06/08/06

Maria João Pires e os apoios do Estado

João Miguel Tavares, escreveu no Diário de Notícias [05.08.2006]:

Maria João Pires diz-se «vítima de uma verdadeira tortura» e desde o primeiro dia do projecto de Belgais que se queixa sazonalmente da falta de apoios por parte do Estado e de investimento à altura da sua visão de desenvolvimento cultural do interior. Belgais é um sítio bonito e ninguém põe em causa a boa vontade da pianista, mas, apesar de ela viajar muito, tem todos os vícios dos artistas portugueses - eles entram com as ideias, o Estado e os mecenas entram com o dinheiro. Ainda estou à espera de um artista que chegue, arregace as mangas e ponha de pé um projecto auto-sustentável.

02/08/06

Comunicado JP Odivelas - Odivelas Jovem

A Comissão Política de Odivelas da Juventude Popular (JP) vem, por este meio, congratular-se com a preocupação que Partido Socialista demonstrou para com os jovens de Odivelas na apresentação, em reunião pública de Câmara, da moção “A JUVENTUDE: UMA APOSTA COM FUTURO”. Vemos esta moção como uma tentativa do PS em mostrar alguma preocupação com a juventude, em resposta ao nosso ultimo comunicado, mas relembramos aos jovens de Odivelas que uma moção, por si só, nada faz.

1- Relembramos que a Sr.ª Vereadora Fernanda Franchi, na reunião que teve com a JP, demonstrou uma clara falta de preparação e um total desconhecimento das principais matérias que dizem respeito à vereação da Juventude.

Impressiona-nos como é que o actual executivo consegue apresentar a actividade “Caça aos Gambozinos” como um ponto principal na área da juventude. Sobre isto questionamo-nos se algum jovem os viu (os gambozinos) ou se a forma de fazer política da Sr.ª Vereadora é a de por os jovens a caçar (gambozinos) distraindo-os das questões essenciais do concelho.

A verdade é que, na prática, nada foi feito para apoiar os jovens e perante tudo isto a JP só pode manter o pedido de substituição da actual vereadora da Juventude Fernanda Franchi.

2- A JP e o CDS/PP têm soluções para os jovens do concelho de Odivelas: um espaço de estudo aberto 24h por dia, incentivos à criação de empresas por jovens com menos de 30 anos (isenção de Imposto de Derrama, espaços empresariais a custo reduzido, etc.), criação de actividades desportivas nas escolas de Ensino Básico com interligação directa de associações desportivas, entre outras, propostas estas que, de resto, eram constantes do programa de candidatura do CDS/PP às eleições autárquicas de 2005. A JP e o CDS/PP acreditam em propostas que realmente sirvam os jovens de Odivelas.

3- Sobre o Conselho Municipal de Juventude, uma proposta do CDS/PP e da JP que foi esquecida pela anterior Vereadora e preguiçosamente tratada pela actual, mas que o nosso esforço político fez o PS e a JS ter de “engolir o sapo” de aceitar a sua criação, falta agora o arranque. O qual iremos certamente denunciar, cada vez mais alto, se continuar a ser adiado. Estranhamos é que o atraso do CMJ seja justificado com a falta de feedback das associações de juventude, dado que não pode haver feedback sem contacto do executivo. Para que mais desculpas não hajam aqui fica, novamente, o contacto da JP: Rua Alves Redol 15 B, 2675 – Odivelas ou Odivelas@juventudepopular.org.

4- A JP desmente categoricamente qualquer entendimento político com a Presidente de Junta Freguesia de Odivelas Graça Peixoto, muito pelo contrário, o distanciamento é tão grande que não se pode confundir a actividade politica de ambos. Em mil propostas onde são opostos, têm uma onde convergem, isto é, no pedido de demissão da Vereadora Fernanda Franchi.

5- A JP, em resposta a uma juventude partidária que arrogantemente nos apelidou de “antidemocráticos” e “populistas”, por pedirmos a demissão da actual Vereadora da Juventude, apenas reafirma o compromisso que tem em DAR VOZ AOS JOVENS DE ODIVELAS e interceder por eles sempre que seja necessário. Mas, ainda assim, a JP aproveita a oportunidade para assumir um outro compromisso: política em pratos limpos. Uma política “Super Pop”, estilo detergente para a loiça, que retire toda a gordura que em Odivelas está agarrada ao “tacho”.

A Comissão Política Concelhia de Odivelas da Juventude Popular

31/07/06

Trabalhador municipal falta 22 dias no ano

Elsa Costa e Silva (Diário de Notícias Economia) refere que cada empregado municipal falta, em média, um mês de trabalho por ano. O nível médio de absentismo para os 136,5 mil funcionários é de 22 dias úteis. O número é de um estudo da empresa de consultoria Deloitte, relativo à importância dos municípios no sector público e economia nacional, que toma o ano de 2002 como referência.

O documento salienta o absentismo médio como um dos aspectos relevantes do emprego municipal, mas não descrimina as causas do fenómeno, que é visto na literatura como um problema de gestão de Recursos Humanos e de ambiente organizacional.

O sumário executivo está publicado no website da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

30/07/06

Coluna às Direitas - "Que P.S.D. é este?" - por Miguel Xara Brasil in Diário de Odivelas

Porque lamentavelmente o P.S.D. se calou, apesar do meu pedido de esclarecimento, considero que a direcção do P.S.D. de Odivelas se revê no texto (1) assinado pelo Sr. Salmonete a semana passada aqui no Diário de Odivelas (Coluna PSD) e por essa razão não posso deixar de comentar o teor político do mesmo. Quem cala consente, não é assim?

A forma e a linguagem já tive oportunidade de a comentar (Tribuna do Leitor – 19/7) (2), considero-a no mínimo arruaceira. Só lamento que um partido com o historial, a responsabilidade e o prestígio do P.S.D., pelo qual tenho o maior respeito e consideração, esteja representado aqui em Odivelas por uma equipa desta qualidade.

Conversados que estamos sobre a forma, vou falar agora do conteúdo, uma vez que também o considero como posição da Concelhia de Odivelas do P.S.D. (quem cala, consente). Só o faço agora, porque a consideração que tenho pelo partido em questão, fez com que eu esperasse por um esclarecimento. Vou comentá-lo sobre 2 prismas: um pessoal, pois há pontos que dizem respeito a mim e outro institucional, os que dizem respeito ao C.D.S.-P.P. de Odivelas, onde faço parte da Comissão Politica.

Do ponto de vista pessoal, unicamente, para esclarecer a actual comissão politica do P.S.D., ou melhor, parte dela, que se eu quisesse ter entrado, ou, se algum dia quiser entrar nesse partido, tive, tenho e terei sempre as portas abertas. Talvez não em Odivelas, onde pelos vistos é um clube restrito e fechado, mas o mundo para mim não se resume aos muros da Quinta da Memória. Pessoas a quem o Sr. Salmonete e outros como ele talvez façam vénias, na ilusão de uma promoção politica, trato eu por tu (esses sim) (3). Eu não procuro lugares políticos, luto por projectos, ideias e convicções.

Já agora, quanto ao facto de não verem com bons olhos a coligação com um “partido da chamada direita” (4), devo dizer que recordo sempre com um sorriso, a forma atabalhoada com que o Dr. Fernando Ferreira, após uma pequena provocação minha, tentou explicar a “alguém” do P.S.D. que o partido em Odivelas não era de esquerda. Este pequeno episódio teve lugar há pouco tempo, em Abril, aquando da presença (5) do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa em Odivelas (Abril 2006).

Quanto resto, os interesses dos dirigentes do P.S.D. em Odivelas, tanto eu, como muitos Odivelenses, já nos apercebemos quais são, é o poder. Basta ver com quem têm estado ligados desde os tempos da Comissão Instaladora, primeiro com comunistas e socialistas; actualmente só com socialistas; enfim...
Agora, do ponto de vista partidário aproveito para esclarecer:
- A Concelhia Politica do C.D.S. – P.P. de Odivelas considera que a acção politica desenvolvida pelo P.S.D. neste concelho, desde a Comissão Instaladora, até aos dias de hoje, é própria de quem se pretende instalar. Assim, entendemos que neste quadro, tendo em conta o percurso do P.S.D. em Odivelas e o facto de o pretenderem continuar a seguir, não faz qualquer sentido pensar-se numa coligação a nível local. Neste ponto, estamos completamente de acordo.
2º) O C.D.S. – P.P. de Odivelas, independentemente de estar representado nos órgãos municipais, sempre se pautou por uma coerência politica, não andando ao sabor dos ventos e dos interesses corporativos instalados.

Lamentamos contudo:
1º) Que haja quem tenha dito que era capaz de fazer piscinas, jardins municipais, etc., etc., num ano e que ao fim desse tempo nada disso tenha feito.
2º) Que venham só agora dizer, aconchegados e recolhidos em gabinetes municipais, que vão fazer “um plano de actividades” (6)., fingindo-se esquecidos de tudo o que disseram na última campanha eleitoral e sobretudo, tendo estado este último ano na vereação municipal, sem que nada de relevante tenham feito pelo concelho.
3º) Que quem há 10 dias dizia, “...o tempo e o modo de agir do PSD/Odivelas é o que é definido pela Comissão Política Concelhia, logo, escusas de ficar preocupado com a nossa eventual " falta de propostas", pois além disso não ser verdade...” (1), passados apenas 3 dias (há 7), venha dizer: “Para o início de Setembro está prevista a apresentação do Plano de Actividades do Partido” (6). Pelos vistos não tinham propostas.
4º) Que quem há 10 dias dizia, “propostas a apresentar, e já o temos feito, eles são feitas nos locais próprios e não na comunicação social” (1) e também, passados 3 dias, há 7, venha dizer: “...início de Setembro está prevista a apresentação do Plano de Actividades do Partido, que «Assentará na... e num plano de comunicação” (6). Afinal também não tinham nenhum plano de comunicação.
5º) Que o P.S.D. de Odivelas tenha esta forma de fazer politica, se sinta feliz e orgulhoso com ela.
A titulo de conclusão e dando eu este assunto por encerrado, posso afirmar que após o meu texto (7), “Hei, Viram por aí o P.S.D.?”, de há 2 semanas, aqui na Coluna às Direitas, encontrei este P.S.D...

Nota: qualquer comentário a este texto pode ser feito para:miguelxb@gmail.com ou em http://cdsodivelas.blogspot.com/

Elementos recolhidos em:
1 - Diário de Odivelas – Coluna do P.S.D. – 18/07/2006 - Xara, és um Alien? – Luís Salmonete.
2 - Diário de Odivelas – Tribuna do Leitor – 19/07/2008 – 79 – O P.S.D. deu à costa? – Xara Brasil.
3 – Alusão ao facto de ter sido tratado por tu no: “Xara, és um Alien?”.
4 – Referencia feita por L. Salmonete em: “Xara, és um Alien?”.
5 - Debate organizado pela J.P. de Odivelas sob o tema: Constituição – 30 anos depois com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa e de José Ribeiro e Castro.
6 – Diário de Odivelas – Edição 142 – (21- 07-06 às 08h00) - Plano de Actividades será apresentado em Setembro.
7 - Diário de Odivelas – Coluna às Direitas – 15/07/2006 - Hei! Viram por aí o P.S.D. – Miguel Xara Brasil.

29/07/06

JP de Odivelas - Querem calar os Jovens de Odivelas?

Leia o artigo completo em http://www.diariodeodivelas.com/tribuna.htm

Se o Sr. Carlos Fortes ficou abismado com o pedido de demissão da Sr.ª vereadora eu, direi, que fiquei abismado com a sua arrogância.
Primeiro que tudo gostaria de esclarecer ao Sr. Carlos Fortes que eu não apareci no Concelho há poucos dias, mas sim há vários anos, pois desde que nasci que vivo em Odivelas, cresci, fiz amigos, brinquei e estudei em Odivelas.


28/07/06

Popularidade de José Ribeiro e Castro

A sondagem da Marktest indica que a vantagem do PS para o PSD, que em Junho era de 15 pontos, diminuiu para 11.

De acordo com o barómetro, a popularidade do CDS/PP caiu para metade do valor registado em Junho (6% em Junho, contra os actuais 3%).

A sondagem realizada pela Marktest para o DN e a rádio TSF foi feita entre os dias 18 e 21 de Julho através de 812 entrevistas telefónicas, apresenta um erro de amostragem de mais ou menos 2,44 por cento para um intervalo de confiança de 95 por cento.

Como acontece normalmente, o Presidente da República é o político mais popular.

Mais informações em Correio da Manhã online.

Já estivémos mais longe do partido do táxi!

25/07/06

Odivelas tem Graça com Guerras


E um dia a casa virá a baixo... Depois das autárquicas houve um partido vencedor que ficou partido, alguém que pensava que daí a uns meses iria ser Presidente e ... afinal não foi.
Em Odivelas, o PS e Graça Peixoto venceram as eleições e começou uma guerrilha com tudo e com todos, por tudo e por nada. A regra Peixoto de comandar e liderar é mostrar quem grita mais alto e quem desautoriza mais.pessoas: quer seja Presidente da Câmara, quer seja Vereadora, quer sejam feirantes, quer sejam jornalistas, quer sejam comuns cidadãos.
Não interessa sequer se o Executivo da Câmara está a governar bem ou não, se é do mesmo partido ou não, o que interessa é criar perturbação.

Não interessa dizer que o Executivo da Câmara não faz obra, que os projectos e promessas não passam do papel, a falência da Câmara está cada vez pior, que a Câmara está parada e completamente estagnada, que as decisões não passam de boas intensões, o que interessa a Graça Peixoto e a uma área do PS Odivelas é perturbar e distrair o outro PS Odivelas.
A realidade é que Graça Peixoto na liderança da Junta de Odivelas ainda nada demonstrou, pelo contrário muito pouco se vislumbra neste momento, mas aguardemos e esperaremos por melhores dias. Há que relembrar que enquanto Vereadora pouco também fez.
A actividade e preocupação tida neste momento é destacar-se não pela positiva, isto é, pela obra feita, pelas decisões tomadas, mas sim destacar-se pela satisfação que aparenta em sair na Comunicação Social, em discursar em público com o tema das “guerras”, das insatisfações tidas na relação com a Câmara, porque os Jornais não publicam a sua foto, etc.
Se é verdade que de facto neste momento se está a verificar que a Câmara e a sua obra tem demonstrado ser pouco ou nada eficiente, a tomar o jeito do pior do anterior Executivo, a Junta de Freguesia de Odivelas pouco tem realizado a não ser confusões na Feira do Silvado, Acções mais ou menos Sociais e pouco mais.
A realidade é que de valor acrescentado, esta nova governação, liderada por Graça Peixoto, pouco ou nada tem trazido aos odivelenses, quase que me faz querer voltar ao menor dos males que era a antiga Governação da Junta.
Em jeito de conclusão parece que a Presidente da Junta se preocupa mais com a Guerra ou Guerrilha do seu Quintal, do que com Odivelas e com os Odivelenses.

23/07/06

Ex-dirigente do CDS/PP foi ilibado

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) da Polícia Judiciária mandou arquivar o processo que implicava Zeferino Boal, militante do CDS/PP e ex-deputado da Assembleia Municipal de Alcochete, no caso Freeport.
Mas apesar do processo ser arquivado, Zeferino Boal revelou que “interpôs uma queixa-crime contra o sub-secretário de Estado da Administração Interna, Fernando de Andrade, por difamação”.
Ler notícia em Notícias da Manhã.

Nuno Melo foi reeleito com 71% dos votos

Nuno Melo, que foi reeleito presidente da distrital de Braga, do CDS-PP, com 71% dos votos, disse ontem que a votação obtida "demonstra que o partido não aceita golpes de secretaria". E ao JN adiantou ser "uma vitória contra quem na direcção nacional tanto se empenhou numa eleição distrital, na candidatura adversária" à sua.
Vencedor sobre a candidatura de Miguel Brito, em 11 das 14 concelhias, Nuno Melo deixou um conselho aos dirigentes nacionais - como Cruz Vilaça e José Paulo Carvalho -, para se esforçarem agora em tornar o CDS-PP em Braga mais forte. "Aqui contamos com todos", referiu.
"Esta vitória tem maior expressão e significado", afirmou, aludindo à decisão do Conselho de Jurisdição Nacional, para impedir que os actuais dirigentes distritais cumprissem o terceiro mandato, decisão que foi anulada pelo Conselho Nacional.
Nuno Melo - que também é líder do grupo parlamentar - está desde 1998 à frente da distrital bracarense e vai cumprir o quinto mandato. "Havendo agora um período de defeso eleitoral", a meta é "reforçar o tecido dirigente local", disse ao JN.
Nuno Melo, com 506 votos, venceu em Famalicão, Guimarães, Barcelos, Vila Verde, Vieira do Minho, Fafe, Celorico e Cabeceiras de Basto, Amares, Terras de Bouro e Vizela. O opositor e líder da concelhia de Braga, Miguel Brito, venceu em Braga, Esposende e Póvoa de Lanhoso, com 207 votos.

Portugueses e nacionalizados - A Identidade e Segurança em Portugal


Esta é a ditosa Pátria minha amada

Luis Vaz de Camões
1. Há pouco tempo atrás foi manchete na comunicação social[i] a decisão de um Tribunal,[ii] de não conceder a nacionalidade portuguesa a uma mulher nascida na Índia, mas, casada com um cidadão português e mãe de dois filhos nascidos em Portugal.
O Tribunal, na decisão dos seus juízes, interpretou de forma muito restritiva, o artº 3º da Lei da Nacionalidade, que dispõe que o estrangeiro casado há mais de três anos com nacional português pode adquirir a nacionalidade portuguesa mediante declaração feita na constância do matrimónio,[iii] acrescentando, no entanto, que o requerente deverá fazer prova de efectiva ligação à comunidade nacional.[iv] [v]
A questão de fundo, aqui, como é bom de ver, reside em saber o que significa o termo “ligação”, uma vez que a Lei não o define.
Na sua coluna semanal, na revista Pública, ao abordar este assunto, Maria Filomena Mónica, veio colocar, de uma forma correcta, a questão, que os juízes deveriam ter tido, com bom senso, na avaliação da decisão que proferiram. Diz Filomena Mónica, no essencial, o seguinte:
Não se pense que defendo que, aos imigrantes, deva ser concedida a nacionalidade indiscriminadamente – podem ser-lhes exigidas coisas razoáveis tais como a fluência na língua e conhecimentos das leis fundamentais – mas parece-me patético pedir-lhes coisas que a esmagadora maioria do povo português não possui.[vi]
Esclarecedor! Tal como já tínhamos lido no artigo do Prof. Amitai Etzioni. [vii]
Ler o artigo completo em Coluna às Direitas, no Diário de Odivelas.
Texto escrito especialmente para o jornal online DiariodeOdivelas na página de política partidária Coluna às Direitas. Disponível igualmente no blogue O Fogo de Prometeu. O autor pode ser contactado em favieira@gmail.com

19/07/06

Revista Municipal, Mário Máximo justifica.

Finalmente, esta semana, passados quase 2 meses, aparece pela primeira vez uma justificação, uma explicação, ou uma referência, como preferirem, sobre este assunto, dada por alguém da estrutura do partido socialista, o Dr. Mário Máximo.

Como todos devem ter conhecimento a C.M.O. fez no passado mês de Abril uma revista, com 60.000 exemplares de tiragem, para ser distribuída gratuitamente por todas as casas do concelho.

Na altura escrevi um texto que está aqui no Blog, o qual também foi publicado no Diário de Odivelas (Coluna às Direitas) no dia 27/5/2006. Nesse texto critiquei/questionei:

- O conteúdo, por ser da opinião que a referida revista não é mais do que propaganda politica e um meio de promover os actuais autarcas socialistas do concelho, com especial evidencia a Sr.ª Presidente da Câmara (15 fotografias da Sr.ª Presidente; 6 páginas, uma entrevista, mais uma carta ao munícipe);

- O facto de se gastar uma verba avultada, tanto na produção, como na distribuição, sobretudo, quando, como todos sabemos a Câmara Municipal está sem dinheiro;

- O facto de ser um mau exemplo para os Presidentes das Juntas de Freguesia, os quais também gostam de se promoverem através deste meio e assim serem encorajados a fazer o mesmo.

Estranhamente, não vi, nem ouvi ninguém da comunicação social aqui do concelho, nem nenhuma força politica a darem relevo a esta situação, por essa razão voltei a abordar esta situação em 2 outros artigos nos mesmos locais (Blog e Diário de Odivelas):

1º - 10/6 “Falida”, mas contente. - (“… o que eu digo e escrevo está à vista de todos, a Câmara está falida, a própria presidente diz que o buraco financeiro é muito maior do que pensava, há cortes de água por faltas de pagamento, no entanto, fazem-se festas, publica-se uma revista municipal com 60.000 exemplares de distribuição gratuita para promover a nossa autarca, …) e

2º - 15/7 na parte em comentei a a entrevista da Sr.ª Drª Susana Amador ( …espero e faço votos para que se racionalize melhor as poucas verbas disponíveis e que não se voltem a ver casos como o da Revista Municipal, com a distribuição gratuita de 60.000 exemplares. …)


Finalmente, esta semana, aparece pela primeira vez uma justificação, uma explicação, ou uma referência, como preferirem, sobre este assunto, dada por alguém da estrutura do partido socialista, o Dr. Mário Máximo. È um texto bem escrito, com o título, Comunicar com qualidade é um dever, feito com uma enorme correcção, dando a alguns uma lição e que está publicado no Diário de Odivelas, no espaço reservado ao Partido Socialista, Novas Fronteiras Socialistas

Não vou entrar na questão da qualidade da revista e do papel, nem no grafismo, nem se é agradável, vou focar só 2 pontos ou questões:

1º) A Mensagem / Conteúdo – Penso que para quem teve a oportunidade de ver a revista não ficou com a menor duvida de que o se pretendeu passar, foi única e exclusivamente, a actividade dos autarcas socialista em “boa acção”, nomeadamente a da Dr.ª Susana Amador e quando se diz “aborda todos os temas relevantes do concelho”, … está tudo dito.

2º) A Escolha do Meio – Quando se fala em comunicar, há um aspecto importantíssimo, no qual temos forçosamente que se pensar, que é precisamente a escolha do meios, pode ser a Internet, Mail, Imprensa, Out-doors, Mupis, TV, Rádio, Revistas, Empenas, Painéis em casas de banho, SMS, etc., etc. e a escolha desse meio é feita não só pela capacidade que ele tem de chegar às pessoas que se pretende, como também no custo que essa escolha implica e aí é que está o ponto.

Portanto, para além da mensagem, a qual penso que não deixa dúvidas a ninguém, mantenho as mesmas interrogações:

1 - Quanto é que custou a produção total da revista (paginação, grafismo, paginação, impressão, fotografia, maqueta, etc.) e a sua distribuição porta-a-porta de 60.000 exemplares?

2 - Se neste período que a Câmara atravessa, de grandes dificuldades financeiras, num concelho com carências a vários níveis, se faz sentido assumir este custo?

Novo Terminal da Rodoviária em Caneças - A Justificação do Insjustificável

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Odivelas vem, por este meio, na sequência da resposta da Sra. Presidente de Câmara ao Requerimento elaborado pelo CDS-PP, sobre o ponto de situação do Novo Terminal da Rodoviária em Caneças, há a denotar a confirmação por parte da Sra. Presidente da Câmara de:

Confirma-se a existência de erros de cálculo dos Serviços Técnicos da Câmara Municipal de Odivelas, que levaram a que haja falta de espaço para as manobras realizadas pelos veículos articulados da Rodoviária;
Não foi verificada a existência de um poste de média tensão durante a fase de projecto, o que originou alterações e ajustes posteriores já durante o decorrer da obra;
Não foram considerados estudos aos solos, o que obrigou a maiores movimentos de terra e consequentes demoras na consolidação dos solos;
Aumento imediato de 22%, sem contar com a expropriação em fase de negociação neste momento, do orçamento definido;

Continuamos a não ver qualquer resposta às questões directas levantadas, pelo que reforçamos as anteriores questões:
Quem foi a equipa responsável pelo projecto?
Que responsabilidades foram imputadas ao(s) responsáveis pela engenharia da obra?
Qual o valor adicional que custará a obra? E quem a pagará?

Considera a CPC do CDS-PP Odivelas que cada vez mais é importante que sejamos exigentes connosco e com os outros, pois numa fase importante de consolidação de contas na Câmara e no País, é crítico que a exigência e as responsabilidades sejam assumidos por todos.

A Comissão Política Concelhia
CDS-PP Odivelas
NOTA: Será enviado, em conjunto com o Grupo Parlamentar, um novo requerimento à Sra. Pres. da Câmara de Odivelas, Dra. Susana Amador.

JP de Odivelas pede a demissão da vereadora Fernanda Franchi

A JP «Entende assim que a Sr.ª vereadora Fernanda Franchi não tem o perfil nem a competência para o cargo que actualmente desempenha e que não reúne as condições mínimas e necessárias para continuar à frente do seu cargo». - in Diário de Odivelas - www.diariodeodivelas.com

Veja também em:
http://www.revistafigura.com/index.php?option=news&task=viewarticle&sid=1393
http://www.rna.pt/site/modules.php?name=News&file=article&sid=19453

O P.S.D. “deu à costa” ?

Resposta ao Sr. Salmonete
(Vice-presidente da Concelhia de Odivelas do P.S.D.)

Por eu entender que a Coluna onde o P.S.D. apareceu ontem pela primeira vez (reprodução no post abaixo colocado), embora com 7 meses de atraso, é mais um ataque pessoal, do que um ataque politico-partidário, resolvi comentar da seguinte forma:

O meu último artigo, “Hei, Viram por aí o P.S.D.?”, no qual chamei à responsabilidade e ao debate o P.S.D., parece que deu resultado, o P.S.D. “deu à costa” e segundo parece, pela voz do Sr. Salmonete.

Só que certamente atordoado (s), pelo eclipse ou por uma qualquer tempestade, fê-lo na minha opinião, não sei se a título pessoal ou partidário, ainda está por esclarecer, de forma pouco elegante, utilizando mesmo uma linguagem arruaceira, a qual em nada dignifica um partido com historial do P.S,D., onde militaram e ainda militam pessoas de elevadíssima craveira intelectual e dignidade pessoal.

Não me vou alongar muito a dar resposta a uma pessoa que se dirige a mim nos termos em que o Sr. Salmonete o fez. A minha educação e a minha linguagem não o permitem, realmente, não é a mesma, contudo quero esclarecer publicamente alguns pontos:

1º - Que não conheço o Sr. Salmonete de lado nenhum, julgo mesmo que nunca o vi, como tal, esse senhor não tem comigo a confiança que faz transparecer, ao tratar-me por tu.

2º - “Lidar contigo”, foi a forma que este Sr. Salmonete utilizou para terminar o seu texto, registo, mas abstenho-me de comentar.

3 º - A minha vida profissional não é remunerada por qualquer cargo político, nem tão pouco por qualquer profissão na função pública e a empresa para a qual trabalho também não tem o Estado, ou qualquer Câmara Municipal, como parceiro de negócios. A minha curta intervenção política (16 meses) resume-se única e exclusivamente à tentativa de ajudar a encontrar soluções para que todos possam viver melhor.

Como terão reparado limitei-me a comentar a forma, ou seja a educação e a linguagem do texto em questão (o primeiro da Coluna do P.S.D.); quanto ao conteúdo, a consideração e o respeito que o P.S.D. me merece, fazem com que reserve a minha resposta e/ou comentário até perceber se o P.S.D. se revê neste texto.

Para terminar, porque como em cima referi tenho consideração pelo P.S.D., porque o espaço onde foi inserido o referido texto é da responsabilidade do P.S.D., porque o texto é assinado por um vice-presidente da Concelhia de Odivelas e porque muitas pessoas têm a mesma dúvida, julgava importante que o P.S.D. esclarecesse, se por acaso, se revê no texto em questão, tanto no que diz respeito à forma, como ao conteúdo.
Miguel Xara Brasil

Hoje no: Diário de Odivelas.com

Aqui reproduzimos o texto vergonhoso, tanto na forma (linguagem e educação), como no teor, colocado hoje no Diário de Odivelas.com, assinado por um Vice-Presidente da Concelhia do P.S.D. e escrito com o objectivo de dar resposta ao último texto colocado no mesmo portal, nas Colunas às Direitas, com o título: Hei! Viram por aí o P.S.D.?

Xara, és um Alien?

Luís Salmonete
Vice-presidente da Concelhia de Odivelas do PSD
Terça-feira , 18 de Junho de 2006

Meu caro Xara Brasil,

Deixa-me responder-te directamente à tua crónica do Diário de Odivelas, na qual te referes ao "eclipse total (?)" do PSD em Odivelas.

Em primeiro lugar registo o facto de teres colocado um ponto de interrogação na tua afirmação, o que demostra, na minha modesta opinião, que não tens bem a certeza daquilo que dizes, mas isso no CDS/PP é normal.

Deixa-me também dizer-te que os eclipses são por natureza cíclicos, e portanto normais, daí não entender a tua acusação, e muito menos a tua preocupação com a actividade do PSD em Odivelas.

Vou dizer-te o seguinte, o tempo e o modo de agir do PSD/Odivelas é o que é definido pela Comissão Política Concelhia, logo, escusas de ficar preocupado com a nossa eventual " falta de propostas", pois além disso não ser verdade, demonstra que estás desatento.

Quando temos propostas a apresentar, e já o temos feito, eles são feitas nos locais próprios e não na comunicação social.

Mas, por outro lado, se não for esse o caso, será que,

1ª - Já estás com saudades de um passado não muito distante, onde "por acaso" nos encontrámos no Governo?

2ª - Queres estabelecer contacto e não sabes como?

3ª - Tens propostas que queres que sejam apresentadas na Câmara ou na Assembleia Municipal, e não sabes qual o caminho, dado não teres representantes nestes dois órgãos?

4ª - Sugeriram-te atacares o PSD, como forma de esconder outros problemas ?

Aqui tens quatro perguntas, que eu, considero serem pertinentes, mais, para te poupar trabalho, e para que possas ir de férias descansado, antecipo desde já alguns esclarecimentos relativamente às perguntas efectuadas.

1ª - Como sabes, e se não sabes devias saber, nunca desejámos em Odivelas uma aliança com o CDS/PP, logo, nunca vimos com entusiasmo a aliança de governação que foi feita com um partido da chamada "direita ".

2ª - Se queres de facto estabelecer contacto, o telefone do PSD em Odivelas é o 219328010. Desde já te digo que estamos abertos a todas as tendências, e aceitamos inscrições, não te prometo é que estejas à vontade, dado que não falas a nossa linguagem.

3ª - Aqui é mais complicado. Não sei se sabes mas o CDS/PP não elegeu qualquer vereador, e mesmo o membro da Assembleia Municipal que elegeram no anterior mandato, desapareceu, no entanto não desanimes, tens sempre o período reservado ao público.

4ª - Se for este o caso, também tens azar, pois isso também já foi tentado anteriormente sem qualquer êxito, e não se prevê que possa vir a ter êxito no futuro.

Aqui está, um razoável leque de opções que não são de desprezar, e que eu com muito gosto te estou a dar, mas, não abuses pois, não pretendo perder mais tempo contigo.

Para terminar deixa-me dizer-te o seguinte:

Provavelmente ainda não te apercebeste da ligação de tudo isto e da série de palavras que estão ligadas ao espaço e ao futuro, mesmo eu, que tenho os pés bem assentes na terra, começo já a ficar influenciado, senão vejamos:

- A ilustração do teu artigo, em que nos identificas como o SOL;
- O teu provável interesse em entrar em "contacto";
- O teu total desconhecimento da vida autárquica, que poderá sugerir a tua vinda de outro qualquer planeta;
- O facto de não existir qualquer autarca do CDS/PP, na Câmara e na Assembleia Municipal.
Tudo isto, conduz a uma pergunta perturbadora - Xara, és um Alien ?
P.S. - Desculpa o facto de te tratar por tu, que à primeira vista poderá parecer uma indelicadeza, mas isso é derivado ao facto de não saber como lidar contigo.

18/07/06

A eficência das Câmaras Municipais

O suplemento de economia do jornal PÚBLICO, a revista DIA D, publicou ontem, um interessante artigo de Blandina Costa sobre as contas das autarquias.
No artigo é referido um estudo de 2005, da autoria de António Afonso e Sónia Fernandes, ambos do ISEG, sobre a eficiência dos municípios portugueses revela que podiam prestar os mesmos serviços com menos 43 % dos recursos.
Segundo o estudo citado, em todo o país apenas 28 Câmaras Municipais são eficientes. Todas as outras 250 Câmaras do Continente revelam índices negativos em termos de eficiência.
Um breve resumo do Estudo pode ser lido no artigo de C.R. em A Voz do Nordeste.

A morte política de Portas não é para já

Já atrasadito [07.03], aqui vai um artigo de Constança Cunha e Sá, em O Espectro (seu e de Vasco Pulido Valente), intitulado A Direita, do qual retiro o seguinte excerto:

A direita, ou o que se faz passar por ela, está a transformar-se num clube cada vez mais restrito. Não se identifica com nenhum partido – porque todos os partidos, do CDS ao Bloco de Esquerda, têm uma atracção fatal pelo Estado.

e mais à frente

Agora, como se pode ver aqui, nem Paulo Portas se adapta às exigências do grupo: "não pode ser ele a fazer renascer a direita porque a direita dele já morreu". A direita, portanto, vai renascer estando viva (o que não deixa de ser curioso), sem ter ninguém que possa falar em seu nome. Vai ser duro o "renascimento"!

Entretanto, e por vias das dúvidas, convém não dar por garantida a morte de Paulo Portas. Que me lembre, assim de repente, ele já "morreu" dezenas de vezes.

Continuamos na mesma, não é? Até quando?

16/07/06

"A segurança e a imigração: causa ou efeito" in Nova Odivelas

O crescimento das desigualdades, os fenómenos da imigração e as dificuldades económicas em Portugal irão, e de certa forma já estão, a desencadear problemas de segurança e de unidade nacional.A imigração vista pelo Governo Socialista não é mais mais do que dizer “venham e desenrasquem-se”. Um pouco a política do pântano guterrista, a tal da criação das facilidades ilusórias. Portugal não deve ser um País de ilusões, deve-se tornar um País de certezas. Dar certezas de trabalho e de vida codigna aos imigrantes, é também dar certezas de uma integração estável e facilitada daqueles que vêm em busca de uma vida melhor para si e para as suas famílias.

CDS-PP Odivelas - Ana Nobre

Ver artigo integral em: http://www.novaodivelas.pt/sitemega/view.asp?itemid=919&catid=

14/07/06

Hei! Viram por aí o P.S.D.?

Um fenómeno estranho já quase com um ano, o eclipse total(?) do P.S.D.; a entrevista da nossa Presidente da Câmara no final de mais uma “Presidência Aberta” e o sucesso da nossa selecção, são os temas que escolhi para hoje.


Isto há semanas e semanas, há aquelas em que não me ocorre nada para escrever e outras há, em que assuntos não me faltam, esta é uma delas. Desde o desempenho da nossa selecção no Mundial, às bandeiras de Portugal nas janelas, ao eclipse total(?) do PSD em Odivelas, à entrevista da Dr.ª Susana Amador no final da sua “Presidência Aberta” ao Olival Basto, ao problema do CATUS de Odivelas, até à Pista de Gelo na nossa terra, são assuntos de mais, mas podem ficar descansados que não vou escrever sobre todos.

Vou começar precisamente pelo assunto do título deste texto: Hei! Viram por aí o P.S.D.? É que de facto não sei por onde tem andado o PSD de Odivelas desde as eleições autárquicas. Ouvi dizer que houveram eleições na concelhia, que o antigo líder voltou a ganha-las, mas tirando isso, mais nada.


Eclipse do P.S.D.

Será que o PSD se demitiu de apresentar propostas para o Concelho? Será que o programa eleitoral era tão igual ao do P.S. que se limita a dar o “Yes” à Sr.ª Presidente? Será que concorda com toda as politicas que estão a ser seguidas? Será que o P.S.D. chegou à conclusão, de que afinal o que era bom era mesmo o P.S., o seu programa e a sua equipa?


Que estranho silêncio este. Não se percebe esta atitude de submissão. Perderam as ideias, perderam as propostas, não debatem, não escrevem, não esclarecem; saíram de jogo? Não sentem responsáveis pelos votos que tiveram?

Ora bolas! Que estranho.

Não pensem caros leitores que estou muito preocupado com o futuro do P.S.D., só que sou da opinião que o P.S.D. tem responsabilidades e os seus actuais dirigentes estão demitir-se delas. Os milhares de pessoas que votaram nesse partido nas últimas autárquicas, face a determinadas expectativas que foram criadas, estão a registar esta atitude e o P.S.D. vai pagar bem caro a factura. A representatividade que obteve não permite esta atitude e neste momento os eleitores que votaram P.S.D sentem-se profundamente defraudados.

Mudando de assunto, não posso deixar de comentar a extensa entrevista da Dr.ª Susana Amador no final da sua “Presidência Aberta”, não pensem contudo que é para criticar, não, é só para dizer que registei com muito agrado alguns pontos, os quais vou comentar e mais tarde recordar.

Presidência Aberta – Olival Basto 7/2006

Para comentar com agrado, escolhi:

1 - A aproximação que diz estar a fazer com todas as Igrejas do Concelho (eu sei que pelo menos com algumas o está a fazer), embora notando que ainda faz questão de sublinhar que o estado é laico, mas este pormenor é ainda reminiscências de um passado socialista, onde ficou celebre a afirmação “sou laico, republicano e socialista”. O estado segundo a constituição diz-se laico, mas o povo, o povo não o é, o povo é maioritariamente católico e o papel da Igreja Católica na sociedade portuguesa é insubstituível, quer na evangelização, quer na educação e formação, quer no apoio social, quer ainda na saúde. Contudo, vejo com muito agrado esta aproximação e faço votos que aqui no Concelho haja uma cada vez maior colaboração entre a Câmara e a Igreja Católica, pois com essa aproximação muito terá a população a ganhar.

2 – O Planeamento Estratégico – Também aqui vejo com simpatia que se começa a utilizar este termo, o que não vejo é dizerem qual é o objectivo estratégico para o Concelho, isso é o fundamental e é uma das duas grandes prioridade, mas parece-me que começamos a caminhar para aí, espero que sim. Volto a frisar, não me cansarei de o fazer, todos os investimentos não sociais que possam vir a ser feitos a nível de novas infra-estruturas deverão ter em conta esse objectivo, caso contrário corremos o risco de estar a deitar dinheiro para o lixo.

3 – Vejo também com agrado que se começa a tentar desenhar uma politica para o desporto, que pelos vistos vai começar pela base, pagar o que se deve aos clubes (vamos ver), os quais como sabemos andam com a corda ao pescoço e seguir um princípio que me perece correcto, como aliás fiz referencia há uma semanas: o de não criar falsas expectativas (vamos a ver). Parece-me, também e bem, que há a intenção de premiar os clubes que tiveram “grandes resultados desportivos e os que desenvolvem mais trabalho”, falta só definir como é que se mede o “mais trabalho”. Embora até este momento não se tenha visto nada disto como alguns exemplos o demonstram (a semana do desporto, o caso da antena, o pagamento das dividas), vamos crer que é desta que vai arrancar uma politica coerente, com cabeça, tronco e membros para o desporto.

4 – A preocupação que fez questão de salientar permanentemente ao longo da entrevista, a qual está relacionada com a falta de verbas da autarquia e com as várias carências existentes no concelho. Face a esta preocupação, espero e faço votos para que se racionalize melhor as poucas verbas disponíveis e que não se voltem a ver casos como o da Revista Municipal, com a distribuição gratuita de 60.000 exemplares.

5 – Para terminar estes comentários à entrevista da Sr.ª Presidente da Câmara e embora ainda pudessem ser feitos mais alguns, vou só abordar um outro ponto que pode ser muito importante, mas que pelas declarações não fiquei suficientemente elucidado. Está relacionado com uma requalificação a nível comercial (uma nova zona comercial) no Senhor Roubado. Não sei a dimensão nem o local para onde está pensado, mas atenção, o comércio local não aguenta mais outra grade superfície comercial. Para a zona que vai do Senhor Roubado até ao Vale do Forno devia ser estudada, em minha opinião, a viabilidade de se construir um pólo empresarial de média dimensão para escritórios, com o objectivo de trazer novas empresas para o concelho, criar novos postos de trabalho e de dinamizar o comércio local.

Vou abordar só mais um ponto, o sucesso da nossa selecção, a minha paixão pelo futebol obriga-me a isso. Não vou pegar pelo aspecto desportivo, pois esse êxito já está mais que reconhecido.

O que quero salientar é o facto de uma pessoa, o Dr. Gilberto Madaíl o qual não conheço pessoalmente, mas com quem, como figura pública não simpatizo muito, ter sido capaz de fazer ao longo de vários anos um trabalho notável e de relevo internacional. Este trabalho tem que ser reconhecido, pois são casos como estes que Portugal precisa para sair da difícil situação em que se encontra.


Vejamos o que conseguiu entre outras coisas: oitavos de final Euro 96; meia-final Euro 2000; final Euro 2004; apuramento Mundial 2002; meia-final Mundial 2006; a organização do Euro 2004 e dos Sub-21 este ano em Portugal, para além de outras coisas, como por exemplo recrutar um treinador/seleccionador, que na altura todas as pessoas julgavam impossível e que tinha acabado de ser campeão do Mundo, o grande Luís Filipe Scolari.

Claro que algumas vezes meteu a pata na poça, mas isso, só quem nada faz e quem nada decide é que não erra. A qualidade do seu trabalho tem que ser reconhecida e deve servir para muitos como um bom exemplo, até na forma discreta como tem aparecido, pois tem sido capaz de mostrar que para ser um bom líder não precisa de ter um excesso de protagonismo.

Parabéns Dr. Gilberto Madaíl.

In: Diário de Odivelas (Coluna às Direitas)

11/07/06

GM fecha, não dará para potenciar o know-how existente?


Sei que as notas que aqui vou deixar poderão ser consideradas como utópicas, contudo servem para estimular a discussão de ideias.

A GM Portugal representa um fatia muito grande nas exportações portuguesas, contudo o seu encerramento definido para final deste ano tem um conjunto de repercursões que vão muito além deste âmbito. Este encerramento traduz o despedimento de cerca de 1100 colaboradores, traduz a quebra de rendimento numa região, traduz a falência de empresas que viviam com base na GM, traduz claramente um problema social de elevada gravidade.

Considero que “depois do sangue derramado”, ou neste caso ainda antes, há que começar a preparar o futuro. O mercado é mesmo assim, e sempre ouvi dizer que as multinacionais não têm país, nem coração. As multinacionais têm métricas financeiras e políticas, nada mais e é com isso que todos temos de saber, isto é, não podemos ir contra o mercado directamente, há que saber viver com ele.

Na minha carreira profissional o que verifico é que a tecnologia é meramente um suporte, sendo o que faz a diferença é o know-how do negócio, do “como se faz” e da experiência adquirida.

Neste caso e procurando aplicar isto, mesmo falando um pouco de cor, por isso desculpem-me se calhar a leveza com que estou a tratar o assunto, não será que está aqui uma oportunidade para utilizar esse saber adquirido, ao longo dos vários anos em que a GM esteve cá, e traduzi-lo em algum valor acrescentado para nós? Não poderá o Governo dar condições a um conjunto de empreendedores (quais???), tal como dá a qualquer multinacional que se queira instalar, potenciando a criação de um “carro de linha branca” da GM, onde a marca seria portuguesa. Se alguns poderão estar a pensar que isto é demagógico, passo a lembrar por exemplo que a SEAT é hoje o que é e foi assim que começou, isto é, construindo inicialmente com base em modelos da FIAT.

Este é um desafio que lanço, poderia ser por exemplo utilizado como contrapartida sobre a GM, em troca dos 30 milhões de euros de indemnização que supostamente tem de pagar. Esta era uma oportunidade para lançar uma nova empresa com uma estrutura de custos mais reduzida, com capacidade de inovação e criar mais um passo para uma dinâmica de empreendedorismo que Portugal necessita para vencer no mercado global.

Será que Portugal tem empreendedores e capital de risco com capacidade de agarrar um desafio desta dimensão?

10/07/06

Luis Miguel Costa estreia-se na Coluna às Direitas.

Como todos sabemos Odivelas é um concelho com muitos jovens e por isso não faz sentido estar a construí-lo sem eles. Assim tomámos a decisão de a partir deste momento, no espaço (Coluna às Direitas) que nos é cedido pelo Diário de Odivelas, termos presentes com alguma regularidades artigos escritos por jovens Odivelenses. Com esta iniciativa pretendemos dar a possibilidade aos jovens de serem ouvidos, de colaborarem activamente na construção de um concelho que é para eles e também interessá-los a participarem activamente na vida politica.

O primeiro destes artigos, escrito por Luís Miguel Costa, foi publicado ontem no Diário de Odivelas e pode ser lido on-line em
http://www.diariodeodivelas.com, Coluna às Direitas.

Desorientação Castrista - Olha por Portugal e não pelo umbigo

Quero apenas referir que tudo o que escrever aqui neste artigo tem um cariz de responsabilidade política pessoal, não devendo ser considerado como uma tomada de posição da Comissão Política Concelhia de Odivelas.

Ainda há bem pouco tempo andámos num Congresso para "passear" o ego, que não era o do partido.
Quando procuramos um partido com ideias, valores e objectivos para Portugal, esbarramos logo na 1ª curva com medidas internas típicas de quem vê o Partido dos Quintais e Quintalinhos.
Parece que estamos perante a preocupação em cultivar a trica e a intriga, para aparecer no noticiário.

A preocupação não é fazer oposição ao Governo, é fazer oposição à oposição interna. Uma regra de ouro de quem lidera e nos "querem chatear internamente" é ignorar e desprezar, não dando importância a quem nos quer irritar ou chatear. Um líder não desce do seu alto, a cada artigo, ou a cada entrevista.

Se isto está a acontecer é porque as ideias não são claras ao comum cidadão, ou pelo menos não as está a saber potenciar. Provavelmente, as ideias são fracas, os valores são antigos e os objectivos são tantos que se perdem no caminho.

O CDS-PP precisa de pessoas fortes, de líderes capazes de fixar a agenda política nacional. Parece que a preocupação é arranjar notoriedade pela negativa e não pela positiva. É isto que eu não compreendo. Quando andam militantes muitos no terreno, independentemente de gostar mais ou menos do líder, de gostar mais ou menos da oposição, estes são derrotados logo à partida quando são confrontados pelo cidadão que questiona "Mas o que é hoje o CDS-PP? O que defende? Quais são os pontos principais de acção?". Parece que 2009, a andar assim será um caminho para a procura do milagre e não para a procura da vitória.

Considero que assim o CDS-PP não vai longe. O CDS-PP tem de definir bem o seu caminho, a sua estratégia. Há que retomar temas que muito nos dizem: Segurança, Economia, Família, Educação. Claro que é sempre importante ter os outros temas com uma boa base sustentada, mas se o marketing político virado ao comum cidadão não for entendido, então esqueçam ... nunca alcançarão a tão almejada percentagem dos 2 dígitos. E não basta ter um partido bem organizado internamente (há que reconhecer o mérito do que está a ser desenvolvido), há a necessidade de nos virar para Portugal e para os Portugueses!!!

Com tantas oportunidades que este Governo está a dar, está-se a desperdiçar tempo.

Há que ter coragem e decisão. Queremos ser grandes, por isso não pensem como pequenos.

Precisamos de ser de direita!!! Quero um verdadeiro partido de direita!!

23/06/06

MEDIDAS FUNDAMENTAIS PARA ODIVELAS

Como achei pertinente uma mensagem que recebi de um leitor, fazendo alusão ao texto (“Falida”, mas contente), o qual foi publicado há 15 dias nesta coluna, hoje vou ocupar este espaço a responder a esse leitor.

Dizia assim:

“"(...)As medidas de fundo não são tomadas, as reformas não se fazem,(...)".Pois bem: será que poderia concretizar ou fundamentar quais as medidas de fundos e reformas que, na sua opinião, não estão a ser feitas e deveriam-no ser?Antecipadamente grato,
….“
Indo directo ao assunto, embora podendo eu responder com uma pergunta, questionando-o sobre quais a reformas ou medidas de fundo que na sua opinião têm sido tomadas pelo actual executivo, não o vou fazer, pois penso que não é a melhor forma de contribuir para o que quer que seja.

Assim, no meu entender (não só no nosso concelho, nem tão pouco é exclusiva do partido A ou B) a primeira grande reforma que tem que ser feita é a das mentalidade. Esta questão é transversal a toda a classe politica e a todo o país, temos que ser capazes e estar mentalizados de que quando exercemos cargos públicos temos que o fazer permanentemente na procura do bem comum, temos que os encarar como uma missão e a titulo nenhum os podemos encarar com o objectivo de proteger interesses pessoais, partidários, ou políticos. Para governar é preciso tomar decisões, por vezes pouco simpáticas e colocá-las em prática, por muito que custe e mesmo que saibamos que os resultados não sejam imediatos. È como em nossas casas, para geri-las de forma correcta, por vezes ou muitas vezes, não podemos tomar as decisões que todos gostariam, não só porque não temos capacidade para o fazer, como até muitas vezes, podendo, não o fazemos, porque sabemos que embora no imediato ficasse toda a gente satisfeita, mais tarde poderíamos ter resultados desastrosos. Bata ver como ficaram aqueles meninos que sempre tiveram tudo e cujo os pais sempre lhe disseram a todo que sim; este meninos cresceram sempre satisfeitos e felizes, mas ficaram muito desiludidos, muitos até se perderam, quando chegaram a grandes e viram que as coisas não eram bem assim. Por isso eu digo que a primeira grande reforma tem que ser a das mentalidades; não consigo compreender, não sou só eu, como é que se pode ter uma pessoa doente em nossa caso, não ter dinheiro para o tratar convenientemente e estar a oferecer festas para o resto da família.

Para bom entendedor meia palavra basta, o nosso concelho está doente, infelizmente tem muitas carências, fragilidades e deficiências, contudo andam-se a fazer festas e a gastar dinheiro em algumas futilidades.

Penso que quando este leitor me abordou não era esta a medida ou reforma que queria que eu detalhasse, pretendia que eu me debruçasse sobre medidas, ou reformas mais palpáveis e mais práticas, vou-as abordar agora, mas são subsequentes a esta. Esta, a reforma a das mentalidades é a prioritária, gerir de forma “missionária” e com bom senso tem que ser uma constante.

Vou então entrar em questões mais práticas e tentar de forma resumida dizer quais são no meu entender algumas das prioridades para o concelho:

1º) Definir, com clareza um objectivo estratégico para o concelho, ou seja definir o que é que vai ser Odivelas no futuro: se um dormitório; se um concelho vocacionado para receber a industria do lazer ou pólos empresarias (ex. Oeiras); se para receber escolas profissionais ou superiores; ou se para outra coisa qualquer. Esta definição é de especial importância uma vez que neste momento se está a trabalhar na elaboração do PDM, como tal o que está a ser delineado tem que ser feito com base nesta definição, a qual tem que ser clara e inequívoca, caso contrário vamos continuar a ter um concelho que não passa de um dormitório de fraca qualidade.

2º) Saneamento económico do município; infelizmente como todos sabemos, a Câmara de Odivelas atravessa um período dificílimo do ponto de vista financeiro, portanto todos os esforços têm que ser feitos no sentido de resolver esta gravíssima situação. Sem esta situação resolvida, não se pode resolver, nem tão pouco prometer a resolução de inúmeras carências que há a todos os níveis (saúde, educação, segurança, desporto, transportes, etc.). Embora este executivo já tenha feito (bem a meu ver) um esforço no sentido de disciplinar a utilização dos veículos municipais, ainda há muito a fazer e talvez a principal medida estrutural, no sentido de diminuir os custos, seja:

- Criar um edifício que centralize todos os serviços municipais; com esta medida poupava-se milhares, talvez milhões de euros (não tenho os números correctos), por ano em rendas de dezenas de instalações (escritórios, lojas e armazéns), dos quais o município é inclino, para além de tudo o que se pouparia em comunicações e transportes entre serviços, na redução do parque automóvel e no tempo perdido de funcionários municipais de um lado para o outro, tanto para resolver assuntos, como para participar em reuniões, como até na busca e envio de documentos.

No sentido de sanear economicamente as contas da Câmara também há muito a fazer ao nível da receita, desde logo com a tal definição do objectivo que abordei no ponto 1. Caso haja um objectivo estratégico bem definido e um PDM bem delineado, a Câmara poderá arrecadar daí uma boa quantia de novas receitas; a titulo de exemplo; caso o concelho se vocacione para acolher as sedes de grandes empresas será capaz de arrecadar no futuro um maior volume de receitas através dos impostos e das taxas que elas pagam; se optar por investir na indústria do lazer, ou no ensino, terá a capacidade de atrair pessoas e investimentos nestas áreas, as quais também trarão novas receitas. Por outro lado também terá a CMO que ter capacidade para criar parcerias com empresas já sedeadas no concelho, para as ajudar no seu desenvolvimento e crescimento, pois assim conseguiram criar um maior número de postos de trabalho e de receitas fiscais.

Mas há mais, muito mais que poderá ser feito no sentido de dinamizar o concelho nos mais variados campos, mas tudo terá que ser feito com cabeça tronco e membros, e, como não me cansarei de dizer, tudo começará com a definição daquilo que se pretende que Odivelas seja no futuro.

Estas são para mim as prioridades das prioridades, caso contrário estamos a hipotecar o futuro do concelho, mas há outras e essas estão relacionadas com a qualidade de vida de quem aqui vive. São inúmeras (na saúde, na educação, na segurança, nos transportes, no apoio às crianças e aos idosos, no ambiente, na higiene urbana, etc.) e ninguém as consegue resolver em pouco tempo e dificilmente alguém as conseguirá resolver a longo prazo caso não se tenha em atenção o que em cima escrevi, pois não há dinheiro para isso, quem disser o contrário está a mentir e a fazer demagogia barata. O que se pode fazer, é minimizar alguns dos problemas existentes, tipo “tapar alguns buracos” e aí já se pode dar uma grande ajuda, por exemplo:

- Postos de saúde - é normal que chova dentro de um posto de saúde e que a ventilação do mesmo seja feito por ventoinhas, as quais poderão disseminar os micróbios e consequentemente doenças, como é o caso do posto da Pontinha?; e em Famões por exemplo, que para se chegar lá é necessário subir uma rampa inclinadíssima com piso escorregadio, onde algumas pessoas já caíram e já se magoaram?; e em Odivelas, que não há elevador para transportar para o 1º andar quem precise de andar em cadeira de rodas ou tenha dificuldade de locomoção?

São obras destas, pequenas, eu sei, que após um levantamento da situação e depois de ponderadas as prioridades têm que ser feitas. Não quero com isto dizer que não sejam necessários novos centros de saúde e até um hospital, o problema é que não há verbas para tudo e em alguns casos, como o do Hospital, a decisão não depende da Câmara.

- Transportes e Mobilidade dentro do concelho – Falo só dentro do concelho, porque inter-concelhos não dependem só da Câmara, vejamos: O Metro felizmente chegou a Odivelas e eu pergunto, porque é que não se resolve, ou o que é que está a ser feito para resolver o problema do estacionamento junto ao Metro, o qual se arrasta há vários anos? Quanto aos transportes do Metro para as freguesias e vice-versa, o que é que está a ser feito?

A chegada do Metro a Odivelas tudo alterou e está a alterar a nível de transporte, veja-se o caso da Carris, portanto está fácil de ver que aqui tem que se fazer uma reforma, não só para levar as pessoas do Metro para casa e vice-versa, como para que possa haver uma maior mobilidade dentro do concelho.

A talho-de-foice, levanto ainda 2 questões sobre o terminal de camionetas de Caneças: 1ª) como é que se inicia uma obra para construção de um terminal destes com as medidas erradas, onde, enquanto não forem feitas rectificações, muitas das camionetas não conseguirão entrar? 2ª) - quem é que foi o responsável e como é que esse responsável foi, ou vai ser responsabilizado?

- Desporto – Sabendo nós da importância cada vez maior que tem o desporto na sociedade actual, quer seja na formação dos jovens, na saúde e até como factor de integração social, assim como sabemos das enormes alterações demográficas que têm havido no concelho nestes últimos 20-30 anos, sou da opinião que nesta área também tem que haver uma grande reforma e uma nova maneira de abordar este assunto, não podem ser tomadas medidas avulso, as quais saem caríssimas, sem que estejam integradas num plano previamente delineado e com etapas e objectivos bem definidos.

Se a intenção é, segundo ouvi da Sr.ª Presidente da C.M.O., dar a oportunidade e facilitar a possibilidade da prática desportiva a um cada vez maior número de pessoas, então penso que os primeiros grandes esforços deveriam ser no sentido de promover e apoiar protocolos entre os clubes existente e outras instituições do concelho (escolas, escuteiros, centros comunitários, juntas de freguesia, etc.) de forma a atingir esse objectivo.

Se isto for feito aproveitam-se e dinamizam-se as instalações desportivas do concelho, as quais estão vazias durante o dia, conseguindo-se ao mesmo tempo caminhar para que haja cada vez mais pessoas a praticar desporto de forma regular.

Portanto não faz sentido, na minha modesta opinião gastarem-se cerca de 60.000 euros (segundo consta) numa semana desportiva, a qual para nada contribui para este objectivo; seria preferível canalizar esta verba para protocolos como os que acima mencionei.

- Urbanismo – Agora que se está a trabalhar no PDM, sem prejuízo do que julgo fundamental (Objectivo Estratégico), pergunto o que é que está a ser pensado e planeado para a reabilitação de toda a zona da encosta da Serra da Luz, da Urmeira até ao Sr. Roubado, sabendo nós das insuficiências que têm aqueles os quais ainda por cima estão por sobre uma falha sísmica?

Há coragem para reabilitar toda aquela zona, ou vamos ficar na expectativa de uma catástrofe para depois se resolver o problema? Não acham que toda aquela zona merece ser alvo de uma atenção especial?

Há algum, ou está a ser feito algum plano para a erradicação das barracas ainda existentes no Concelho de Odivelas?

O que é que está a ser feito no sentido de acabar com os cabos de alta-tensão no meio da cidade, os quais hoje em dia se diz que podem provocar leucemias?

- Educação – Aqui está outra das áreas que precisa de uma grande reforma, o nosso parque escolar para além de escasso, está decrépito. Sei que para esta área, como para a área da saúde não há verbas que cheguem para fazer uma reforma total, conforme seria desejável e necessária, contudo, há com toda a certeza, caso haja vontade, a possibilidade para se fazerem alguns ajustes e melhoramentos.

- Segurança – Tem aparecido cada vez mais sinais de preocupação com as questões de segurança no nosso concelho, vindo alguns deles dos presidentes das Juntas de Freguesia, por isso pergunto: que tal investir no melhoramento da iluminação da via publica e na instalação de pelo menos uma esquadra por freguesia?

- Património e Cultural – O que é que tem sido feito e o que é que se está a fazer para não deixar degradar o nosso património histórico? O Tumulo de D. Dinis, talvez o maior símbolo do concelho está como todos sabemos a desfazer-se, há algum plano para o recuperar; e, para as fontes de Caneças que estão uma lástima, assim como a Igreja da Póvoa de St.º Adrião que é lindíssima e o Sr. Roubado que parece perdido e abandonado, também há algum plano? Eu sou da opinião que se deve fazer um plano para a recuperação de todo este património, no qual estejam previstas iniciativas que permitam a sua rentabilização.

Bom! …. Esta coluna já está extensa e por essa razão não me vou alongar muito mais, embora como todos sabem muito ainda haveria para escrever sobre as reformas e/ou medidas que poderiam e deveriam ser tomadas aqui em Odivelas, como por exemplo no que se refere aos espaços verdes, no apoio à terceira idade e às famílias carenciadas, às crianças que ainda não estão em idade escolar ou no apoio ao comércio local, etc., etc., mas fica para uma próxima oportunidade.

Antes de terminar quero só deixar bem claro, que até prova em contrário, sou da opinião que a actual presidente da Câmara está sensibilizada para tudo isto, onde levanto as minhas dúvidas é que ela consiga colocar em prática, devido a interesses partidários instalados, as reformas que se impõe e que a Sr.ª Presidente tenha a coragem de tomar algumas medidas, muitas delas pouco simpáticas, as quais poderão levar a que perca a presidência da Câmara.

Os sinais que têm sido transmitidos levantam-me muitas preocupações.

Vamos ver.


Nota: qualquer comentário a este texto pode ser feito para miguelxb@gmail.com ou em http://cdsodivelas.blogspot.com/.



In: http://www.diariodeodivelas.com (Coluna às Direitas)

17/06/06

Imigração em Portugal




Quando o Partido Popular, pela voz do anterior presidente, Paulo Portas, colocou em 2002, na agenda política o problema da Imigração, foi apelidado das maiores barbaridades. E, no entanto, 3 anos depois, em plena campanha presidencial, o candidato Mário Soares defendeu que «tem de haver quotas de vinda para Portugal», e quanto à atribuição da nacionalidade «depende primeiro da sua vontade e também do seu comportamento».


1. Encontra-se em fase de discussão pública, o ante-projecto de uma nova Lei da Emigração.

De acordo com as notícias veiculadas pela comunicação social «a nova lei simplifica o processo de entrada de estrangeiros que queiram trabalhar em Portugal». No entanto, não é essa a ideia com que se fica das intenções divulgadas pela comunicação social, das palavras do ministro da Administração Interna, António Costa.
2. Quando estava a preparar este texto, saiu no Courrier Internacional (edição portuguesa), excertos de um artigo do Prof. Amitai Etzioni, ex-conselheiro do ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, publicado no jornal alemão Süddeutsche Zeitung. Uma pessoa acima de qualquer suspeita, dir-se-á, pelo que as linhas seguintes adquirem um outro significado.

São desses excertos que me permito reproduzir o seguinte trecho:

Para pensarmos a imigração sob um novo ângulo, é preciso começar por admitir quer nenhum indivíduo tem o direito de ir viver no país de outro, tal como ninguém tem o direito de se instalar na casa de outrem. Nem a Declaração Universal dos Direitos do Homem nem o direito internacional reconhecem este tipo de reivindicações. Entrar num país é um privilégio de que podemos beneficiar mas não constitui, de modo algum, um direito que possa ser legitimamente invocado por todos os estrangeiros.

Os indivíduos progridem quando pertencem a uma comunidade. Para favorecer o desenvolvimento de uma comunidade é preciso manter laços, suscitar a adesão a um conjunto limitado mas significativo de valores comuns (ou a uma cultura moral), cultivar um sentimento de história e de futuro comuns. Isto é válido para as pequenas comunidades locais como para as nações. Pode ser que, um dia, venham a surgir comunidades regionais, como a União Europeia, ou mesmo uma mundial. De momento, em matéria de imigração, a noção de comunidade, coincide, em geral, com a do país. Quem aspirar a deslocar-se para um determinado país para conseguir uma vida melhor deve estar preparado para aderir aos laços comunitários e à cultura moral dessa comunidade nacional. Essa exigência não impõe que os imigrantes se integrem, ao ponto de perder a sua especificidade. Mas devem aplicar-se em tornar membros de pleno direito do país de adopção, sem o que o seu desejo de inclusão lhes possa ser legitimamente recusado.
(…)

A imigração humanitária para um país deverá ser proporcional ao seu capital de compaixão, mas, no fim de contas, o número de candidatos será sempre largamente superior à capacidade de acolhimento. Daqui resulta, a necessidade de fixar critérios de imigração selectiva e de os cumprir.

A imigração económica é diferente. Na medida em que devem ser seleccionados em função de qualificações como a sua capacidade para assegurar emprego e para o manter, a sua juventude ou o seu bom nível de preparação (avaliado, por exemplo, através de testes linguísticos), os imigrantes económicos têm mais hipóteses de se integrar na economia e na sociedade do seu novo país. Permitir a entrada de imigrantes por razões humanitárias a pensar que elas se irão comportar como imigrantes económicos é, em geral, uma posição votada ao fracasso.
Não há qualquer razão para uma comunidade esperar menos dos seus imigrantes do que espera das crianças nascidas no seu território. E, tal como temos exames escolares, deveriam ser instaurados testes de cidadania, para determinar se um indivíduo assimilou e domina a língua nacional, a cultura moral, e, sobretudo, se adere aos princípios essenciais do respeito pela lei e pela tolerância mútua. (…)
Quando não estiveram dispostos a seguir as iniciativas de integração relativamente limitadas, os imigrantes pagarão as consequências económicas, políticas e sociais dessa recusa, tal como a sociedade de acolhimento. [1]
Mais claro não podia ser. É preciso a lucidez viajar do outro lado do Atlântico para que certos europeus comecem a ver as coisas com olhos de ver.
O que o sociólogo americano nos vem dizer é que os Estados têm o direito de seleccionar os seus imigrantes e estes têm o direito de cultivar a sua identidade, desde que não ponham em causa os valores da sociedade que os acolhe.
3. Quando o Partido Popular, pela voz do anterior presidente, Paulo Portas, colocou em 2002, na agenda política o problema da Imigração, foi apelidado das maiores barbaridades. No entanto, os eleitores compreenderam a mensagem. A própria organização portuguesa de apoio à imigração, no seu Relatório Anual de 2002, reconhece que

O crescimento eleitoral do PNR pode ter sido dificultado pelo acentuar do tom anti-imigração e securitário das declarações de Paulo Portas (…)[2]

Há cerca de 2/3 anos, já o anterior Presidente da República, Jorge Sampaio, tinha vindo alertar que aqueles que escolhem o nosso convívio têm que respeitar os nossos valores. E, 3 anos depois, em plena campanha presidencial, o candidato Mário Soares apoiou a existência de quotas para a entrada de imigrantes em Portugal. Segundo ele, «tem de haver quotas de vinda para Portugal», defendeu e quanto à atribuição da nacionalidade disse que «depende primeiro da sua vontade e também do seu comportamento». [3]

Quando é o PP a dizer é mau. Quando é o PS a dizer é bom. A esta digestão política lenta eu chamo hipocrisia política.

Quer dizer, em 2002, a Direita e o PP tinham razão, e, em 2005, a Esquerda e, em particular o PS, vêm reconhecer que a Direita e o PP têm razão. Que melhor propaganda política poderia haver.

4. A situação criminal entre a população imigrante é outro aspecto ainda não digerido pela Esquerda. Têm recusado, até ao limite do ridículo, associar insegurança, criminalidade e imigração.

É um sindicalista da polícia – o presidente da SPP, António Ramos – que nos vem dizer [Diário de Notícias], que, «o aumento da criminalidade em Portugal deu-se com a abertura das fronteiras».

Por estas afirmações, o sindicalista viu ser-lhe instaurado um processo disciplinar pela Direcção Nacional da PSP, a pedido, do ministro António Costa, de acordo o jornal Correio da Manhã. [4]

E, no entanto, já há 2 anos, as estatísticas oficiais referiam que, «em Portugal, 30% dos 14.ooo mil presos são estrangeiros e representam 99 nacionalidades», mas, «neste retrato da população prisional, o destaque vai para o elevado número de detidos de origem africana – mais de metade – sendo que o leste também está muito representado entre os 4079 reclusos». [5]

Os dados da Direcção-Geral dos serviços Prisionais sobre os detidos parecem demonstrar um índice de criminalidade elevada envolvendo estrangeiros, uma vez que a relação percentual é superior à obtida numa comparação entre o número de imigrantes legalizados (cerca de 500.000) e a população portuguesa: ronda os 5% para os dez milhões de residentes. Isto é, para sermos claros, temos [em 2003] 5% de estrangeiros em Portugal, mas, em vez de 5%, temos 30% – 6 vezes mais – de estrangeiros nas prisões. Significativo! E, depois chamem-me “xenófobo”, que eu ofereço uma máquina de calcular.

E «se um dia acabarem as fontes de rendimentos que têm entre eles podem virar-se para outros alvos: para nós», reconhece Isabel Burke, da Direcção Central de Investigação, Pesquisa e Análise de Informação do SEF. [6] Isto constava do Relatório de 2003.

5. O problema da Imigração continua, apesar de todos os esforços da extrema-esquerda, na ordem do dia. Exige-se um debate nacional sério e isento. Continuarei a tratar deste assunto noutro texto.

[1] Courrier Internacional, n. 62, 9-15 Junho 2006.
[2] Ricardo Alves, Relatório Anual do SOS Racismo 2002, Janeiro 2003 [25-11-2005]
[3] Diário Digital [13-12-2005].
[4]
MAI pede punição de declarações xenófobas.O Ministério da Administração Interna (MAI) pediu, esta segunda-feira, à Direcção Nacional da PSP a responsabilização disciplinar, criminal e contra-ordenacional de dirigentes do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) por declarações “xenófobas”. Correio da Manhã, 08-05-2006.
[5] Diário de Notícias [14-05-2005]
[6] Ibid.