12/12/06

Portugueses da Bola

No Passado lutou-se - de armas na mão - sempre para ser(mos) independentes dos outros. Hoje, oferece-se - por uma bola de futebol? - a nacionalidade portuguesa.

I
1 de Dezembro de 1640.
Um grupo de nobres patriotas portugueses, conjura, na clandestinidade, um plano para derrubar o representante real da magestade estrangeira e reestabelecer a independência de Portugal, do jugo espanhol, na pessoa de Filipe III (IV de Espanha).

2 de Dezembro de 2006.
Um grupo de lunáticos portugueses pretende oferecer a nacionalidade portuguesa a uma pessoa que é apenas conhecida por algumas pessoas e por ter jeito para dar pontapés na bola. Refiro-me, é claro, não a Deco que já teve a nacionalidade oferecida, mas, a um tal "Pepe". Porque o coitado só sendo português é que pode jogar na "selecção portuguesa".

Há 366 anos, os conjurados da Restauração, como há mais de 600 anos, o monge-guerreiro e Condestável do Reino, saiu dos claustros para pegar em armas, tal como há mais de 850 anos o infante D. Afonso teve de lutar contra a sua mãe, que grávida com uma irmã sua no ventre, abandona o pai para se amancebar com dois irmãos galegos, lutou com outros nobres fidalgos, do então Condado Portucalense, para estabelecer um Reino, um Povo.

No Passado lutou-se - de armas na mão - sempre para ser(mos) independentes dos outros.

Hoje, oferece-se - por uma bola de futebol? - a nacionalidade portuguesa.

II
Qualquer visitante que escolha Portugal pode obter a nacionalidade portuguesa e um livre acesso a um passaporte europeu, com a maior das facilidades. Basta querer-se. Não é necessário ser-se digno e merecedor. Digam o que disserem, a nacionalidade continua "em saldo"!

É com frequência que se apodam os portugueses de "racistas" e "xenófobos", mas, é para esta terra que vêm e escolhem ter a nacionalidade, de um país de que se queixam, mesmo quando não ficam nem pretendem ficar por cá!

Portugal pode e deve acolher os estrangeiros que nos visitam com urbanidade, sem que isso deva necessária e imediatamente conceder uma autorização e permanência de residência.

O País tem de poder integrar quem esteja disposto a ser integrado e não permitir quem não quer ser integrado. E ser integrado significa fazer parte do que é nosso. E não impôr modos e estilos de vida que não têm nada a ver connosco, com a nossa cultura.

O relativismo cultural - semente do multiculturalismo - é uma forma indirecta de imposição de culturas minoritárias, étnicas, muitas das vezes.

Apregoam-se loas ao multiculturalismo, mas quando os portugueses de origem, digamos assim, ou se quiserem os Euro-Portugueses, forem uma minoria na sua sua própria terra, e não tiverem a quem pedir ajuda, restar-lhes-á o exílio da sua ditosa pátria, nas, muito felizes palavras de Lvis Vaz de Camões.

Texto escrito para a Coluna às Direitas, do Diário de Odivelas.

07/12/06

Odivelas: Um Concelho com Muito Futuro, mas ...

Sim, há sempre um “mas...”.

Odivelas tem tudo para vencer, depende antes de mais de todos os odivelenses contribuirem para tal, mas depende acima de tudo de quem lidera e gere os destinos do Município.

Leia todo o artigo em: http://www.novaodivelas.pt/sitemega/view.asp?itemid=1174&catid=108

Ana Nobre

04/12/06

Avaliação do Executivo no 1º Ano: 7 valores, apesar da Positiva da Sra. Presidente

Um ano depois das eleições autárquicas pode-se fazer um primeiro balanço do Mandato de Executivo da Câmara de Odivelas.

No que diz respeito ao PS, verifica-se que há um grande da Sra. Presidente da Câmara em “arrumar a casa” e que em boa hora pediu uma Auditoria à Situação Financeira do Munícipio. Tem muito mérito também de saber ouvir e aceitar como potencialmente válidas medidas e sugestões de quem não é do seu partido. Individualmente destaca-se com nota positiva.

Para que não restem dúvidas quanto a declarações por mim realizadas a alguns órgãos de comunicação recentemente, e tal como muitas vezes o fiz publicamente, independentemente de serem ou não do meu partido político, quando verifico que há mérito nas pessoas sou dos primeiros a dar os parabéns.

Contudo considero que a Sra. Presidente não é acompanhada pelos seus pares, ou porque têm pouca experiência e não foram talhados para a função, ou porque têm a experiência antiga e hábitos que provaram estar errados, ou porque ainda gostariam de ter outro protagonismo e por isso consideram que não podem promover em demasia a Presidente.

Em termos de PSD, aqueles que aparentemente fizeram uma coligação de oportunidade e que durante a campanha eleitoral por vezes excederam alguma linguagem contra a actual Presidente, o caso é mais bicudo.Por um lado há um vereador que procura desenvolver algum trabalho, tendo por isso mesmo caído em desgraça no seu partido a nível local. Confirma aos órgãos sociais tudo aquilo que o CDS-PP ao longo dos tempo tem referido quanto à forma de estar dos dirigentes do PSD perante o passado e o futuro. Há também os outros vereadores do PSD que preconizam a política do “nada fazer para secar a árvore”. É engraçado comparar as promessas feitas há um Ano nas quais se faziam Piscinas, Centros de Saúde, Jardins, Pólos Empresariais, tudo em menos de 365 dias, e o que realmente fizeram.
Fico sem perceber se estão só por estar em coligação, se estão mas depois se houver uma Auditoria ao seu trabalho não assumem as suas responsabilidades, ou se estão na fase da procura de alcançar um lugar não na Vereação, mas como Deputado.

Assim, com esta equipa, temo que a Sra. Presidente esteja muito pouco acompanhada por uma equipa que não formou, mas que dadas as conjunturas políticas teve de aceitar: quer internamente no seu partido, quer com o parceiro casuístico de coligação.

Por estas razões, e porque a obra feita é muito pouca, resumindo-se a acções meramente operacionais do dia a dia da vida de uma Câmara, evitando-se tomar medidas de cariz estrutural, que o Concelho de Odivelas tanto necessita, a este Primeiro Ano de Mandato do Executivo dou os 7 valores em 20. Contudo ainda há muito tempo para o término do seu “Curso”, faltam ainda mais 3 anos, pelo que se neste primeiro ano há um chumbo que não lhe permite ir a “Exame”, há ainda muito tempo para fazer o seu estudo.

Rui Ribeiro
Presidente CDS-PP Odivelas

17/11/06

Artigo - "Responsabilidade na Política e dos Políticos: Odivelas e o País"

A Proposta para o País
Sobre este tema muito se fala, muito se promete e aparentemente poucos o fazem. É por isso que considero que se deveria definir uma espécie de Código de Ética ou Lei de Serviço Público.A realidade é que as coisas não podem continuar assim!
(...)
Veja o artigo completo em: http://www.novaodivelas.pt/sitemega/view.asp?itemid=1103&catid=108

Ana Nobre

Nova Odivelas - "Balanço do primeiro ano de mandato"

(...)
Rui Ribeiro, do CDS-PP, compreende que “passado um ano de mandato, o que verificamos é que continua tudo na mesma”, uma angústia que levou ontem a uma reunião privada com Susana Amador. Assinala o responsável que este mandato “andou muito à volta de acções operacionais como a remoção das viaturas ou a alteração do regulamento do consultório veterinário – que são aspectos importantes – mas que do ponto de vista estratégico não trouxe nada de global para o Concelho”. Daí que as áreas que o partido considera como realmente importantes são: “os benefícios à criação de empresas dentro do Concelho para jovens empresários, tratar da questão da mobilidade e das acessibilidades e avançar com o PDM”.
(...)
http://www.novaodivelas.pt/sitemega/view.asp?itemid=1107&catid=134

Diário de Odivelas - «Presidente. de Câmara encontra-se numa posição de gestão isolada»

Em comunicado enviado do Diário de Odivelas, a Comissão Politica Concelhia do CDS/PP dá a conhecer as conclusões da reunião que efectuou com a Presidente da Câmara, Susana Amador

http://www.diariodeodivelas.com/151106cds.htm

Revista Figura - CDS-PP de Odivelas dá nota negativa ao executivo de Susana Amador

O presidente dos populares de Odivelas reconhece algum mérito a Susana Amador, nomeadamente, por ter “solicitado a auditoria interna”. No entanto, diz que “falta ainda cumprir algumas promessas, feitas na campanha autarquica”.

http://www.revistafigura.com/index.php?option=news&task=viewarticle&sid=1543

16/11/06

RNA - CDS-PP de Odivelas dá nota negativa ao executivo de Susana Amador

“Numa avaliação de um a 20, dou-lhe sete, porque não houve hipótese sequer de chegar ao 10, porque na realidade é um aluno muito mal preparado e talvez só quando está a chegar ao exame é que estuda”, conclui Rui Ribeiro.

http://www.rna.pt/site/modules.php?name=News&file=article&sid=23519

31/10/06

Eu Voto D. Dinis

Pelo que fez no seu reinado, pela sua visão a longo prazo e porque está umbilicalmente ligado a Odivelas, eu voto D. Dinis.

Veja o artigo completo em: http://www.diariodeodivelas.com

17/10/06

O BURACÃO DE ODIVELAS (diariodeodivelas.com)

"Espero sinceramente que a culpa não morra solteira e que esta auditoria não sirva somente para que seja feita “uma caçada a algumas bruxas desalinhadas”, isso não nos leva a lado nenhum."
Miguel Xara Brasil
Nota: Leia o artigo completo em: http://diariodeodivelas.com

14/10/06

Paulo Portas em Odivelas - TSF

Portas considera «abertura pouco responsável»
Paulo Portas criticou as prováveis alterações à lei da imigração, nomeadamente o fim das quotas vinculativas e o fim da exigência do contrato de trabalho, considerando esta «abertura pouco responsável». Num debate, o ex-líder do CDS-PP lembrou a pressão imigratória que a Bulgária e Roménia vão trazer.

http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF174243

Paulo Portas em Odivelas - Agência Financeira

"Portas diz que abertura da imigração é pouco responsável"
O ex-líder do CDS-PP, Paulo Portas, acusou o Governo de preparar uma «abertura pouco responsável» da lei da imigração, tornando as quotas indicativas e deixando cair a exigência de um contrato de trabalho.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=731570&div_id=1731

11/10/06

Paulo Portas em Odivelas - Rádio Nova Antena

Portas critica nova Lei da Imigração
O antigo líder do PP considera que nenhum país pode comportar-se como se fosse a Caritas do mundo e ninguém pode receber toda a gente. Portas esteve, ontem à noite, no CAELO, em Odivelas a debater a imigração. Diz que é preocupante a abertura que o Governo está prestes a demonstrar com a nova lei da imigração, ao promover uma quota de entrada que deixa de ser vinculativa.Exige ainda que o Executivo de Sócrates acabe com uma situação que o comentador chama de esquizofrénica: a de exigir segurança social a imigrantes que o próprio Estado nem sequer reconhece.

http://www.rna.pt/site/modules.php?name=News&file=article&sid=22422

Paulo Portas em Odivelas - Agência Lusa

Imigração: Portas acusa Governo de preparar "abertura pouco responsável" da lei


Odivelas, 11 Out (Lusa) - O ex-líder do CDS-PP Paulo Portas acusou terça-f eira à noite o Governo de preparar uma "abertura pouco responsável" da lei da im igração, tornando as quotas indicativas e deixando cair a exigência de um contra to de trabalho.

http://www.lusa.pt/print.asp?id=SIR-8413923

Paulo Portas em Odivelas - TVI

"Paulo Portas critica políticas do Governo"
O antigo líder popular acusa o Executivo de preparar uma «abertura pouco responsável» da Lei.

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=731641

05/10/06

Paulo Portas em Odivelas: Debate "Segura e Imigração"

CONVITE

Debate “Segurança e Imigração: Causa ou Efeito”
com Paulo Portas

10 de Outubro de 2006 – 21Horas

Local: Odivelas, Parque Maria Lamas, Auditório CAELO (junto CTT)
Contamos com a sua presença

http://cdsodivelas.blogspot.com cdsodivelas@gmail.com

01/10/06

Câmara de Odivelas deve 70 milhões de €uros, mais do dobro apresentado


A Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Odivelas vem por este meio demonstrar a sua preocupação perante o cenário negro sobre a Situação Financeira do Munícipio de Odivelas.

Sobre este tema há a referir o seguinte:
  • As Responsabilidades Políticas são integralmente do PS e PSD em virtude de serem estas as 2 forças políticas que há mais de 8 anos lideram o Munícipio. A este assunto, ambas as forças políticas dizem “não queremos aproveitamento político”, isto é, pretendem fugir inteiramente às suas responsabilidades;

  • As Responsabilidades Directas, e até se identificar concretamente quais as áreas mais responsáveis pelos indícios de ocultação de informação financeira, são certamente do Dr. Manuel Varges e do Dr. Fernando Ferreira, pois são eles os máximos responsáveis destes anos de Gestão Camarária;

  • O CDS-PP por várias vezes em Assembleia Municipal questionou os Relatórios de Actividades e Situação Financeira do Município, reforçados pelos diversos pareceres da Inspecção Geral de Finanças que desde 2003 denotavam precisamente a falta de organização e a “(...) morosidade, por parte dos serviços, na disponibilização de elementos solicitados;”

Resta agora questionar a Sra. Pres. de Câmara Municipal, Drª Susana Amador o seguinte:
  • Irá a Sra. Presidente até às últimas consequências, apresentando queixa às Instâncias Judiciais sobre os responsáveis directos deste aparente indício de contabilidade pouco clara?

  • Continuará a Sra. Presidente a contar no seu Executivo com vários dos Responsáveis Políticos da Situação? Se sim, não estará a indicar que está a compactuar com este tipo de situações?

  • Os gastos financeiros desnecessários e supérfluos continuarão a existir, nomeadamente a ideia de Mudar o Logotipo do Município?

O CDS-PP de Odivelas irá requerer o Relatório da Auditoria Interna à Situação Financeira para avaliar em detalhe algumas das situações que vieram a público e, posteriormente, avaliar a apresentação de queixas formais a instâncias judiciais.

A Comissão Política Concelhia
CDS-PP Odivelas

30/09/06

Quaestio de veritate

"Chega sempre um momento na história em que quem se atreve a dizer que dois e dois são quatro é condenado à morte"
Albert Camus
Uma vez disseram-me, e com toda a razão que, nos blogues, quase interessa tanto o que se diz como o que não se diz. Dado que o silêncio em determinados assuntos é também uma forma de opinião. Habitualmente entendido como falta da mesma, falta de interesse, ou mesmo uma abstenção. Entendo o mesmo para as colunas de opinião.

Deste modo, tendo em conta o que aconteceu no dia 12 de Setembro de 2006, na Universidade de Regensburg e a catadupa de reacções que se seguiram, eu, não poderia de modo algum, ficar calado.

Li e disponibilizei o discurso do Santo Padre do referido dia.

Todos, de alguma forma, já lemos ou ouvimos a notícia de mesmo. Já vimos também a avalanche de reacções que o discurso originou.

Sabemos ainda que muita coisa foi dita. Que as palavras do Santo Padre foram, de facto, tiradas do contexto. Sabe-se que o Papa ao citar o imperador bizantino Manuel II Paleólogo - teólogo ortodoxo e antipapista - defendeu o diálogo entre religiões e, sobretudo, o diálogo entre religião e razão.

Se ler, na íntegra, o discurso, com certeza que achará que se trata de uma intervenção brilhante e ricamente preenchida de ensinamentos.

Por outro lado, a deturpação da mensagem só pode ter duas origens: a ignorância e/ou a má-fé. Acusar Bento XVI de começar uma Cruzada é ler ao contrário o que foi dito.

Concordo e cito o que disse Nuno Rogeiro no Correio da Manhã, dia 17 Setembro, 2006:

" Em várias passagens, cita controvérsias mortais dentro do pensamento ocidental, do Cristianismo, e da própria Igreja Católica. Explica, por exemplo, que a tentativa de retirar à última a herança helenística esteve na origem da consideração da fé como um mecanismo separado da realidade. Lembra, porém, que quando se diz, na (primeira) versão grega dos Evangelhos, "Ao Princípio era o Verbo" (Logos), isso significa "no começo era a razão e a palavra".

O logos, a palavra da razão, que consubstancia a verdade, apela ao espírito. Já a guerra se joga para o corpo. Nesse sentido, a guerra é ‘irracional’, ao mesmo tempo que imoral. Citando Manuel II Paleólogo, em 1391, usa uma passagem traduzida por Theodore Khoury, explicando que, para o espírito helenístico do imperador bizantino, cercado em Constantinopla, parece "errado, injusto e desumano" que o Islão defenda a guerra, contra a razão.

Devastadora, a citação usa-se como mero exemplo, numa discussão teológica que, em vários pontos, é também demolidora para as teorias cristãs da ‘guerra justa’."

Como se explica então a avalanche de indignação gerado pelas palavras do Papa no mundo muçulmano e não só?

No mundo muçulmano radical só entendo como uma manipulação terrorista, posta em prática para exaltar os ânimos.

Do sector moderado, que também reagiu negativamente, só se pode explicar ou por desconhecimento do que foi realmente dito pelo Santo Padre, ou por medo das consequências da posição dos fanáticos radicais.

Diz vasco Graça Moura, no Diário de Notícias, 20 Setembro, 2006:

"O Papa podia também ter invocado a História. Decorreram apenas 79 anos entre a morte de Maomé e a chegada dos Árabes à Península Ibérica (711), após terem tomado conta de praticamente todo o Médio Oriente e toda a bacia do Mediterrâneo, mas decorreu mais de um milénio entre a morte de Cristo e a Primeira Cruzada (1096-1099), o que indicia imediatamente a resposta à questão de saber qual das duas religiões, na origem, tinha vocação mais expansionista e guerreira.

E o Papa podia ainda sem dúvida ter referido expressamente todas as barbaridades que, nos últimos anos, andam a ser ditas e praticadas pelo terrorismo de sinal islâmico, em nome de Alá, por esse mundo fora.

Não fez nada disso. Abordou a questão em termos extremamente sérios e sóbrios, perante um auditório universitário.

Imagine-se agora que, por uma razão de simetria, um mufti qualquer, numa universidade muçulmana qualquer, se punha a censurar violentamente as Cruzadas, ou a falar dos crimes da Inquisição imputando-os à Igreja Católica, dizendo as últimas do sinistro tribunal e da religião que o suportava, e que os católicos, por causa disso, desatavam a apedrejar as mesquitas, a ameaçar de morte os muçulmanos e a exigir a apresentação imediata de desculpas...

O terrorismo islâmico engendra cada dia novas formas de manipulação das massas. Primeiro, foram as caricaturas. Agora, é este novo alvoroço hipócrita."

Mas, após o discurso e estando os ânimos excessivamente exaltados, da Santa Sé veio, com uma enorme humildade, bondade e nobreza, uma resposta. Pelas palavras do porta-voz do Papa, Federico Lombardi:

"O Papa não teve a intenção de fazer um estudo aprofundado sobre a jihad e pensamento muçulmano neste domínio e muito menos de ofender a sensibilidade dos crentes muçulmanos... Aquilo que está bem enraizado no coração do Papa é uma clara e radical refutação da motivação religiosa da violência...querendo cultivar uma atitude de respeito e diálogo com as outras religiões e culturas e, evidentemente, com o Islão"

Mas, ainda assim foi considerado insuficiente. Continuou a pedir-se um pedido de desculpas formal e na primeira pessoa, outros exigiram que o Sumo Pontífice renegasse publicamente o discurso proferido.

Mas, da forma como eu vejo, isso nunca podia ser possível.

O Santo Padre não pode pedir desculpa porque... não ofendeu!

Assim foi, de forma resumida, o impacto que o discurso teve no Islão. Mas também no Ocidente este caso foi, ou ainda é, mediático.

Como tal, sou da mesma opinião do Dr. Durão Barroso – Presidente da Comissão Europeia, que expressou a seu desapontamento pelo facto dos líderes europeus não terem apoiado o Santo Padre depois das críticas e das ameaças que recebeu do mundo árabe.

Dizendo, ao semanário alemão Die Welt am Sonntag:

"Fiquei desapontado por não ter havido mais líderes europeus a dizer – 'É claro que o Papa tem direito de expressar o seu ponto de vista’ (...) "Temos de defender os nossos valores"

Eu considero que, entre outras coisas, Bento XVI fez, e bem, uma defesa veemente do Cristianismo como o "criador" da Europa e a sua qualidade racional como o fruto da helenização da Europa.

Pertinente foi também o que diz Luís Delgado, no Diário de Notícias, no dia 25 de Setembro de 2006:

" Carlos Magno, na sexta-feira, na sua qualidade de comentador do Contraditório, já tinha levantado a questão, com a sua característica veemência. Que seria de nós se um dia se fizesse um filme menos correcto sobre o profeta do islão ou um livro como o Código Da Vinci?! Era o fim do mundo, literalmente.

É essa a nossa diferença, e superioridade moral, da qual nunca deveremos ter medo, ou abdicar, em nome das ameaças de grupos fanáticos que ameaçam as nossas democracias.

A Europa, mas todo o mundo ocidental, cristão e democrático, tem mostrado a sua verdadeira faceta perante esta crise, que não passa de uma lividez receosa, que não inspira nada de bom para o nosso futuro como civilização moderada e respeitadora do Homem.

Há fronteiras que não se passam, ou deixam passar, e esta cobardia colectiva não augura nada de bom.

Hoje foi assim, mas amanhã viveremos num mundo de trevas, com medo de falar e pensar. É esse mundo, horrendo, medieval, brutal e sem nenhum respeito por nada nem ninguém, que se levantou contra o Papa, e que viu, sem surpresa, uma Europa vacilante, medrosa e inquieta. Pagaremos caro, mais década menos década, por esta cobardia colectiva."

Termino dizendo:

Poderá entender-se a cultura ocidental como o conjunto de todas as manifestações culturais desenvolvidas ao longo da evolução histórica da civilização ocidental.

Neste sentido, o Ocidente não é visto apenas como uma mera regionalização mundial obtida do ponto de vista geográfico, mas sim num conceito mais amplo, relacionado com uma determinada ideia de sociedade que foi vista e celebrada pelos povos ocidentais.

A Cultura Ocidental tal como a conhecemos foi evoluindo ao longo da história e tem sofrido desde sempre ameaças.

Mas, para mim, hoje 30 de Setembro de 2006, cinco anos e dezanove dias depois 11 de Setembro de 2001, o mais importante é reconhecer que há dias, como o 11 de Setembro, que não devemos esquecer. Não podemos dar tréguas ao terror. Há acontecimentos que, como este, não nos podemos esquecer, esquecê-los é virar as costas à História. Aos inocentes, devemo-lhes isso. Não esquecer.

Considero que uma das maiores medidas que podemos tomar contra o terrorismo é vivermos livres.

Está nas mãos de cada um viver sem receio, sem temor. Dessa forma não é o Governo, ou a NATO, ou a ONU, etc. que nos protege... Somos nós a zelar por nós, pela nossa sociedade. O terrorismo como a palavra indica vem de terror e do semear do mesmo. A razão pela qual nós, os ocidentais não devemos, nem podemos ter medo reflecte-se na razão pela qual a nossa coragem não deverá nunca ser abalada: a crença e orgulho nos valores morais, na herança cristã, no testemunho e história secular, no sagrado reflexo da cultura ocidental na nossa civilização, na nossa sociedade.

Cada vez que vivemos livremente, cada vez que damos a nossa opinião, cada vez que optamos, que votamos, que exercemos os nossos direitos e deveres como cidadãos de um país livre, por cada debate, em cada questão ou contestação, em cada segundo em que a sociedade ocidental vive livre e sem medo, aqui sim, é uma batalha ganha ao terrorismo, trata-se de uma vitória esplendorosa e avassaladora dos valores ocidentais, da tradição cristã e da história europeia sobre a cobardia do terror.

28/09/06

CONTAS DA C.M.O. - QUE VERGONHA!

QUE VERGONHA!

Que a Câmara Municipal de Odivelas está com um enorme buraco financeiro, todos sabíamos; que continuava a fazer despesas supérfluas e a “tapar o sol com a peneira”, estou farto de o escrever (Coluna às Direitas); contudo, o que aqui é noticiado é uma vergonha.

Mas para além de ser uma vergonha, cheira-me a crime e por essa razão, a ser verdade o que foi noticiado, esta conclusão deverá ser entregue com a maior brevidade aos órgãos judiciais, para que sejam efectuadas as averiguações necessárias e para que se for caso disso, sejam condenados todos os responsáveis.

Sobre o ponto de vista político convém não esquecer as responsabilidades que têm, tanto o P.S., como o P.S.D., nesta situação, partidos esses que estavam e continuam estar presentes na gestão municipal. Inclusivamente, é preciso não esquecer que muitas das pessoas são as mesmas, que continuam lá instaladas, uns como vereadores e outros como assessores.

Apraz-me registar que finalmente, segundo parece, na sua mensagem sobre este assunto, a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal começa a dar-me razão. Há uns tempos (24/6/2006), na Coluna às Direitas, do Diário Económico.com, enumerei as 3 principais medidas que na minha opinião deveriam ser tomadas:

1ª) A Reforma das Mentalidades;
2ª) Definir com clareza um objectivo estratégico para o concelho;
3ª) Saneamento económico do município.

Em cima escrevo, segundo parece, porque depois da Dr.ª Susana Amador dizer que vai fazer cortes em tudo o que é supérfluo, acaba a sua mensagem a dizer, “vamos mudar a nossa imagem, o nosso logótipo”. Para além do facto em si, alterar neste momento a imagem e o logótipo, ser tecnicamente um erro, isso implica enormes custos. Portanto parece-me, que embora a nossa edil fale agora na reforma das mentalidades e no saneamento económico da autarquia, ainda não interiorizou para si própria o que isso significa e que tem que ser ela a dar o primeiro exemplo.

Miguel Xara Brasil

22/09/06

P.D.M. E O FÓRUM DE FAMÕES.

Depois da análise que fiz a documentos públicos relacionados com o futuro P.D.M. de Odivelas e depois de ter assistido ao Fórum de Famões, fiquei com a convicção, que não há uma ideia estratégica para o Concelho e que não se sabe com que é que Odivelas vai ser conotado daqui a 10, 15 ou 20 anos.
Veja o artigo completo em:http://www.diariodeodivelas.com (Coluna às Direitas)

Novo Núcleo Museológico de Famões?

D'ZRT, UM CARTAZ NO LOCAL CERTO.

“Os Instalados: a Novela à Odivelas” in Jornal Nova Odivelas

Atenção que este artigo é verdadeiramente um artigo que pretende dar uma visão de como é a política corriqueira que se vive em Odivelas e, infelizmente, a outros níveis e em muitos locais da política nacional.

Em breve fará um ano que tomaram posse os actuais órgãos autárquicos. De lá para cá verificaram-se situações engraçadas de cariz político local, que em muitos casos parecem ser retirados de uma peça de Gil Vicente, de tanta comédia, farsas e tragicomédias que se quiseram transmitir.

Durante este primeiro ano tivémos uma Presidente de Câmara a tentar arrumar um pouco a casa, mesmo a custo de não fazer qualquer obra, mas os “polvos grudados” e as “sanguessugas” são tantas, que está mais longe nalguns casos de resolver a situação, do que estava há um ano atrás.

Ver artigo completo em: http://www.novaodivelas.pt/sitemega/view.asp?itemid=965&catid=

Ana Nobre

01/09/06

NOVO LOGO, AGORA?
É A CARROÇA À FRENTE DOS BOIS.


Um logótipo é o símbolo mais importante de uma marca, funciona como se de um B.I. se tratasse, portanto a sua imagem deve reflectir aquilo que uma marca é, ou, o que aspira ser. Como tal, sabendo nós que neste momento está decorrer o processo de discussão do P.D.M., documento no qual deverá ficar explicito qual a identidade que se pretende para o concelho, não faz sentido estar neste momento a desperdiçar verbas, as quais serão muitas, num projecto de alteração do logótipo municipal.


Veja o artigo completo em: http://www.diariodeodivelas.com./ (Coluna às Direitas)