está a compactuar com este tipo de situações?

  • Os gastos financeiros desnecessários e supérfluos continuarão a existir, nomeadamente a ideia de Mudar o Logotipo do Município?

O CDS-PP de Odivelas irá requerer o Relatório da Auditoria Interna à Situação Financeira para avaliar em detalhe algumas das situações que vieram a público e, posteriormente, avaliar a apresentação de queixas formais a instâncias judiciais.

A Comissão Política Concelhia
CDS-PP Odivelas

30/09/06

Quaestio de veritate

"Chega sempre um momento na história em que quem se atreve a dizer que dois e dois são quatro é condenado à morte"
Albert Camus
Uma vez disseram-me, e com toda a razão que, nos blogues, quase interessa tanto o que se diz como o que não se diz. Dado que o silêncio em determinados assuntos é também uma forma de opinião. Habitualmente entendido como falta da mesma, falta de interesse, ou mesmo uma abstenção. Entendo o mesmo para as colunas de opinião.

Deste modo, tendo em conta o que aconteceu no dia 12 de Setembro de 2006, na Universidade de Regensburg e a catadupa de reacções que se seguiram, eu, não poderia de modo algum, ficar calado.

Li e disponibilizei o discurso do Santo Padre do referido dia.

Todos, de alguma forma, já lemos ou ouvimos a notícia de mesmo. Já vimos também a avalanche de reacções que o discurso originou.

Sabemos ainda que muita coisa foi dita. Que as palavras do Santo Padre foram, de facto, tiradas do contexto. Sabe-se que o Papa ao citar o imperador bizantino Manuel II Paleólogo - teólogo ortodoxo e antipapista - defendeu o diálogo entre religiões e, sobretudo, o diálogo entre religião e razão.

Se ler, na íntegra, o discurso, com certeza que achará que se trata de uma intervenção brilhante e ricamente preenchida de ensinamentos.

Por outro lado, a deturpação da mensagem só pode ter duas origens: a ignorância e/ou a má-fé. Acusar Bento XVI de começar uma Cruzada é ler ao contrário o que foi dito.

Concordo e cito o que disse Nuno Rogeiro no Correio da Manhã, dia 17 Setembro, 2006:

" Em várias passagens, cita controvérsias mortais dentro do pensamento ocidental, do Cristianismo, e da própria Igreja Católica. Explica, por exemplo, que a tentativa de retirar à última a herança helenística esteve na origem da consideração da fé como um mecanismo separado da realidade. Lembra, porém, que quando se diz, na (primeira) versão grega dos Evangelhos, "Ao Princípio era o Verbo" (Logos), isso significa "no começo era a razão e a palavra".

O logos, a palavra da razão, que consubstancia a verdade, apela ao espírito. Já a guerra se joga para o corpo. Nesse sentido, a guerra é ‘irracional’, ao mesmo tempo que imoral. Citando Manuel II Paleólogo, em 1391, usa uma passagem traduzida por Theodore Khoury, explicando que, para o espírito helenístico do imperador bizantino, cercado em Constantinopla, parece "errado, injusto e desumano" que o Islão defenda a guerra, contra a razão.

Devastadora, a citação usa-se como mero exemplo, numa discussão teológica que, em vários pontos, é também demolidora para as teorias cristãs da ‘guerra justa’."

Como se explica então a avalanche de indignação gerado pelas palavras do Papa no mundo muçulmano e não só?

No mundo muçulmano radical só entendo como uma manipulação terrorista, posta em prática para exaltar os ânimos.

Do sector moderado, que também reagiu negativamente, só se pode explicar ou por desconhecimento do que foi realmente dito pelo Santo Padre, ou por medo das consequências da posição dos fanáticos radicais.

Diz vasco Graça Moura, no Diário de Notícias, 20 Setembro, 2006:

"O Papa podia também ter invocado a História. Decorreram apenas 79 anos entre a morte de Maomé e a chegada dos Árabes à Península Ibérica (711), após terem tomado conta de praticamente todo o Médio Oriente e toda a bacia do Mediterrâneo, mas decorreu mais de um milénio entre a morte de Cristo e a Primeira Cruzada (1096-1099), o que indicia imediatamente a resposta à questão de saber qual das duas religiões, na origem, tinha vocação mais expansionista e guerreira.

E o Papa podia ainda sem dúvida ter referido expressamente todas as barbaridades que, nos últimos anos, andam a ser ditas e praticadas pelo terrorismo de sinal islâmico, em nome de Alá, por esse mundo fora.

Não fez nada disso. Abordou a questão em termos extremamente sérios e sóbrios, perante um auditório universitário.

Imagine-se agora que, por uma razão de simetria, um mufti qualquer, numa universidade muçulmana qualquer, se punha a censurar violentamente as Cruzadas, ou a falar dos crimes da Inquisição imputando-os à Igreja Católica, dizendo as últimas do sinistro tribunal e da religião que o suportava, e que os católicos, por causa disso, desatavam a apedrejar as mesquitas, a ameaçar de morte os muçulmanos e a exigir a apresentação imediata de desculpas...

O terrorismo islâmico engendra cada dia novas formas de manipulação das massas. Primeiro, foram as caricaturas. Agora, é este novo alvoroço hipócrita."

Mas, após o discurso e estando os ânimos excessivamente exaltados, da Santa Sé veio, com uma enorme humildade, bondade e nobreza, uma resposta. Pelas palavras do porta-voz do Papa, Federico Lombardi:

"O Papa não teve a intenção de fazer um estudo aprofundado sobre a jihad e pensamento muçulmano neste domínio e muito menos de ofender a sensibilidade dos crentes muçulmanos... Aquilo que está bem enraizado no coração do Papa é uma clara e radical refutação da motivação religiosa da violência...querendo cultivar uma atitude de respeito e diálogo com as outras religiões e culturas e, evidentemente, com o Islão"

Mas, ainda assim foi considerado insuficiente. Continuou a pedir-se um pedido de desculpas formal e na primeira pessoa, outros exigiram que o Sumo Pontífice renegasse publicamente o discurso proferido.

Mas, da forma como eu vejo, isso nunca podia ser possível.

O Santo Padre não pode pedir desculpa porque... não ofendeu!

Assim foi, de forma resumida, o impacto que o discurso teve no Islão. Mas também no Ocidente este caso foi, ou ainda é, mediático.

Como tal, sou da mesma opinião do Dr. Durão Barroso – Presidente da Comissão Europeia, que expressou a seu desapontamento pelo facto dos líderes europeus não terem apoiado o Santo Padre depois das críticas e das ameaças que recebeu do mundo árabe.

Dizendo, ao semanário alemão Die Welt am Sonntag:

"Fiquei desapontado por não ter havido mais líderes europeus a dizer – 'É claro que o Papa tem direito de expressar o seu ponto de vista’ (...) "Temos de defender os nossos valores"

Eu considero que, entre outras coisas, Bento XVI fez, e bem, uma defesa veemente do Cristianismo como o "criador" da Europa e a sua qualidade racional como o fruto da helenização da Europa.

Pertinente foi também o que diz Luís Delgado, no Diário de Notícias, no dia 25 de Setembro de 2006:

" Carlos Magno, na sexta-feira, na sua qualidade de comentador do Contraditório, já tinha levantado a questão, com a sua característica veemência. Que seria de nós se um dia se fizesse um filme menos correcto sobre o profeta do islão ou um livro como o Código Da Vinci?! Era o fim do mundo, literalmente.

É essa a nossa diferença, e superioridade moral, da qual nunca deveremos ter medo, ou abdicar, em nome das ameaças de grupos fanáticos que ameaçam as nossas democracias.

A Europa, mas todo o mundo ocidental, cristão e democrático, tem mostrado a sua verdadeira faceta perante esta crise, que não passa de uma lividez receosa, que não inspira nada de bom para o nosso futuro como civilização moderada e respeitadora do Homem.

Há fronteiras que não se passam, ou deixam passar, e esta cobardia colectiva não augura nada de bom.

Hoje foi assim, mas amanhã viveremos num mundo de trevas, com medo de falar e pensar. É esse mundo, horrendo, medieval, brutal e sem nenhum respeito por nada nem ninguém, que se levantou contra o Papa, e que viu, sem surpresa, uma Europa vacilante, medrosa e inquieta. Pagaremos caro, mais década menos década, por esta cobardia colectiva."

Termino dizendo:

Poderá entender-se a cultura ocidental como o conjunto de todas as manifestações culturais desenvolvidas ao longo da evolução histórica da civilização ocidental.

Neste sentido, o Ocidente não é visto apenas como uma mera regionalização mundial obtida do ponto de vista geográfico, mas sim num conceito mais amplo, relacionado com uma determinada ideia de sociedade que foi vista e celebrada pelos povos ocidentais.

A Cultura Ocidental tal como a conhecemos foi evoluindo ao longo da história e tem sofrido desde sempre ameaças.

Mas, para mim, hoje 30 de Setembro de 2006, cinco anos e dezanove dias depois 11 de Setembro de 2001, o mais importante é reconhecer que há dias, como o 11 de Setembro, que não devemos esquecer. Não podemos dar tréguas ao terror. Há acontecimentos que, como este, não nos podemos esquecer, esquecê-los é virar as costas à História. Aos inocentes, devemo-lhes isso. Não esquecer.

Considero que uma das maiores medidas que podemos tomar contra o terrorismo é vivermos livres.

Está nas mãos de cada um viver sem receio, sem temor. Dessa forma não é o Governo, ou a NATO, ou a ONU, etc. que nos protege... Somos nós a zelar por nós, pela nossa sociedade. O terrorismo como a palavra indica vem de terror e do semear do mesmo. A razão pela qual nós, os ocidentais não devemos, nem podemos ter medo reflecte-se na razão pela qual a nossa coragem não deverá nunca ser abalada: a crença e orgulho nos valores morais, na herança cristã, no testemunho e história secular, no sagrado reflexo da cultura ocidental na nossa civilização, na nossa sociedade.

Cada vez que vivemos livremente, cada vez que damos a nossa opinião, cada vez que optamos, que votamos, que exercemos os nossos direitos e deveres como cidadãos de um país livre, por cada debate, em cada questão ou contestação, em cada segundo em que a sociedade ocidental vive livre e sem medo, aqui sim, é uma batalha ganha ao terrorismo, trata-se de uma vitória esplendorosa e avassaladora dos valores ocidentais, da tradição cristã e da história europeia sobre a cobardia do terror.