17/11/05
Um milagre da medicina ou da vida?

No início de Novembro de 1999 o bebé Samuel Armas de 21 semanas de gestação foi operado dentro do útero da mãe pois sofria de espinha bífida. A operação foi realizada na Universidade de Vanderbilt em Nashville, Tenessee, EUA pelo Dr. Joseph Bruner. Em determinado momento o Samuel deitou a mão de fora do útero e agarrou o dedo do médico...
Aborto, mais excepções sim ou não?
Para uma reflexão sobre este tema penso que é essencial saber o que é que se pretende alterar na lei (Lei n. 6/84 de 11 de Maio), assim temos: 1º - saber em que casos é que uma mulher pode recorrer neste momento, perante a lei actual, à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG);
2º - saber o que é que o projecto de lei apresentado pelo grupo parlamentar do PS pretende alterar.
O que a lei actual já prevê, é que se possa proceder IVG nas 3 seguintes situações:
a) Por motivos terapêuticos relacionados coma saúde da mãe: Até às 12 semanas ou a todo o tempo no caso de perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
b) Até às 24 semanas ou a todo o tempo no caso de fetos inviáveis;
c) Na sequência de violação até ás 16 semanas.
O que o Grupo Parlamentar do PS se propõe alterar:
a) IVG a pedido da mulher e após uma consulta num Centro de Acolhimento Familiar, nas primeiras dez semanas de gravidez, para preservação da sua integridade moral, dignidade social ou maternidade consciente;
b) caso se mostre indicada para evitar perigo de morte ou grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica, da mulher grávida, designadamente por razões de natureza económica ou social, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez;
Resumindo, o referendo de que tanto se fala pretende por um lado aumentar o período de tempo das 12 para as 16 semanas no caso de situações relacionadas com a saúde da mãe, quando na lei actual já o prevê ao dizer “...ou a todo o tempo..” e por outro lado autorizar a IVG até ás 10 semanas, bastando para isso uma solicitação escrita da mulher.
Feita esta introdução, a qual só por si penso pode ser esclarecedora para muita gente (eu por exemplo para escrever este artigo tive que ir procurar informação a muitos lados), vou abordar aquilo que para mim está no centro da questão, sabendo que não sou possuidor da verdade absoluta em nenhum assunto, mas poderei contribuir para reflexão sobre este assunto.
Em primeiro concordo com uma frase do Papa João Paulo II e que coloco aqui para vossa reflexão :
“a legalização do aborto, não é senão a autorização dada aos adultos de tirar a vida a um ser humano que não se pode defender, antes de ele ver a luz do dia”. (João Paulo II, Pag. 518 – 2ª Edição –Biografia feita por Bernard Lecomte).
Partindo deste raciocínio (um bebé na barriga da mãe tem vida) o qual partilho e porque já estão actualmente salvaguardadas três situações, as quais nesses casos deixa ás mães a possibilidade de optar, sou da opinião que liberalizar indiscriminadamente o aborto até ás 10 semanas é um crime grosseiro, cometido não só pela mãe, como e sobretudo por todos nós.
Ora bem, partindo do momento que o bebé está na “barriga” da mãe tem vida. Outra questão muito falada e que se tem levantado é, a partir de quando é que se considera vida, se é desde que é concebido, se é ás 9, ás 10, ás 12, ás 16 semanas, etc., etc..
Para mim a vida começa no momento em que o bebé é concebido, sei que há opiniões diferentes, mas duvido que alguém diga com a mais profunda das convicções que ali não há uma vida, no mínimo penso que as pessoas que não pensam como eu, têm algumas duvidas sobre este ponto. Assim levanto esta suposição:
Se alguém que tiver que demolir um edifício por implusão e se tiver duvidas que está alguém lá dentro, dá a ordem para demolir, ou não?
Chegado aqui, depois de ter focado a questão da vida do bebé, certamente muitos de vós já estão a perguntar, e a mãe, e a mulher?
Antes de tocar nesse ponto, aliás importantíssimo, ainda por causa da vida e a forma como tem sido posta em causa, tenho tentado estar ainda mais atento ás pessoas e pergunto-me será que há alguém que esteja arrependido de ter nascido?; se sim, quantas?. Nesta observação que tenho tentado fazer não me pareceu ver muita gente nessa situação, aliás penso, que caso não fosse assim teríamos em Portugal uma taxa de suicídio muito maior. Tentei também perceber, embora sem lhes perguntar directamente, porque pode ser delicado para eles, como encaram a vida algumas pessoas que conheço, as quais sei foram adoptadas e aí também me parece que são pessoas que vivem felizes e que têm um grande amor à vida. Isto também ajuda para a reflexão sobre este tema.
Quanto ao problema das mulheres perante gravidezes indesejadas e a IVG.
Tirando as 3 situações em que já é possível recorrer à IVG, há os casos das mulheres que por “azar”, falta de cuidado e/ou de informação engravidam e para os quais todos e a sociedade em geral deve estar sensibilizada. Dentro destes casos há ainda sub-casos que pelos embaraços e dificuldades que provocam merecem “atenção especial”, como por exemplo o caso das adolescentes; o caso das mulheres e/ou famílias que têm dificuldades económicas e ou conjugais.
As questões que se levantam são:
- Será que as Mulheres no caso de engravidarem involuntariamente, por descuido ou não, poderão recorrer à IVG sem que sejam responsabilizadas;
- Será que as Mulheres que reincidam várias vezes nestas “gravidezes indesejadas”, poderão recorrer à IVG sem que sejam responsabilizadas;
Como certamente já perceberam a minha opinião é não, porque para mim é tirar a possibilidade a um ser humano de ver a luz do dia, de nascer e de viver.
Ao ter esta posição e opinião, não pensem que não me preocupo com a situação das mulheres, sobretudo daquelas que vivem com maiores dificuldades, porque me preocupo e muito. Mais, para além de me preocupar com elas, também me preocupo com o apoio que tem que ser dado aos filhos que elas têm.
Mas nestes pontos o Estado tem que intervir de uma forma positiva, incentivando-as a ter os seus filhos, a apoiá-las durante a gravidez e depois, ajudando-as na educação dos mesmos.
O Estado não pode andar, como anda, à procura de formas (clinicas estrangeiras) para IVG em vez de procurar meios de ajudar as mulheres a terem e a educarem as suas crianças.
Há muitas formas de ajudarem, incentivarem e apoiarem estas mulheres, é uma questão de vontade e determinação.
Caso estas mulheres, em última análise e só em última análise, não quiserem ficar a educar as crianças, poderão sempre entregá-las para adopção, pois há muita gente a querer adoptá-las.
Para mim é preferível entregar uma criança para adopção, do que não lhe dar a oportunidade de ver a luz do dia, de nascer, de viver e de ser feliz. Como em cima referi, conheço algumas pessoas que foram adoptadas e hoje em dia vivem felizes e contentes.
Ao falar da adopção sei que se levanta um outro problema/dilema, é que as mulheres preferem a solução da IVG, ou seja, não dar aos bebés a oportunidade de nascer, do que ter a criança e oferece-las para adopção, não será esta uma atitude muito egoísta?
Com esta questão, a qual dá para reflectir, termino aqui esta coluna de opinião e volto muito em breve a este tema, para desenvolver pelo menos mais 3 pontos, os quais eu julgo essenciais sobre este assunto:
1 – A forma como o Estado pode ajudar a que não hajam Mulheres a querer recorrer à IVG.,
2 – O problema da adopção em Portugal;
3 – O papel do pai nesta situação.
Miguel Xara Brasil
João Paulo II sobre o aborto
“a legalização do aborto, não é senão a autorização dada aos adultos de tirar a vida a um ser humano que não se pode defender, antes de ele ver a luz do dia”
Madre Teresa de Calcutá sobre o aborto.
"Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obterem o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto."
Discurso da Madre Teresa no "National Prayer Breakfast", Washington, D.C., 3 de Fevereiro de 1994
Discurso da Madre Teresa no "National Prayer Breakfast", Washington, D.C., 3 de Fevereiro de 1994
Aborto – Uma História que dá para pensar.
Há uns tempos tive uma reunião no meu escritório com um dos meus sócios e com um fornecedor.
No final da reunião estávamos em amena cavaqueira e como tínhamos umas amostras (laminas de barbear) de um dos nossos clientes para oferecer perguntámos a esse nosso fornecedor se queria levar uma ou duas para experimentar.
Ele olhou para a marca e disse-nos prontamente, não.
Achámos estranho a forma como ele tão prontamente negou a oferta e perguntámos qual a razão.
Disse-nos que aquela marca fazia experiências com ratos e como ele não concordava com esse facto não podia aceitar as laminas de barbear.
Por momentos a conversa esteve à volta desse assunto e sobre a forma como homem abusa dos animais para essas experiências, passado algum tempo despedimo-nos e quando ele ia a sair o meu sócio perguntou-lhe:
És a favor ou contra liberalização do aborto?
Atrapalhado e embaraçado respondeu, sou a favor.
É curioso como é que alguém pode andar tão preocupado com o facto de uma marca fazer a barba a um rato, chegando ao ponto de a recriminar com tanta veemência e depois, é favorável ao facto de uma mulher poder fazer um aborto, não dando a miníma hipótese a um ser humano de ver a luz do sol.
Miguel Xara Brasil
No final da reunião estávamos em amena cavaqueira e como tínhamos umas amostras (laminas de barbear) de um dos nossos clientes para oferecer perguntámos a esse nosso fornecedor se queria levar uma ou duas para experimentar.
Ele olhou para a marca e disse-nos prontamente, não.
Achámos estranho a forma como ele tão prontamente negou a oferta e perguntámos qual a razão.
Disse-nos que aquela marca fazia experiências com ratos e como ele não concordava com esse facto não podia aceitar as laminas de barbear.
Por momentos a conversa esteve à volta desse assunto e sobre a forma como homem abusa dos animais para essas experiências, passado algum tempo despedimo-nos e quando ele ia a sair o meu sócio perguntou-lhe:
És a favor ou contra liberalização do aborto?
Atrapalhado e embaraçado respondeu, sou a favor.
É curioso como é que alguém pode andar tão preocupado com o facto de uma marca fazer a barba a um rato, chegando ao ponto de a recriminar com tanta veemência e depois, é favorável ao facto de uma mulher poder fazer um aborto, não dando a miníma hipótese a um ser humano de ver a luz do sol.
Miguel Xara Brasil
15/11/05
Pílula do dia seguinte grátis a partir de Dezembro.

Grande medida esta!
A partir de Dezembro, todos os hospitais e centros de saúde vão fornecer gratuitamente pílulas do dia seguinte e preservativos, integrando uma lista de dez produtos essenciais de contracepção aprovada ontem pelo Ministério da Saúde
Ficamos agora à espera de medidas de apoio à natalidade e ás famílias, sobretudo para as mais desfavorecidas.
Adiantamos já alguns exemplos:
- distribuição gratuita de fraldas;
- distribuição gratuita de leites;
- distribuição gratuita de complementos alimentares;
- colocação de um pediatra em cada centro de saúde.
14/11/05
Noites à Direita - António Borges (16 de Nov.)
NOITES À DIREITA
*projecto liberal*
António Borges e Daniel Bessa são os convidados principais de mais uma sessão das Noites à Direita*Projecto Liberal, com a moderação de António Pires de Lima. Uma semana depois da aprovação do Orçamento de Estado para 2006, vamos ouvir quem mais sabe da matéria.
Mas não ficaremos por discussões técnicas, porque o que está em causa são as políticas e o futuro de Portugal. Numa conversa aberta a todos, António Borges e Daniel Bessa serão convidados a debater o que está em causa para o presente e para o futuro económico e político do nosso País: até onde deve ir a intervenção do Estado na Economia, será que o modelo social está totalmente esgotado ou é ainda reformável, como é possível combater o défice e o desemprego, aumentando a produtividade, que reformas e privatizações são essenciais, ou qual é o papel de Portugal numa economia cada vez mais globalizada.
Dia 16 de Novembro, pelas 20h30, na Sociedade de Geografia, junto ao Coliseu de Lisboa.
*projecto liberal*
António Borges e Daniel Bessa são os convidados principais de mais uma sessão das Noites à Direita*Projecto Liberal, com a moderação de António Pires de Lima. Uma semana depois da aprovação do Orçamento de Estado para 2006, vamos ouvir quem mais sabe da matéria.
Mas não ficaremos por discussões técnicas, porque o que está em causa são as políticas e o futuro de Portugal. Numa conversa aberta a todos, António Borges e Daniel Bessa serão convidados a debater o que está em causa para o presente e para o futuro económico e político do nosso País: até onde deve ir a intervenção do Estado na Economia, será que o modelo social está totalmente esgotado ou é ainda reformável, como é possível combater o défice e o desemprego, aumentando a produtividade, que reformas e privatizações são essenciais, ou qual é o papel de Portugal numa economia cada vez mais globalizada.
Dia 16 de Novembro, pelas 20h30, na Sociedade de Geografia, junto ao Coliseu de Lisboa.
No Sábado fui um dos 500.000.
Vi jovens, velhos, crianças e famílias inteiras, todos eles de velas na mão, indiferentes ao frio, à chuva e ao vento, numa grande manifestação de Fé, de reconhecimento e de gratidão.
Há Esperança!
(MXB)
Há Esperança!
(MXB)
11/11/05
Construir um País - Precisa-se de matéria prima para construir um País
Recebi este texto por mail como tendo sido escrito por Eduardo Prado Coelho e publicado no Público, não consegui confirmar esta dupla veracidade, mas como penso que vale a pena lê-lo deixo-o aqui, até porque estou de acordo com muito do que ali está escrito.
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que oproblema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou nafarsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um paísonde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou maisdo que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios ondese paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertençoa um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiramcomprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda adeclaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectose leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe médiae beneficiar a alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eucomo português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta. Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICEPORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidadesde desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nósque temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes como fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim,exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça demouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISOPROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!
O.E. - João Rebelo questionou o Governo sobre o complemento de Reforma dos Antigos Combatentes.
A questão do complemento foi introduzida pelo deputado popular João Rebelo, que quis saber por que motivo os cerca de 100 mil combatentes abrangidos não recebem o referido complemento desde Setembro.
Contundente na resposta, Teixeira dos Santos aproveitou a oportunidade para sublinhar que, além de o fundo não ter sido provisionado - apresentando um "buraco" de sete milhões de euros -, os ex-ministros da Defesa e das Finanças Paulo Portas e Bagão Félix, respectivamente, colocaram o responsável da CGA num "posição embaraçosa", por lhe terem dado instruções para proceder ao pagamento do complemento sem que houvesse cobertura legal para tal. Tudo porque o decreto-lei regulamentar não foi promulgado pelo chefe de Estado. De qualquer forma, o ministro garantiu que o pagamento será efectuado este mês com recurso à Caixa Geral de Aposentações.
A versão de falta de legalidade foi contestada pelo líder da bancada do CDS-PP, Nuno Melo, e pelo ex-secretário de Estado da Defesa, o social-democrata Henrique de Freitas, que acusou Teixeira dos Santos de desrespeito pelos antigos combatentes.
(in Jornal de Noticias 11/11/2005)
Contundente na resposta, Teixeira dos Santos aproveitou a oportunidade para sublinhar que, além de o fundo não ter sido provisionado - apresentando um "buraco" de sete milhões de euros -, os ex-ministros da Defesa e das Finanças Paulo Portas e Bagão Félix, respectivamente, colocaram o responsável da CGA num "posição embaraçosa", por lhe terem dado instruções para proceder ao pagamento do complemento sem que houvesse cobertura legal para tal. Tudo porque o decreto-lei regulamentar não foi promulgado pelo chefe de Estado. De qualquer forma, o ministro garantiu que o pagamento será efectuado este mês com recurso à Caixa Geral de Aposentações.
A versão de falta de legalidade foi contestada pelo líder da bancada do CDS-PP, Nuno Melo, e pelo ex-secretário de Estado da Defesa, o social-democrata Henrique de Freitas, que acusou Teixeira dos Santos de desrespeito pelos antigos combatentes.
(in Jornal de Noticias 11/11/2005)
CDS/PP pede explicações a Souto Moura
Ribeiro e Castro considera que "o Estado de direito está torto" em Portugal, e a causa ontem apontada, em conferência de imprensa, foi o caso Portucale, que há seis meses envolveu os dirigentes do CDS/PP Telmo Correia, Luís Nobre Guedes e Abel Pinheiro.
O líder dos democratas-cristãos fez questão de assinalar os seis meses passados sobre o assunto, lembrando o "espalhafato" que gerou "durante dias" e a "flagrante violação do segredo de justiça", com uma "complexa operação montada com antecedência pela SIC". Para depois constatar que, meio ano passado, Nobre Guedes ainda "não foi sequer ouvido" pelas instâncias judiciais, nem a violação do segredo de justiça punida.
Face a isto, Ribeiro e Castro anunciou que o CDS vai pedir uma audiência ao procurador-geral da República para obter explicações e "accionar os meios processuais para acompanhar os processos que estejam em curso sobre violação do segredo de justiça". E revelou correspondência de Maio entre o CDS e Souto Moura em que este manifesta "desagrado" pela violação do segredo de justiça.
Ribeiro e Castro admitiu ainda abertura para mudar as regras que regem o segredo de justiça, nomeadamente, para que alguém que tenha conhecimento de informações que estejam sob segredo de justiça não possa divulgá-las - o que abrangeria os jornalistas.
(In Diário de Noticias - Online 11/11/2005)
O líder dos democratas-cristãos fez questão de assinalar os seis meses passados sobre o assunto, lembrando o "espalhafato" que gerou "durante dias" e a "flagrante violação do segredo de justiça", com uma "complexa operação montada com antecedência pela SIC". Para depois constatar que, meio ano passado, Nobre Guedes ainda "não foi sequer ouvido" pelas instâncias judiciais, nem a violação do segredo de justiça punida.
Face a isto, Ribeiro e Castro anunciou que o CDS vai pedir uma audiência ao procurador-geral da República para obter explicações e "accionar os meios processuais para acompanhar os processos que estejam em curso sobre violação do segredo de justiça". E revelou correspondência de Maio entre o CDS e Souto Moura em que este manifesta "desagrado" pela violação do segredo de justiça.
Ribeiro e Castro admitiu ainda abertura para mudar as regras que regem o segredo de justiça, nomeadamente, para que alguém que tenha conhecimento de informações que estejam sob segredo de justiça não possa divulgá-las - o que abrangeria os jornalistas.
(In Diário de Noticias - Online 11/11/2005)
10/11/05
09/11/05
Até ao lavar dos cestos é vindima.
É fantástico!
Sampaio em Luanda.
Ainda ontem acabou presidencia aberta sobre o turismo e já está a chegar a Luanda.
Realmente, depois de ter batido o seu antecessor e camarada Mário em número de viagens, deve estar agora a concorrer para ganhar uma distancia consideravel.
Chega já esta noite para estar presente nas comemorações dos 30 anos da independência de Angola.
Espero que esta viagem, no mínimo, sirva para se aperceber bem da "grande" ajuda que o seu partido deu a esta grande terra, na forma como promoveu a descolonização.
Estou certo, porque vai lá estar precisamente nas comemorações da independencia que vai reflectir sobre tão "nobre" serviço.
Sampaio em Luanda.
Ainda ontem acabou presidencia aberta sobre o turismo e já está a chegar a Luanda.
Realmente, depois de ter batido o seu antecessor e camarada Mário em número de viagens, deve estar agora a concorrer para ganhar uma distancia consideravel.
Chega já esta noite para estar presente nas comemorações dos 30 anos da independência de Angola.
Espero que esta viagem, no mínimo, sirva para se aperceber bem da "grande" ajuda que o seu partido deu a esta grande terra, na forma como promoveu a descolonização.
Estou certo, porque vai lá estar precisamente nas comemorações da independencia que vai reflectir sobre tão "nobre" serviço.
Herman e Pedroso não vão a julgamento.
EH! EH! EH! - Esta é para descomprimir.
TRIIIMM...TRIIIMM...TRIIIMM...
Responde o atendedor de chamadas do Hospício:
"Obrigado por ter ligado para o Instituto de Saúde Mental, a companhia mais certa para seus momentos de maior loucura."
- Se você é obsessivo-compulsivo, aperte repetidamente o número 1;
- Se você é co-dependente, peça a alguém que aperte o número 2 por você;
- Se você tem múltipla personalidade, aperte 3,4,5 e 6;
- Se você é paranóico, nós sabemos quem é você, o que você faz e o que quer. Espere em linha enquanto localizamos a sua chamada;
- Se você sofre de alucinações, aperte o 7 nesse telefone colorido gigante que você, e só você, vê à sua direita;
- Se você é esquizofrénico, escute cuidadosamente, e uma voz interior lhe indicará o número a pressionar;
- Se você é depressivo, não importa que número aperte. Nada o vai tirar de sua lamentável situação;
- Porém, se VOCÊ votou no Sócrates, não tem jeito, desligue e espere até 2009, aqui atendemos LOUCOS e não IMBECIS!
Obrigado!
Soares não percebe - Rui Hortelã no Correio da Manhã (9/11/2005)
Já se sabia que Mário Soares julga que a ameaça da al-Qaeda se resolve conversando com Bin Laden.
Dá vontade de rir, mas como as palavras foram ditas quando ele só era comentador político podem ser ignoradas. Mais grave é a posição assumida ontem sobre a crise francesa. Diz o candidato presidencial apoiado pelo PS que está em “melhor posição” do que qualquer adversário para evitar em Portugal uma situação semelhante.
Inacreditável arrogância! E perigosa demagogia! Como pode alguém, sobretudo com o passado político de Soares – um dos principais responsáveis pela forma desastrada como se geriu a descolonização – achar que pode evitar um problema que os franceses foram incapazes de travar e que o ministro António Costa, ainda ontem, reconheceu poder chegar a Portugal, porque “ninguém está imune a situações deste género”. Aliás, se o nosso país está hoje em perigo deve-o em muito a Mário Soares e Cavaco Silva. Desde 1974, foram eles quem mais tempo esteve no poder, de onde assistiram à proliferação de bairros degradados em redor dos grandes centros. Soares reafirma ainda que um bom Presidente da República tem de “ser capaz de perceber o que se passa no Mundo”. Mas ele próprio mostra que não percebe.
Este é artigo de opinião assinado por Rui Hortelã, hoje na edição online do Correio da Manhã. Lembram-se da época do diálogo?
..... Ela aí está.
Dá vontade de rir, mas como as palavras foram ditas quando ele só era comentador político podem ser ignoradas. Mais grave é a posição assumida ontem sobre a crise francesa. Diz o candidato presidencial apoiado pelo PS que está em “melhor posição” do que qualquer adversário para evitar em Portugal uma situação semelhante.
Inacreditável arrogância! E perigosa demagogia! Como pode alguém, sobretudo com o passado político de Soares – um dos principais responsáveis pela forma desastrada como se geriu a descolonização – achar que pode evitar um problema que os franceses foram incapazes de travar e que o ministro António Costa, ainda ontem, reconheceu poder chegar a Portugal, porque “ninguém está imune a situações deste género”. Aliás, se o nosso país está hoje em perigo deve-o em muito a Mário Soares e Cavaco Silva. Desde 1974, foram eles quem mais tempo esteve no poder, de onde assistiram à proliferação de bairros degradados em redor dos grandes centros. Soares reafirma ainda que um bom Presidente da República tem de “ser capaz de perceber o que se passa no Mundo”. Mas ele próprio mostra que não percebe.
Este é artigo de opinião assinado por Rui Hortelã, hoje na edição online do Correio da Manhã. Lembram-se da época do diálogo?
..... Ela aí está.
Nuno Melo Sobre os “incidentes” - São uma pesada factura» de «políticas de imigração laxistas.
No final da jornadas parlamentares do CDS-PP que decorreram ontem em Estremoz, Nuno Melo comentou os “incidentes” de França, tocando com dedo na ferida.
«Sociedades com políticas de imigração laxistas sem cuidar da imigração - como vem acontecendo em todos os países europeus governados por executivos de esquerda - implicam o pagamento, mais cedo ou mais tarde, de uma pesada factura»
«nada, mas mesmo nada, justifica a violência, nada justifica que se atente contra a vida de cidadãos inocentes, que se destruam bens, muitas vezes adquiridos com muitas dificuldades».
«Quando se assiste a isto, em primeiro lugar tem de se impor a ordem e depois discutir a sociologia»,
«Dos exemplos que vêm de fora temos de tirar ensinamentos para que não nos entrem pela porta dentro. Os problemas da imigração não se resolvem com utopia e demagogia mas com acções concretas».
08/11/05
Sócrates sobre os "incidentes" – Estou preocupado.

O nosso primeiro ministro quando ontem foi questionado sobre os incidentes, limitou-se a dizer, estou preocupado.
Fico satisfeito e tranquilo com a resposta.
Pensei, se fosse em Portugal? Será que o nosso chefe de governo ia fazer mais um Safari (já passaram 3 meses desde o último), ou, desta vez aproveitava para umas férias de neve, é que a temporada está quase a começar ?
Mário Soares sobre os “incidentes” - Era previsível.
João Teixeira Lopes (B.E.) sobre os “incidentes”
Porto, 05 Nov (Lusa) - O deputado do Bloco de Esquerda, João Teixeira Lopes, alertou hoje para o perigo de ocorrerem a prazo em Portugal incidentes semelhantes aos que têm assolado nos últimos dias os bairros de França e em particular os arredores de Paris.
"A degradação e desmantelamento do que resta do Estado-Providência, a privatização de serviços, os critérios cada vez mais apertados para atribuição de apoios sociais e a situação explosiva no que diz respeito à imigração, onde não existem políticas reais de integração, tornam perfeitamente possível a ocorrência futura de incidentes semelhantes em Portugal"
Aqui está o discurso perigoso que leva a que muita gente se habitue à subsidio - dependência, este deputado do BE pelos vistos é da opinião que se dê mais subsídios a esta gente para evitar estes “incidentes”.
A minha pergunta é:
Vale a pena continuar a dar subsídios a quem nada fez e a quem nada quer fazer, apesar das inúmeras oportunidades que têm tido ou é melhor obriga-los a trabalhar para receberem esses subsídios?
Meus amigos, quem não se esforça por ter as coisa, não dá valor ao que tem.
"A degradação e desmantelamento do que resta do Estado-Providência, a privatização de serviços, os critérios cada vez mais apertados para atribuição de apoios sociais e a situação explosiva no que diz respeito à imigração, onde não existem políticas reais de integração, tornam perfeitamente possível a ocorrência futura de incidentes semelhantes em Portugal"
Aqui está o discurso perigoso que leva a que muita gente se habitue à subsidio - dependência, este deputado do BE pelos vistos é da opinião que se dê mais subsídios a esta gente para evitar estes “incidentes”.
A minha pergunta é:
Vale a pena continuar a dar subsídios a quem nada fez e a quem nada quer fazer, apesar das inúmeras oportunidades que têm tido ou é melhor obriga-los a trabalhar para receberem esses subsídios?
Meus amigos, quem não se esforça por ter as coisa, não dá valor ao que tem.
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