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05/03/11

Mário Máximo – e vai mais uma!

Segundo notícias vindas a público no Nova Odivelas, na passada sexta-feira, Odivelas perdeu a oportunidade de receber um grande evento económico no qual estariam presentes mais de 100 empresários portugueses, todas as associações empresariais portuguesas e uma forte delegação oriunda da China.

Segundo o Nova Odivelas, a ineficácia, ou melhor, a falta de uma resposta atempada do Vereador das Actividades Económicas, foi a razão pela qual este evento da responsabilidade da AICEP (antigo ICEP), em vez de se realizar em Odivelas, se realizou em Sacavém.

A confirmação desta notícia, depois de tudo o que temos vindo a denunciar nesta área, só nos vem dar mais razão, o pelouro das actividades económicas tem que mudar de mãos.

Clique aqui e veja na página 3 a notícia onde também consta a opinião do Vereador Paulo Aido e a minha sobre mais este triste episódio.

25/02/11

Odivelas - A. Municipal de 24/02/2011 (3)

3ª Nota- Situção Financeira.

Como na última vez que aqui estivemos a debater esta questão não fiquei devidamente esclarecido, agradeço que nos informe como é que a Câmara calcula o prazo médio de pagamento a fornecedores.

Isto, só para que eu possa aprender como é que chega à conclusão que a Câmara não ultrapassou os 180 dias de prazo médio de pagamento.

Odivelas - A. Municipal de 24/02/2011 (1)

1ª Nota - Actividades Económicas.

É para deixar aqui mais uma vez expresso, de forma clara, que exceptuando o caso de miséria extrema, da doença e da deficiência, o maior problema da actualidade em Portugal e em Odivelas é o estado da economia e o desemprego.

Perante os números, é para nós claro que um euro investido na manutenção de postos de trabalho e/ou na criação de novos, para além das receitas extraordinárias que isso poderá significar, representa uma elevada poupança em acção e apoio social.

Nesta matéria advertimos mais uma vez para a necessidade de se elaborar com a maior urgência um plano, com objectivos e uma estratégia bem definida, a qual possa permitir uma intervenção concreta, assertiva e eficaz.

Este sector, o qual é vital para o Concelho, não pode ficar vetado ao abandono, nem à mercê de medidas avulsas e precipitadas que nada adiantam. Cada dia que passa, sem que nada se faça, é mais um dia em que o desemprego aumenta e a angústia se acentua em muitas mais pessoas.


É aqui, perante a ineficácia verificada que está quanto a nós a grande questão e é tanto maior, quanto sabemos que até ao momento, passado que foi um ano e depois de várias insistências, a Comissão das Actividades Económicas ainda não recebeu a caracterização do tecido económico em todo o Concelho.

Isto é elucidativo e altamente preocupante!

22/02/11

As duas propostas apresentadas pelo CDS - Assembleia Municipal de Ontem.

Embora tendo sido apresentadas em separado, porque a fundamentação é a mesma coloco as duas neste post.

Estas propostas foram chumbadas pelas bancadas do PS e PSD, a abstenção da CDU e os votos favoráveis do BE, MPT e CDS.

A interpretação que faço, às justificações que PS e PSD deram para as chumbar, farei oportunamente.



Propostas de Recomendação.


O Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo - conhecido por “Mosteiro de Odivelas” - é sem dúvida, do ponto de vista arquitectónico, histórico e naturalmente patrimonial o Monumento mais valioso do Concelho de Odivelas.

O Mosteiro de Odivelas não se encontra aberto ao público nem mesmo de forma condicionada ou com horários regulares, provocando certamente elevados prejuízos sociais, culturais e económicos ao concelho e particularmente à cidade de Odivelas, tanto mais que se trata de uma peça representativa do gótico, rara na área metropolitana de Lisboa e um local de importância significativa para uma abordagem ao Reinado de D. Dinis que ali se encontra sepultado e à I Dinastia.

Tendo conhecimento que decorre um Petição Pública, dirigida à Assembleia da República para abertura ao público do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo aos Sábados, Domingos e Feriados, e por consideramos que tal a suceder será uma mais-valia significativa para a vida social, cultural e económica do Concelho, entendemos que deve este Município de forma clara e inequívoca, apoia-la.

Esta nossa convicção é tão mais urgente, porque:

1- Entendemos que esta é uma causa transversal da sociedade, porque esta Petição foi já assinada por inúmeros cidadãos comuns, independentes e por militantes ou simpatizantes de todos os partidos que têm assento nesta Assembleia Municipal.

2- Esta Petição foi subscrita pelos Presidentes de Junta de Freguesia António Rodrigues, Armindo Fernandes e Francisco Bartolomeu e apoiada por Vítor Machado presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, em declarações prestadas a um o órgão de Comunicação Social.

3- A própria Presidente também já afirmou concordar com ela e que a mesma, a par de diligências que a própria Câmara Municipal está a desenvolver, poderia contribuir positivamente para o objectivo comum, abrir a porta do Mosteiro e devolve-lo de certa forma à população.

4- Porque esta Petição já tem o número mínimo de subscritores – 4.000 – que são necessários para impulsionar o debate desta questão na Assembleia da República, mas porque quantos mais subscritores tiver, mais importante se torna.

Assim esta Assembleia Municipal, reunida a 21 de Fevereiro de 2011, recomenda:

Proposta 1:
Que o Executivo da Câmara Municipal de Odivelas apele à participação de todos os funcionários e a todos os munícipes no sentido de subscreverem esta Petição.

Proposta 2:
Que a Assembleia Municipal considere esta causa, como um desígnio municipal e de interesse nacional e chame também à subscrição da mesma.


Petição para abertura ao Público do Mosteiro de Odivelas - Ontem na Assembleia Municipal.



4ª Nota – Abertura ao Público do Mosteiro de Odivelas.

Como certamente muitos de vós devem ter conhecimento, estive e estou pessoalmente empenhado na recolha de subscritores para a petição pública que tem como objectivo a abertura ao público do Mosteiro. Isto porque entendo que tal alteração seria uma mais valia importante para a vida social, cultural e económica do Concelho.

Ao longo destes dias, pelo que pude constatar, esta é uma causa que pelo menos a esmagadora maioria dos Odivelenses defende e com a qual concorda.

Falo do mais comum dos cidadãos, pessoas ligadas à cultura, ao desporto, ao comércio, à religião, à imprensa e a todas as forças políticas aqui representadas. A Sr.ª Presidente da Câmara, tal como o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, afirmaram publicamente que concordam que abertura ao público do Mosteiro será uma verdadeira mais-valia e que por essa razão esse também é o sei desejo.

Assim, entendemos que esta é uma questão transversal, que importa a todos e sabendo que não será uma batalha fácil, importa fazer dela um Desígnio Municipal.

A importância de todos nós para o sucesso desta causa, assim como dos partidos que representamos será determinante. É de extrema importância que todos os aqui presentes se unam e se empenhem nesta causa para que possamos ser bem sucedidos.

Embora o número mínimo de subscritores necessários para que o assunto seja discutido na AR já tenha sido alcançado, convido todos os que ainda não subscreveram esta petição, a faze-lo, quantos mais o fizerem, mais força terá.


Nota:
esta parte da intervenção está realcionada com duas propostas que foram apresentadas pela Bancada do CDS e que serão oportunamente publicadas .

20/02/11

Que sina esta!

Todos falam do Vereador das Actividades Económicas e eu não poderia estar mais de acordo, até porque talvez tenha sido o primeiro a dizer que ele teria que largar este pelouro, mas o que haverá a dizer da Vereadora que tem o Pelouro da Educação e da Acção Social?

Já dois Pavilhões cairam com o vento (1 por ano); os defeitos de muitas das escolas que há pouco foram construidas ou renovadas continuam (muitas crianças já se magoaram); o leite falta com frequência; na Cassa Pia, muitas crianças continuam a ir a pé, ladeira a cima, para a escola das Galinheiras (é um bairro escondido, eu sei!).

Pensar Odivelas (Comércio Local) - Os meus parabéns!


A equipa do Pensar Odivelas dedicada ao Comércio Local está de parabéns, o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver tem vindo a dar frutos.

Embora o Projecto de Dinamização e Revitalização do Comércio Local tenha sido chumbado em Assembleia Municipal pelo PS e PSD, a verdade é o tema do Comércio Local está definitivamente na agenda politica. Para além disso teve a capacidade de colocar à vista de todos incompetência deste executivo no que a este tema diz respeito e muitos, para além de nós, já exigem que Mário Máximo largue este pelouro.

O trabalho deste grupo não fica por aqui, a questão da abertura ao público do Mosteiro de Odivelas, ao ser assinada por tantos milhares de Odivelenses e por pessoas oriundas das mais variadas sensibilidades politicas, tornou-se num DESÍGNIO MUNICIPAL.

Mais, a Sr.ª Presidente da Câmara, como é seu timbre, numa gestão unicamente reactiva ao que a oposição faz, já declarou em reunião de Câmara que o próximo ano será o das actividades económicas.

Como Presidente da Concelhia do CDS só tenho que agradecer e dar os parabéns a todos (são muitos) os que se envolveram, com grande sacrifício e esforço, abdicando de muito do seu tempo, neste extraordinário trabalho. Têm dado uma verdadeira lição de participação cívica.

18/02/11

Em Odivelas - Paulo Aido arrasa.

Depois de ler a imprensa local desta semana é com satisfação que vejo que em Odivelas, para além de haver cada vez mais pessoas a pensar como nós, há cada vez mais pessoas a agir, falar e a argumentar como nós e isso é bem mais importante.

Desta vez é Paulo Aido, Vereador independente na C.M. de Odivelas, que vem a público defender o Projecto de Revitalização e Dinamização do Comercio Local que um dos grupos do Pensar Odivelas elaborou e que nós apresentámos há uns meses em Assembleia Municipal.

Para além disso, Paulo Aido, tal como nós já o fizémos, vem a público pedir a demissão de Mário Máximo, pois considera que a sua presença nas Actividades Económicas é um entrave para o desenvolvimento economico do Concelho.

É com tristeza que constacto que temos razão no que há muito vimos afirmando e demonstrando, é sinal que há uma má gestão em odivelas, mas é com satisfação que constactamos que cada vez mais pessoas se identificam com o nosso trabalho, com as nossas propostas, com os nossos valores e que se juntam à nossa vós.


Nota: Poderá ver mais noticias relacionadas com este tema no Nova Odivelas e no NO TV.

01/02/11

Odivelas - Delegação de competências/alteração mapa autárquico e administrativo.

Um dos temas mais falados e discutidos em Odivelas nos últimos tempos foram, como não podia deixar de ser, os cortes no orçamento municipal e também por tabela, nas verbas envolvidas nos protocolos de delegação de competência.

Como a imaginação, a planificação e a estratégia deste executivo são o que são, ao saber dos “cortes” que vinham do governo central, vai daí e começaram a cortar quase igualmente em todas as rubricas.

Entendo eu, evidentemente, que a solução passa em parte por rentabilizar ao máximo todos os recursos, mas mais do que isso, porque o efeito dessas medidas será idêntico ao que tem uma aspirina na cura de uma doença grave, passa provavelmente por repensar e reestruturar todo o funcionamento autárquico do Concelho.

Evidentemente que não é acordar de manhã com uma ideia e executar, só por que se entende que é boa, tal como aconteceu por exemplo quando se trocou o logo e a imagem do Município. Tem obviamente que se pensar, estudar e avaliar as situações, quer cada uma por si, quer cada uma incorporada no universo da autarquia.

Assim entendo, que tal como se está a fazer em Lisboa e agora parece que o Governo também quer aproveitar a onda, em Odivelas também se deve estudar o Mapa Autárquico do Concelho.

Será que faz sentido termos 7 freguesias?
Será que faz sentido os seus limites físicos (fronteiras) serem os que são?
Será que com algumas alterações se consegue rentabilizar os recursos?
Será que com algumas alterações se consegue melhorar a qualidade do serviço prestado aos munícipes?

Não estou com isto a dizer quer devem ser, ou que não devem ser feitas alterações, e muito menos quais, o que estou a afirmar, é que esta reflexão deverá ser feita de forma objectiva. Deverá ser pensada, avaliada e depois debatida.




28/01/11

Odivelas – Definitivamente as actividades económicas na agenda política.

Ao ter conhecimento da última nota informativa do gabinete do Vereador Paulo Aido não posso deixar de registar a proposta que foi feita para que OdiMostra fosse reeditada.

Ao ler os argumentos, assim como os conteúdos da mesma, não posso deixar de registar que há cada vez mais pessoas a Pensar Odivelas e a pensar como nós.

O executivo municipal não pode continuar a ignorar este tema, pois a questão do Comércio Local e a questão do Desenvolvimento Económico do Concelho, entrou finalmente, ao fim de uma dúzia de anos, na agenda política do Concelho.

09/01/11

… vai ser bem mais difícil! (5)

2001- O Problema o económico
Investimentos antigos/Captação de empresas estrangeiras.



Incapazes de investir no que quer que fosse a longo prazo, isso não trás resultados eleitorais, os nossos governantes investiram basicamente em Obras públicas megalómanas (desajustadas às necessidades), muitas vezes mal projectadas e quase sempre mal orçamentadas. Obras essas, que criaram à época trabalho/empregos periódicos a muitas pessoas (grande parte imigrantes), mas que não geraram condições para aumentar de forma consistente a produção nacional, nem tão pouco garantiram condições para a criação de postos de trabalho duradouros, como aliás está à vista de todos. Para além disso, convém não esquecer, foram obras que não são auto-sustentáveis, por isso serviram também para aumentar a despesa corrente do estado.

Como exemplo, posso dar a quantidade enorme de Auto-estradas que foram construídas (muitas delas sem portagem), o C.C.B., a Caixa Geral de Depósitos, a Expo, os Estádios para o Euro, a Casa da Música e a Estação de Metro do Terreiro do Paço).

Estes investimentos enriqueceram alguns grupos económicos, proporcionaram a melhoria significativa do nível de vida a algumas pessoas, criaram milhares e milhares de postos de trabalho durante um determinado período de tempo (tantos que assistimos a um enorme fluxo de imigração), mas não potenciaram um crescimento económico sustentável.

Para além destes investimentos, verdade seja dita, houve uma procura e até investimento na captação de empresas estrangeiras.


Esta é outro investimento no qual levanto algumas dúvidas, mas para os quais não tenho elementos suficientes que me permitam dar uma resposta suficientemente fundamentada.

Se por um lado é verdade que com a vinda de muitas destas empresas se criaram milhares de novos postos de trabalho, nestes casos, muitas vezes, mais qualificados que nas obras e com uma perspectiva mais duradoura, também se questiona quais os apoio e respectivos montantes, as garantias face a esses montantes e se face aos apoios concedidos, os empresários portugueses não ficaram prejudicados?

Como digo faltam-me alguns elementos para poder aprofundar este tema, mas por exemplo, a isenções de alguns impostos, a qual sei que em alguns casos aconteceu, leva-me a questionar:
1 - se por um lado não prejudicou empresas portuguesas que embora actuando no mesmo sector não tiveram este beneficio;
2 - qual montante do encaixe financeiro do estado que é proveniente destas empresas.

Seja como for a verdade é que estes investimentos e outros que possam ter existido, não proporcionaram o crescimento económico que teria sido fundamental face ao aumento das despesas. Para além disso há a salientar a destruição de grande parte da nossa força produtiva, nomeadamente da agricultura, da pesca e da indústria.

Podemos concluir, que também neste aspecto, os nossos governantes, por incompetência, por falta de honestidade intelectual, por falta de espírito patriótico e/ou missionário à frente dos destinos do nosso país, ou por qualquer outro razão, estiveram longe de terem exercidos as suas funções com algum tipo de distinção positiva, muito pelo contrário.

07/01/11

Xara Brasil esteve em Caneças.

Xara-Brasil esteve na passada quarta-feira à noite em Caneças para participar no Informalidades. Para além de ter abordado a situação de Falência Técnica em que a Câmara se encontra e o facto da imprensa não dar essa informação, focou as suas intervenções em mais dois temas:

Sobre Caneças referindo-se às constantes quebras no serviço de abastecimento de água, afirmou, "Esta é a terra que em tempos "exportou" água e que a gora, por ironia do destino, muitas vezes não a tem na torneira".
Ainda falou da Ribeira de Caneças, a qual nasce na freguesia e que passados apenas 100/200 mt. já está poluída e voltou a reafirmar o enorme valor que entende que tem o nome Caneças como marca e falta de aproveitamento que disso se faz. A encerrar este tema propôs que o
Picadeiro da Quinta do Banco de Portugal fosse classificado como Património Municipal.

No decorrer da sua intervenção, Xara-Brasil falou sobre o problema que representa para o tecido empresarial e para o Comércio Local, ter a tomar conta deste pelouro, uma pessoa que não tem competência demonstrado nesta área.
Nesta sessão do Informalidades maracaram também presença, Laurinda Cardoso, eleita do CDS na Assembleia de Freguesia de Caneças, e Armindo Cardoso.

06/01/11

… vai ser bem mais difícil! (4)

2001 - O problema financeiro - Despesa/Receita.

Como já anteriormente mencionei, este não é um problema novo, tem vindo a crescer e o monstro tem vindo a ganhar dimensão a cada dia que passa.

Cientes deste problema, os nossos governantes colocaram quase sempre em primeiro lugar os interesses corporativos e as necessidades de serem reeleitos. Raramente se fizeram rogados e salvo raríssimas excepções, foram incapazes de colocar com clareza a real situação à população. Sabendo dos deficits sucessivos e que com eles a divida engordava, mesmo assim, por motivos meramente estratégico-eleitoralistas, deixaram que a despesa aumentasse permanentemente.

Para fazer face a este aumento do deficit e sem nunca conseguirem angariarem mais receita por via de um forte crescimento económico, recorreram muitas vezes ao aumento dos impostos, taxas e das obrigações. Medidas essas, que na última década se tornaram recorrentes.

Para ilustra este pensamento todos se devem lembrar de uma expressão muitas vezes ouvida: numa legislatura os primeiros dois anos são para tomar as medidas impopulares (aumentar impostos), os outros são para governar em função das eleições que aí vêem (gastar dinheiro).

Xara Brasil foi contundente.


"A Câmara de está tecnicamente falida e a imprensa não fala disso".


Ontem na Tertúlia Informalidades, a qual se realizou em Caneças, Xara Brasil não poupou o executivo Municipal, nem a gestão de Susana Amador, nem a imprensa.

O ponto-chave da sua intervenção foi quando salientou uma vez mais o facto de a Câmara estar, pelos números que são conhecidos, Tecnicamente Falida e a imprensa local até ao momento não ter falado nesse assunto.

Segundo Xara-Brasil "a população tem que saber desta situação e os responsáveis por este descalabro, o qual resulta de anos de má gestão autárquica, têm que ser denunciados e têm que assumir as suas responsabilidades".

Para além de mais uma vez ter denunciado esta situação, também apontou as casas da mesma; "obras faraónica, mal dimensionadas, mal planeadas/projectadas, mal fiscalizadas, dinheiros mal gastos em tantos e tantos disparates, subjacentes a uma estratégia, não para o verdadeiro interesse das pessoas e do Concelho, mas a pensar quase em exclusivo nos actos eleitorais, deu no que deu."

04/01/11

… vai ser bem mais difícil! (3)


O problema financeiro - A Dimensão do Problema.

A deterioração económica e financeira do país tem-se vindo a agravar sucessivamente ao longo dos últimos 36 anos. Desde então, não houve um ano sem défice, ou seja todos os anos se gasta em Portugal mais do que produz e do que se tem, todos os anos o país dá prejuízo e por isso, para pagar o que se consome, todos os anos se pede, mais e mais dinheiro emprestado, assim aumentou a divida.

Chegámos ao ponto, do montante da nossa divida externa ser superior à produção total do país durante um ano inteiro. Para ilustrar a dimensão do problema, podemos afirmar que 63%, do que pagamos de IRS, é só para pagar os juros desse monstro.Perante este cenário, a perspectiva de risco que esta situação representa para quem nos pode emprestar dinheiro é evidente, o que provoca que haja “pouca gente” disposta a faze-lo e quando os há, fazem-no, como é óbvio, a custos elevadíssimos.

… vai se bem mais difícil! (2).

Escrevi ontem, neste blogue, um texto com o mesmo título, referindo-me como é óbvio ao ano de 2001, no qual agora entrámos.

Nesse mesmo post afirmei que entrei neste ano com vontade, fortemente motivado e empenhado em contribuir para inverter o rumo dos acontecimentos.

A partir de agora e durante os próximos dias, vou escrever alguns posts, os quais poderão parecer pessimistas e drásticos, mas mais não são, que parte da interpretação que faço da actual situação.

Entendo que antes de mais, para que possamos intervir temos que ter claro para nós qual o ponto de partida.

30/12/10

Um post sobre o Comércio Local


Madalena Varela que foi uma das pessoas (Independentes) do Grupo Pensar Odivelas - Comércio Local que mais trabalhou no "Projecto de Revitalização e Denamização do Comércio Local", escreve hoje um post sobre o que para ela tem sido o comportamento do executivo municipal no que respeita a este assunto.

Vale a pena ler o "Cabeças de Vento".

28/12/10

Odivelas - A fava foi para os comerciantes.

A Carla Rodrigues acabou de chamar a atenção no facebook para uma iniciativa que a Câmara Municipal do Porto resolveu recuperar (não sabia que já tinha existido), o Cortejo dos Reis Magos, enquanto isso o executivo municipal em Odivelas resolveu ignorar o Projecto apresentado pelo CDS para a Requalificação e Dinamização do Comércio Local, a qual na sua proposta de Natal incluía uma iniciativa semelhante.

Infelizmente não foi este o único caso, o grupo criado para a elaboração deste projecto (Pensar Odivelas – Comércio Local), também fez uma outra proposta para esta época do ano, o Odivelas Stock Market, lembro que ainda ontem começou e hoje continuou com enorme sucesso Black Friday no Corte Inglês.

É caso para dizer que os comerciantes de Odivelas devem estar com a mesma sensação daquelas pessoas a quem sai (*) a fava do Bolo Rei.


*Sai = Saía, porque agora foi proibida.

21/12/10

Odivelas: Actividades Económicas no Máximo da Trapalhada.


Como diversas vezes temos vindo a afirmar os Comerciantes e os Empresários de Odivelas estão há anos vetados ao abandono. Devido às nossas inúmeras intervenções, tanto na Assembleia Municipal, como em diversos outros espaços, parece que o Poder Local começa, também nesta área e agora a dar-nos ouvidos.

Habituados a governar como resposta aos acontecimentos, sem qualquer estratégia ou planeamento e sem que por ventura estejam habituados a trabalhar nesta área, os erros começam a suceder-se.

O mais recente exemplo passa-se com a Loja da Marmelada e com toda encenação à volta da promoção da mesma. Vejamos:

1 -Este é um assunto que o CDS-PP tem vindo há vários anos a abordar e a chamar a atenção para a necessidade que há em promover este produto, durante o último mandato niguém ligou patavina ou faz algo a esse propósito.

2 – No final do ano passado um grupo de Cidadãos resolveu criar uma Confraria, par a partir daí começar um trabalho de promoção e qualificação do produto.

3 – A Câmara ao ter conhecimento deste movimento pensou que eventualmente poderia perder algum protagonismo e como de costume reagiu.

4 – Nesse sentido fez uma parceria com a Associação de Comerciantes, reuniu-se com alguns produtores de marmelada e começou a fazer um trabalho paralelo.

5 – Sabendo que estava em processo o registo de uma marca por parte da Confraria (Marmelada do Mosteiro de S. Dinis), avançou com o registo de mais uma marca (Marmelada Branca de Odivelas).

6 – Sabendo que a Confraria estava a trabalhar no sentido de certificar a Marmelada, a Câmara gastando para isso cerca de 7.000,00 euros, avançou com outro processo paralelo de certificação.

7 – Sabendo da data da cerimónia de Entronização dos Confrades, a Câmara utilizou uma loja sua no Odivelas Parque, abriu a Loja da Marmelada, e fez a apresentação uns dias antes do outro evento, para assim ganhar protagonismo, visibilidade e mediatismo.

8 – Por ultimo um dos Vereadores anunciou em Reunião de Câmara a constituição de uma nova Confraria, esta promovida por si próprio.

9 – Em Assembleia Municipal esse mesmo Vereador afirma que qualquer cidadão ou grupo de cidadão é livre de abrir uma confraria e que esta não teria qualquer custo para a Câmara, seria constituída com recursos pessoais.
Até pode ser, mas aqui, como é evidente, levantam-se várias questões, por exemplo: telefonemas para tratar destes assuntos; deslocações; apoio jurídico; a que horas são tratados estes assuntos; qual será a relação da marca entretanto registada com o apoio da Câmara, com esta confraria; etc.

10 – Detectámos que a Loja da Marmelada, já mencionada no ponto 7, a qual foi promovida pelo mesmo Vereador, o das Actividades Económicas, tem na génese do seu funcionamento uma enorme trapalhada (clique aqui para ver), a qual, caso não estivesse debaixo da alçada da Câmara, jamais poderia estar a funcionar nestas condições.

Para terminar, afirmo que é com grande tristeza que tanto eu, como o CDS-PP, constatamos a forma como os assuntos económicos estão a ser tratados em Odivelas e a falta de cuidado que há com um produto, o qual é sem sombra de dúvida um activo, que tem um enorme valor cultural e económico.